24 de maio de 2011

A magia das estórias contadas

Ouvidos atentos, olhares seguindo os gestos e os movimentos de quem conta, a imaginação a desfilar a toda a brida, a emoção à flor da pele, no acompanhamento da trama de estórias (hoje vamos grafar assim, dado o cunho popular e tradicional) que a contadora Victoria Triães teceu, esta tarde, na sala de leitura da BE. 
E foram tantas e tão envolventes, as estórias, que ganharam vida perante uma assistência de alunos imersos no imaginário que as palavras convocavam a todo o momento, nas expressões que geravam, medos e alegrias, nas expectativas sobre os finais que logo cediam lugar aos inícios de novos contos, de novas narrativas orais, quais aguarelas de voz, configurando mundos nas cabeças de todos e de cada um. Sim, porque cada um levou um pouco daquelas estórias que, talvez esta noite (ou numa outra qualquer) voltem a ganhar forma na casa deste ou daquele ao serem novamente narradas a pais, irmãos ou avós. Quem sabe? 
A estórias ditas deixam sementes. E quem conta um conto acrescenta um ponto.
Vá lá conta(nos) uma estória!

22 de maio de 2011

"Frei Luís de Sousa - uma leitura cénica" e "Utopia e Miopia"

Na tarde de quinta e manhã de sexta-feira, a BE contou com a intervenção do actor e encenador Paulo Lages que dinamizou dois ateliês de expressão dramática em torno da representação/figuração de textos literários, nomeadamente: Frei Luís de Sousa (de Almeida Garrett) e As Cidades Invisíveis (do escritor italiano Italo Calvino).
Dois momentos de leitura cénica que envolveram jovens participantes, duas turmas do ensino secundário, no jogo da representação; dois momentos (com cerca de 3h horas cada) que não deixaram de ter componentes de "sério divertimento" como também "colocação de alunos em situação de intérpretes". 
Estes ateliês não se ficaram só pela abordagem cénica das obras citadas, mas também integraram, na sua dinamização, aspectos ligados à análise literária e histórico-literária. No caso da sessão designada Utopia e Miopia, houve tempo para uma viagem às origens da Utopia com referências à República de Platão, à cidade idealizada pelo filósofo, convocando Sócrates, como também, e saltando no tempo (até ao séc. XVI), referência a Thomas More e a uma das suas incontornáveis obras - Utopia, e também George Orwell (já no séc.XX) com a distopia (pesadelo do big brother) - "1984".
Momentos de cultivo!

18 de maio de 2011

Quantos entram? O que fazem? - a Biblioteca em números

Clica no canto inferior direito da box para veres o documento em full screen.
Várias vezes, ao longo do ano lectivo, procedemos à contagem de acessos (físicos/presenciais), pelos utilizadores, ao espaço BE. Contabilizámos ainda o tipo de utilização dos recursos/serviços. São muitas as vezes que ultrapassámos mais de meio milhar de entradas por dia, justificando um padrão recorrente de acessos à nossa BE. Um dado que nos deixa claramente satisfeitos, ao mesmo tempo que faz jus à asserção defendida por investigadores, e repetida por muitos profissionais da biblioteconomia escolar, de que a BE é um dos elementos axiais da escola, ou parafraseando Ross Todd - a BE como o pulsar de um coração no espaço educativo.

17 de maio de 2011

A ilustração nos livros infanto-juvenis

Uma maravilha! 
É o que nos apraz dizer sobre esta publicação (Boletim infoCEDI, da responsabilidade do Instituto de Apoio à Criança) em torno da ilustração infantil.
Para quem gosta de ilustração, desde já, mas também para quem se fascina com os mundos feitos de linhas e de cores que povoam muitos livros para a infância.
Eis um recurso a não perder! Vais querer ler e saber mais!Aqui

Biblioteca no mobile

Já está activo o formato mobile deste blogue. Ainda na sua componente de visionamento, este formato é mais versátil e funcional para quem porventura aceda ao blogue via smartphone e telemóvel. Layout mais simples e pouco pesado, mas com fontes maiores, permitindo a visibilidade em micro ecrã. Segue o link http://qr.ai/u9cl (mais rápido, neste caso) ou descodifica o QR code (interessante pela descoberta de uma "realidade aumentada"; no androide market ou outro podes encontrar, gratuitamente, descodificadores e geradores de códigos bidimensionais QR (v.g.: barcode, i-nigma barcode) que te levam até lá.

