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7 de janeiro de 2020

Fase escolar do CNL 2019/20 - alunos selecionados para a fase concelhia

Torna-se pública a lista dos vencedores da 1.ª fase do Concurso Nacional de Leitura 2019/20 (fase escolar – ES Alcaides de Faria), em resultado da realização das provas no dia 12 de dezembro. Foram selecionados 3 alunos  (um no escalão Ensino Básico e dois no escalão Ens. Secundário).
Os três alunos vencedores recebem como prémio um livro e serão os representantes da ESAF na fase municipal do Concurso Nacional de Leitura, com data marcada para 7 de fevereiro de 2020, na Biblioteca Municipal de Barcelos
Parabéns aos vencedores e um agradecimento especial aos alunos que participaram no concurso. 
Um bem-haja a todos!

14 de dezembro de 2019

Direitos - "o reverso da medalha"

Encerramos a semana de evocação dos 71 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos com a transcrição de um texto de Marisa Viana (aluna do 12.ºC da ESAF), lido pela própria no final da sessão que celebrou, a 10 de dezembro, tão importante efeméride, não de forma acrítica ou passiva, mas sob o signo do discernimento e da clarividência que tão incontornável problemática suscita, hoje como em todos os dias, na escola como na rua, no trabalho como nas demais ocupações do ser humano.
Aqui partilhamos o texto, dele ressaltando a nota de que a par de um direito lá está um dever, porque importa salientar que existem deveres e obrigações de todos e de cada um para com a Humanidade.
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Um direito: “o reverso da medalha”

Todos falamos de direitos e mais direitos: “Eu tenho direitos”, “Ele tem direitos” … e apenas nos preocupamos em salvaguardar os nossos direitos, sem nos apercebermos que para cada cara de uma moeda existe uma coroa. Porque não dizer “Eu tenho deveres”, “Ele tem deveres” e “Para que eu tenha direitos tenho de ter deveres”? 
Aí está já um dever: ter consciência de que sem deveres não há direitos. Porque na sombra de um direito esconde-se um dever.
Se nos consideramos seres racionais e “superiores”, então temos o dever de usar a nossa consciência nas nossas atitudes e de nos comportarmos como uma criatura digna. Porque na sombra de um direito esconde-se um dever. 
Temos o dever de evoluir a cada dia que passa, no entanto, de uma forma sustentável, considerando o planeta Terra como o nosso único lar e que, portanto, precisa de ser cuidado e conservado. Porque na sombra de um direito esconde-se um dever. Não temos o direito de prejudicar as espécies de seres vivos que coexistem connosco, mas o dever de as proteger, respeitar e ajudar. Tal também e aplica aos animais domésticos. É nosso dever colocarmo-nos na pele deles e compreender que não merecem ser maltratados, mas antes entregues a um lar e a uma família, onde possam receber carinho. Sim, pois os animais também têm direitos. Porque na sombra de um direito esconde-se um dever.
É nosso dever contribuir para a erradicação das guerras, da pobreza e da fome. Todos temos direito à paz, à alimentação, mas é necessário que exista a obrigação de acabar com a tortura, os conflitos, a desumanidade e distribuir os alimentos disponíveis no planeta por todas as pessoas. Porque na sombra de um direito esconde-se um dever.
Os nossos deveres passam também por aceitar o nosso colega de outra etnia, de o inserir na comunidade, de partilhar mutuamente ideias, crenças, cultura. E também por respeitarmos e ajudarmos os incapacitados, permitindo-lhes o acesso a vários cargos e profissões. Porque na sombra de um direito esconde-se um dever.
A criança tem direito a brincar, todavia, tem os seus pequenos deveres, igualmente importantes para o seu desenvolvimento. O aluno tem o direito à educação e o dever de aprender e aplicar os seus conhecimentos para o bem da humanidade. 
Porque na sombra de um direito esconde-se um dever. Esconde-se um dever, mas é fácil de encontrá-lo se estivermos dispostos a procurá-lo. Cada direito tem o seu dever análogo. É ao procurar um dever e ao cumpri-lo que se constrói um mundo melhor, de direitos e deveres. Porque na sombra de um direito esconde-se um dever.
10 de dezembro de 2019

Concurso Nacional de Leitura (fase de escola - ESAF)