Ler ciência... descobrir o mundo - sugestão de leitura

Da colecção "Aventura da Ciência", disponibilizamos aos leitores/utilizadores da BE estas duas obras acerca do mundo que nos rodeia e do impacto da ciência e do Homem nas vidas de todos e de cada um, referimo-nos aos títulos: "Como arrefecer o planeta" (de João Lin Yun, professor de Física na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa) e "A acção da Química na nossa vida" (de Maria Teresa Escoval, professora de Ciências Físico-Químicas, também autora de livros de apoio escolar nesse âmbito).
Nas contracapas:
"A Terra está a aquecer! E a aquecer cada vez mais depressa! O aquecimento global do nosso planeta constitui a maior ameaça que resulta, ironicamente, da própria acção humana." in Como arrefecer o planeta.
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"Embora nem sempre tenhamos plena consciência disso, a Química tem uma presença e uma acção constantes na nossa vida, desempenhando múltiplos papéis nas mais diversas áreas." in A acção da química na nossa vida

Novidades BD na estante e na caixa de álbuns

Para os fãs de Tintin (ou melhor, para todos os que gostam de BD e não só):
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... e agora para os fãs de Astérix e Obélix (ou melhor, para todos os que gostam de BD e não só - passe a redundância):

Encontro com uma "jovem poeta"

Ainda não completou 17 anos, escreve poesia desde os 9, frequenta o 11.º ano na Escola Sec. D. Maria II - Braga, e já conta com um livro publicado - Encenar é Viver
Chama-se Margarida Lobato Costa, e deu à estampa este seu seu primeiro título em Outubro de 2010. A Margarida esteve ontem, dia 16 de Maio, na Biblioteca da ESAF à conversa com alunos do 7.º e 10.º ano. Um final de tarde de agradável diálogo, entre esta jovem aluna e os seus pares, em torno da palavra escrita, da leitura, da motivação para escrever, das influências, entre outros aspectos que vários alunos souberam trazer a debate graças às muitas questões colocadas. 
 Fotos: Carminda Rodrigues
Alguns dos alunos leram poemas do livro e até mesmo a autora não resistiu à leitura de um trecho poético que fará parte (confidenciou) da sua próxima obra. 
Em moldes pouco diferentes do habitual (mas não menos profícuos, se levarmos em linha de conta, desde logo, o impacto junto dos alunos), a BE recebeu alguém que dá os primeiros passos no mundo da escrita publicada e que escreve com regularidade, passando para a assistência um pouco do afã que a leva a escrever e a publicar.

15 de maio de 2011

Novidades na Estante - A saga dos Otori

Viaja até ao mundo dos Otori, pela escrita e imaginação de Lian Hearn, um mundo fantástico de histórias recheadas de aventura, beleza, amor, honra, lealdade; mas também de traições e conflitos entre forças... uma epopeia de fantasia e magia num Japão medieval e mítico.

14 de maio de 2011

Parabéns, Manuel António Pina!