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Na tarde da passada 5.ª feira, 12/12, foram muitos os alunos, do 3.º Ciclo ao Ens. Secundário, que prestaram provas na fase escolar do Concurso Nacional de Leitura 2019/20.
Momentos como este consolidam cada vez mais a convicção de que a promoção da leitura junto dos jovens, o gosto de ler, o contacto com obras da nossa como de outras literaturas, é daqueles desafios pelos quais vale a pena lutar e continuar.
O nosso muito obrigado aos alunos que participaram nas provas de compreensão de leitura realizadas esta tarde em diferentes espaços da ES Alcaides de Faria (no Auditório; numa das grandes salas da escola e ainda na sala de leitura da biblioteca); agradecimento este extensível às professoras de Português que mobilizaram os seus alunos e participaram ativamente, numa profícua parceria com a biblioteca, na consecução de mais uma edição, a nível de escola, do Concurso Nacional de Leitura.
Relembramos que as obras sujeitas a este escrutínio de leitura e compreensão, foram: "Não te Afastes", de David Machado; "Quando Hitler roubou o coelho cor-de-rosa", de Judith Kerr (para os jovens leitores do 3.º Ciclo); "O estrangeiro", de Albert Camus e "A viagem do elefante" de José Saramago (para os jovens do Ensino Secundário).
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Ecos da evocação da Declaração Universal dos Direitos Humanos

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Ecos da evocação do Dia dos Direitos Humanos na biblioteca da ESAF.
Na 3.ª feira, 10 de Dezembro, em sessão de poesia, música e leitura de textos emblemáticos, evocámos os 71 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, aprovada pela ONU a 10 de dezembro de 1948.
Desta feita, para além de lembrarmos a importância dos direitos humanos e a sua incontornável defesa, em prol de uma sociedade mais humana e ciente de direitos e deveres que a cada um compete, tomou-se como referência três grandes figuras da luta contra o racismo e a opressão - Mahatma Gandhi, Martin Luther King e Nelson Mandela, tendo como fio condutor a inspiradora postura de reação pacífica à arbitrariedade da repressão.
Perante uma plateia constituída por alunos do 3.º Ciclo e do Ens. Secundário, alguns alunos e professores, colaboradores da biblioteca, leram textos sobre as marcantes vivências daqueles grandes homens, interpretaram um profundo, duro e belo poema de Jorge de Sena; um tema cantado a duas vozes; e ainda a apresentação de um texto inédito sobre direitos e deveres,  de Marisa Viana (aluna do 12.º ano), lido pela própria.
Foi singelo, mas profundamente cívico e sensibilizador, este momento de reflexão em torno dos Direitos Humanos, inescapáveis à afirmação de uma verdadeira Humanidade, aquela que quotidianamente fazemos por tentar.
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Evocação gráfica dos Direitos Humanos

Evocar os Direitos Humanos por via da criatividade. 
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Obras de alunos do 8.º ano, sob supervisão da prof.ª Fernanda Carvalho, que escolheram a sala de leitura da biblioteca da ES Alcaides de Faria para mostrarem, por via de belos trabalhos gráficos, quão importante é lembrar a DUDH e refletir sobre a concretização de cada um dos artigos da Declaração.

9 de dezembro de 2019

Evocar a Declaração Universal dos Direitos Humanos

Um cartaz para pensar e refletir...
Direitos Humanos: a incessante tarefa em busca da dignidade da Pessoa, um fim em si mesma, nunca um meio.
Amanhã, 10 de dezembro, cumprem-se 71 anos da aprovação da Declaração Universal dos Direitos Humanos pela Organização Mundial das Nações Unidas.
Lembrar a Declaração deve também ser um momento de atenção reflexiva e crítica ao que se passa no mundo atual, e honrar os seus princípios passa por lançar um olhar crítico às incongruências da ação, constatando como é longo o caminho a percorrer. Desde logo porque essa carta de princípios põe a descoberto o tanto que é preciso fazer.
É sob tal perspetiva que se orienta o cartaz que a biblioteca da ESAF põe à vossa consideração este ano.
[concepção do cartaz: Maria J. Oliveira, prof. de Artes na ESAF]

5 de dezembro de 2019

Li, gostei e recomendo... a palavra aos leitores (um outro olhar sobre os livros)

Por estes dias, na sala de leitura da biblioteca, na face de algumas estantes, propostas gráficas alusivas a títulos do nosso acervo. Uma outra via de difundir e recomendar, aos utilizadores deste espaço, livros lidos e apreciados. 
Alunos do 7.º ano, sob orientação da professora de Português, Cristina Gomes, em colaboração com a biblioteca, evidenciam o afã de fazer chegar aos outros, por via de propostas engenhosamente gráficas, o prazer da leitura. 
"Cão como nós" de Manuel Alegre; "Mar me quer", de Mia Couto; e "O manuscrito da grade de ouro", de Anabela Mimoso em coautoria com José Vaz, são obras a descobrir, ora pela graciosidade de uma aguarela, ora pela prazerosa tridimensionalidade de um livro, ora pelos artifícios de um adereço, o pormenor de uma janela que se abre, a cortina que esconde um agradável segredo, ou ainda aquele código digital QR que interpela o teu telemóvel na expetativa de que o leias.

27 de novembro de 2019

Li, gostei e recomendo... a palavra aos leitores

O que nos diz Joana Miranda, aluna do 8.ºD da ESAF, sobre este livro que leu, gostou e recomenda:

Peter Pan

Autor:                    J. M. Barrie
Anotações:            Rita Redshoes
Ilustrações:           Cláudia Guerreiro
Editor:                   Expresso (Relógio D`Água)
Ano de edição:     2017
N.º de Págs.:        247
Categoria:             Narrativa

"Quando se fala em leitura, confesso que sou um pouco exigente, mas posso garantir que não fiquei dececionada com a obra “Peter Pan”, de J. N. Barrie.
O primeiro ponto que vou levantar vai ser a abordagem da história contada, que apesar de já conhecida, me garantiu um novo ponto de vista. Percebi também um aspeto que me cativou ainda mais, que foi a parte da censura não se aplicar a este livro. Em pequenos, com certeza, pelo menos nesta geração, nos lembramos de ver o “Peter Pan e a Terra do Nunca” no Disney Channel, cheio de cores e vida, mas não é disso que este livro fala, pois existe muito menos censura na obra, o que nos faz claramente mudar um pouco a nossa visão a respeito da personagem principal, Peter Pan. 
Suponho que vemos esta personagem como alguém corajoso, divertido e aventureiro, mas depois de ler este livro, descobri um lado mais sombrio de Peter, um lado mais egoísta, frio e diria até impiedoso. Mesmo pensando nesse facto, e isto é um pouco contraditório, a minha passagem favorita não deixa de ser uma revelada por Peter a Wendy:
“-Pan, quem és tu afinal? — gritou com voz rouca.
-Sou a juventude e a alegria — respondeu Peter à toa —, sou um passarinho acabado de sair do ovo.” – (p.206).
O segundo ponto a levantar é a reflexão sobre este tema. A lição que tirei desta obra foi que, mesmo que queiramos, não podemos ser crianças eternamente e que devemos assumir a responsabilidade dos nossos atos e aceitar as suas consequências, já que mais cedo ou mais tarde teremos de lidar com eles."
[Obs: este é um título que consta no fundo documental da BESAF e pode ser requisitado pelos nossos leitores]


20 de novembro de 2019

Investigadores voltam à escola (Semana da Ciência e da Tecnologia)

Desde há mais de uma década que celebramos a Semana da Ciência e Tecnologia na Biblioteca da ESAF, sempre contando com a colaboração de áreas disciplinares ligadas à ciência, com o envolvimento de alunos e, sempre que possível, com a parceria de instituições exteriores à escola, nomeadamente do Ensino Superior. Assim aconteceu hoje numa sessão de sensibilização às práticas e à investigação científica de topo; tendo sido para nós, comunidade escolar e educativa, intelectual e pedagogicamente gratificante poder seguir as intervenções de dois investigadores oriundos da Escola de Ciências da Universidade do Minho: Sofia Alexandra F. Duarte (Investigadora de Pós Doutoramento, do Centro de Biologia Molecular e Ambiental daquela universidade) e Tiago Dias do Vale (Aluno de Doutoramento em Física, do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas, da mesma instituição). Na sessão, que teve como público-alvo alunos dos cursos de Ciências e Tecnologias, mas que também contou com a presença de outros alunos de cursos diferentes, tivemos a oportunidade de não apenas conhecer o dia a dia dos investigadores, o seu labor em prol da descoberta e da expansão do conhecimento, os seus percursos e a sua formação, mas também, e de forma didáctico-pedagogicamente frutífera, saber algo mais sobre o que se faz no domínio da Biologia (no caso: identificação de espécies num quadro de biodiversidade com recurso a técnicas inovadoras como o código de barras genético), ou do que se faz no domínio da Física, como a incursão no campo das partículas mais ínfimas, afinal daquilo que nos constitui e de que se compõe a matéria, o universo.
Foi deveras uma sessão que fez jus ao espírito da cientificidade e da tecnologia, uma excelente forma de evocar a semana da cultura científica que, por cá, ora decorre.
Mas não terminámos a manhã sem mais uma intervenção de valia, como aquela que o professor David Ferreira (professor de Física e Química) proporcionou a alunos de várias turmas do 3.º Ciclo, desta feita, viajando aos primórdios da Ciência Moderna, abordando os seus marcos e a grandeza de figuras (gigantes) como Galileu ou Newton, entre outros.
Magníficas intervenções, grandes momentos de literacia científica, aqui, no espaço da biblioteca.
Obrigado a todos.