O autor do poema que tomamos a liberdade de transcrever neste post, chama-se Manuel António Pina e é um dos maiores poetas contemporâneos da nossa língua; o autor de "Os papéis de K.", "Os livros", "Atropelamento e fuga", “Ainda Não É o Fim nem o Princípio do Mundo - Calma É Apenas Um Pouco Tarde” entre tantas outras obras, muitos delas para a infância e a juventude como "Pequeno livro de desmatemática", "O cavalinho de pau do Menino Jesus", "Os Piratas" e tantos mais; o autor, que é poeta, ensaísta, cronista, jornalista, homem de ideias que não teme nunca partilhá-las (mesmo que iconoclastas); o autor fazia parte da lista de um júri que na manhã de 5.ª feira se reuniu na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro e que nessa mesma manhã, desse 12 de Maio, decidiu atribuir-lhe (justamente) o maior galardão da língua portuguesa - o Prémio Camões 2011 (onde já pontuam nomes grandes da nossa língua - Vergílio Ferreira, Miguel Torga, José Saramago, Jorge Amado, Eduardo Lourenço, Sophia de Mello Breyner Andresen, Lygia Fagundes Teles e tantos outros); o autor de quem falamos vai estar, assim o esperamos, no dia 27 de Maio, na sala de leitura da nossa biblioteca escolar. 
Será um privilégio para toda a comunidade escolar a presença deste grande poeta que honra as letras portuguesas. 
(e agora o poema)

Na  Biblioteca
O que não pode ser dito
guarda um silêncio
feito de primeiras palavras
diante do poema, que chega sempre demasiadamente tarde,

quando já a incerteza
e o medo se consomem
em metros alexandrinos.
Na biblioteca, em cada livro,

em cada página sobre si
recolhida, às horas mortas em que
a casa se recolheu  também
virada para o lado de dentro,

as palavras dormem talvez,
sílaba a sílaba,
o sono cego que dormiram as coisas
antes da chegada dos deuses.

Aí, onde não alcançam nem o poeta
nem a leitura,
o poema está só.
E, incapaz de suportar sozinho a vida, canta.
               Manuel António Pina, in Poesia Reunida, p. 181

11 de maio de 2011

Sugestão de leitura

Aproveitando a passagem pela nossa escola do ilustrador e escritor Afonso Cruz, no âmbito das actividades da 3.ª ed. do MARTE [Mostra de Artes Visuais da Escola Sec. Alcaides de Faria] - excelente programa, recheado de múltiplas iniciativas e com artistas convidados reconhecidos no meio artístico nacional e internacional - sugerimos uma das suas obras escritas, a deliciosa história de Elias Bonfim, filho de Vivaldo Bonfim, na sua viagem pelo mundo da literatura. 
Chama-se o livro: "Os Livros que Devoraram o Meu Pai - a estranha e mágica história de Vivaldo Bonfim" e podes encontrá-lo na biblioteca da escola.
Aqui fica uma curta sinopse:
"Vivaldo Bonfim é um escriturário entediado que leva romances e novelas para a repartição de finanças onde está empregado. Um dia, enquanto finge trabalhar, perde-se na leitura e desaparece deste mundo. Esta é a sua verdadeira história — contada na primeira pessoa pelo filho, Elias Bonfim, que irá à procura do seu pai, percorrendo clássicos da literatura cheios de assassinos, paixões devastadoras, feras e outros perigos feitos de letras."

Feira do livro

Livros e mais livros, muitos deles a preços apetecíveis... assim foi a feira do livro que realizámos na semana passada. 

3 de maio de 2011

Relembrar Abril de 74... em Maio, na Biblioteca

 (cartaz da autoria de David Figueiredo, Prof.)
É sempre tempo para evocar o 25 de Abril de 1974, tempo para relembrar esse acontecimento da História de Portugal na segunda metade do séc. XX, associado a importantes conquistas nos domínios dos direitos, liberdades e garantias, da Democracia e do desenvolvimento social; é sempre tempo para trazer à escola alguém que também participou nesse acontecimento e sobre ele possa falar aos nossos alunos.
Assim, na próxima quinta-feira, dia 5 de Maio, pelas 10:10, a biblioteca escolar promove, na sala de leitura, um encontro (palestra de sensibilização histórica e cívica) com um representante da Associação 25 de Abril.

Feira do livro


Por um período curto, mas que queremos concorrido, decorre a partir de amanhã uma feira do livro no piso 2 da BE (mezanino). 
Fica o convite a toda a comunidade educativa (alunos, professores, auxiliares de educação e outros funcionários ao serviço da escola, encarregados de educação e pais) para participar nesta feira do livro e da leitura, onde encontrará obras a preços convidativos.