18 de novembro de 2019

"Sapere Aude" - Dia Mundial da Filosofia

Instituído pela UNESCO, em 2005, o Dia Mundial da Filosofia celebra-se na terceira quinta-feira do mês de novembro, que, este ano, ocorre a 21, já na próxima quinta-feira. Com ele convoca-se a importância e a necessidade da reflexão filosófica, que deve estar na ordem do dia, de todos e de cada um de nós. Quem recusa o questionamento, desacredita o espanto e a vontade de perspetivar o mundo segundo diferentes prismas, engana-se ou, pior, pretende enganar o semelhante fazendo crer que a filosofia se perde em abstrações desligadas do real e em elocubrações vãs. Em contraposição, importa, isso sim, convocar o pensamento, ousar pensar, compreender, questionar verdades feitas, caindo na conta de que, a bem ver, pensar e discernir com razão, argumentar e contra-argumentar, torna mais rica a nossa convivência social, rompe com o pensamento único... porque a filosofia é plural e, como já o dissemos aqui, a propósito de uma outra jornada da Filosofia, jamais se arroga em "detentora da verdade", não deixando esta de ser um dos seus horizontes. 
Assim, na próxima quinta-feira não deixaremos de lembrar, por cá, na biblioteca da ESAF, o papel da Filosofia e a importância da razão, que não meramente lógica mas imbricada na vida.
Por agora, o nosso cartaz do Dia Mundial da Filosofia, simples mas incisivo, obra da nossa colaboradora Maria José Oliveira que tão bem soube captar graficamente aquilo que a filosofia convoca: SAPERE AUDE (atreve-te a saber, ousa pensar por ti mesmo, faz uso da tua Razão)

17 de novembro de 2019

Cultura científica e tecnológica - a partir de amanhã na BESAF

A partir de amanhã evocaremos, com uma série de atividades (na biblioteca da ESAF), a Semana da Ciência e da Tecnologia 2019. Tomando como referência o dia 24 de novembro, Dia Nacional da Cultura Científica, mas também dia de aniversário desse especial homem de ciência e literatura que foi Rómulo de Carvalho (24/11/1906 – 29/02/1997), reconhecido professor (de física e química) e pedagogo, notável divulgador de ciência (com extensa obra científica) e excecional poeta (sob o pseudónimo de António Gedeão), que ombreia com os grandes autores da literatura portuguesa; tomando como referência aquele dia, dizíamos, aproveitamos para convocar, com maior acuidade, a cultura científica e tecnológica na semana que ora se inicia. 
Teremos exposição laboratorial e de trabalhos de alunos, exposição de robótica, palestras em torno da investigação científica (com visita de investigadores da Escola de Ciências da Universidade do Minho), mini-sessões sobre ciência, poesia e uma ação criativa de alunos em torno do génio de Leonardo Da Vinci.
Aqui fica o nosso cartaz alusivo a esta semana da cultura científica e tecnológica.

6 de novembro de 2019

Sophia - em dia de centenário

A 6 de novembro de 1919 nascia Sophia de Mello Breyner Andresen, figura incontornável da literatura portuguesa contemporânea. A riqueza intemporal da sua criação literária, que perdura e dignifica a cultura portuguesa, a cristalina medida justa da sua poesia, o puro envolvimento da sua prosa poética e a arcádica tessitura dos seus contos, que continuam a fascinar gerações, mobilizam a evocação de uma mulher que, para além das letras, também foi de causas.
Assim, em jeito de homenagem e tributo, voltamos a convocar hoje, na sala de leitura da biblioteca, uma exposição de painéis, intitulada - Sophia: ensaio gráfico - (trabalho criativo realizado, há alguns anos, por uma turma do curso profissional de técnico de multimédia, sob a orientação do prof. David Figueiredo). Em paralelo, logo à entrada da biblioteca, expusemos também vários livros de Sophia em mostra bibliográfica, sem esquecer uma breve resenha com dados sobre a vida e obra desta grande senhora da literatura portuguesa do século 20.

1 de novembro de 2019

Halloween na biblioteca

O Halloween pela via da literatura, do teatro, da música e da dança, a esconjurar medos, lembrando que às longas noites de inverno se sucederão os dias luminosos. Mas, por ora, é de histórias assombradas, de poemas e poetas alucinados, de palavras, sons e visões que amedrontam, que se trata, mesmo sabendo que importa suspender a crença e assumir que fantasmagóricos seres, noctívagas aves, sons de portas que rangem, até gritos pelos corredores dos castelos e palácios, presságios e outras assombrações, tomam a nossa imaginação e a fazem galopar.
E assim se evocou o Halloween na biblioteca da ESAF, convocando Edgar A. Poe (The masque of the red death), José Régio (O poeta doido, o vitral e a santa morta), mas também os poetas Francisco de Quevedo e António Machado e ainda as palavras de um aluno (Bruno Pinho) com um poema alusivo ao espírito do dia. O espaço da biblioteca transmutou-se com adereços a preceito e toda uma mise-en-scène adequada à encenação dramática das palavras e dos gestos, da música e da ambiência que, por momentos, nos transportou ao tempo das histórias que assustam e até povoam os nossos sonhos ou pesadelos.
[Gratos aos alunos/as, ao prof. Rui Campos, Marieta Barbosa, Maria José Oliveira e à equipa da biblioteca escolar, pelos momentos proporcionados, a recordar que as bibliotecas são também casas de histórias, histórias que enformam os livros, tantas delas de assombração e temor, prazenteiramente fantásticas.]

Leituras para a fase interna do Concurso Nacional de Leitura 2019/20

Já decorre a 1.ª fase (a nível de escola) do Concurso Nacional de Leitura (que este ano cumpre a sua 14.ª edição) e mais uma vez contamos com a tua participação (se és alunos da ESAF) nesta importante e reconhecida iniciativa de leitura para crianças e jovens. 
As obras selecionadas para leitura, aqui no nosso Agrupamento e no que toca aos escalões de 3.º Ciclo e Ensino Secundário (regular e profissional), são as que se indicam a seguir:
Títulos requisitáveis na biblioteca da escola, embora sujeitos à disponibilidade de exemplares existentes. 

Ensino Básico (3º Ciclo) 
Não te afastes , de David Machado, Editorial Caminho, 2018
Quando Hitler roubou o coelho cor-de-rosa, de Judith Kerr, Ed. Booksmile, 2018

Ensino Secundário 
O Estrangeiro, de Albert Camus, Ed. Livros do Brasil                 
A viagem do elefante, de José Saramago, Porto Editora

Não deixes de te inscrever junto do teu professor de Português ou nos serviços da biblioteca escolar da ESAF. 
Lê, desfruta das histórias e participa!

31 de outubro de 2019

Vamos imaginar! Dia das Bibliotecas Escolares

Ecos de um dia especial. 
Ecos do dia evocativo das biblioteca escolares, celebrado na biblioteca da ES Alcaides de Faria, na passada segunda-feira, 28/10, com leituras encenadas, poesia e prosa, música e dança, e o prazer de podermos desfrutar de um espaço que para além de promotor de literacias, de apoio ao currículo e de fomento da leitura, é também um local de convivialidade e alegria.
Mas o cunho especial deste mesmo dia em que se lembrou a importância das bibliotecas, também fica associado ao facto de, pela primeira vez neste espaço e em apresentação à comunidade, termos ouvido o hino das bibliotecas do Agrupamento. Música original, letra original, a condizer com o valor e importância que estas estruturas assumem no seio da comunidade educativa. 
E depois do hino inédito e tão especial para nós; foi altura de dar voz às palavras e à literatura com leitura encenada de excertos, música e dança, num momento de esfuziante alegria.
Gratos aos professores e alunos envolvidos, gratos ainda ao Clube de Música e aos compositores do hino das bibliotecas do Agrupamento Alcaides de Faria.