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11 de janeiro de 2022

Concurso Nacional de Leitura 2022 (15.ª edição) na ESAF

Sem perder de vista o estímulo do gosto pela leitura e o fomento dos hábitos de leitura, realizou-se hoje, na Escola Secundária Alcaides de Faria, a fase escolar do Concurso Nacional de Leitura, 15.ª edição.
Cerca de centena e meia de alunos do 3.º Ciclo e do Ensino Secundário, em diferentes espaços da escola, apresentaram-se às provas de consecução de leitura que versaram sobre obras da literatura contemporânea, a saber: Aventuras de João Sem Medo, de José Gomes Ferreira; e O Visconde Cortado ao Meio, de Italo Calvino, no escalão 3.º Ciclo; Fahrenheit 451, de Ray Bradbury; e Tanta Gente Mariana, de Maria Judite de Carvalho, escalão Ensino Secundário).
Parabéns aos alunos/as que se apresentaram às provas e agradecidos às docentes que, dando sequência a um empenho que já vem de longe, mais uma vez mobilizaram os alunos/as para este desafio, na firme convicção (por nós profundamente partilhada) de que vale de todo a pena celebrar a leitura e com ela conquistar leitores mais assíduos e competentes nas lides do prazer de ler e da formação humanista.
Os vencedores da fase escolar na ES Alcaides de Faria serão anunciados muito em breve. Será uma honra representarem a ES Alcaides de Faria na fase municipal deste reconhecido concurso nacional, que se realiza em bem mais do que duas mil escolas do país.

3 de janeiro de 2022

Li, gostei e recomendo... a palavra aos leitores

O que nos diz Daniel Faria, aluno do 10.º F da Escola Secundária Alcaides de Faria, sobre este livro que leu, gostou e recomenda:

Fahrenheit 451
Autor: Ray Bradbury
Editor: 11 x 17
Coleção: Bang
Edição: 2020
N.º de págs.: 240
Categoria: Romance (Ficção científica)
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"Cresci com uma ideia bem definida acerca dos bombeiros: heróis reais que acodem às pessoas, apagam fogos, salvam gatinhos presos em árvores, etc. No livro que li, no âmbito da atividade “10 minutos a ler”, esta realidade é completamente invertida. Fahrenheit 451, uma obra de ficção científica escrita em 1953, é o trabalho com mais sucesso de Ray Bradbury e é um livro que me surpreendeu e que recomendo vivamente por espelhar muitíssimo bem a sociedade de hoje.
A história passa-se num ambiente distópico, num futuro indeterminado. Segundo uma das personagens, a sociedade evoluiu privilegiando a felicidade e o prazer, ou seja, uma sociedade hedónica. Como os livros ameaçavam este ideal de felicidade, introduzindo complexidade e contradição desnecessárias na vida das pessoas, eles foram proibidos. O que começou com uma questão de evolução social acabou por ser lei, com o governo a proibir os livros e a encarregar os bombeiros de os queimar.
O protagonista, Guy Montag, é precisamente um bombeiro. Ele nunca questiona a destruição causada e, no final do dia, regressa para a sua vida apática com a sua esposa, Mildred, que passa o dia imersa na televisão. Um dia Montag conhece Clarisse, a sua excêntrica e curiosa vizinha, que o leva a questionar o mundo à sua volta e a si mesmo. Apresenta-lhe um passado onde as pessoas viviam sem medo e dá-lhe a conhecer ideias expressas em livros. Quando ele conhece Faber, um professor de inglês que lhe fala de um futuro em que as pessoas podem pensar, Montag apercebe -se subitamente do caminho que tem de seguir. 
Fiquei maravilhado com o quão bom foi o trabalho de Ray Brodbuy em prever tantos aspetos da cultura moderna. Por exemplo, a extrema polarização das pessoas, os seus pensamentos acerca dos resultados dessa polarização extrema de uma sociedade onde a dissidência é proibida e em que as outras opções são ignoradas e rejeitadas, ou seja, onde há apenas uma interpretação permitida para tudo. Um conjunto de factos que nos autorizam a acreditar. E para o sistema/governo, esta crença resulta supostamente numa sociedade mais feliz. 
Outro aspeto que me suscitou bastante interesse foi o facto de tudo ser questionado, até mesmo o protagonista; ele está mergulhado num mundo de ignorância onde o sistema quer que ele permaneça e finalmente ele abre a sua mente para o que se passa ao seu redor. Há cenas em que Montag se mostra agressivo porque é abalado por ideias novas. Este questionamento à sua volta leva-o a perceber o quão superficial é a felicidade das pessoas porque é precisamente isso que o estado quer: nenhuma insegurança, nenhum pensamento existencial, toda a gente segue a mesma linha desde o seu nascimento.
Ler este livro no mundo de hoje é arrepiante. Basta ligar a televisão durante 5 minutos e ver aquilo que ela nos apresenta todos os dias, olhar para o lixo televisivo que invade milhões de casas diariamente, para aquela imensa promoção de ignorância e estupidez. Depois de ler esta obra é impossível não vermos os milhões de Mildreds que enchem as nossas ruas, demasiado fracas para enfrentar a complexidade do mundo que as rodeia, refugiando-se em programas de vida falsificadas e de desinformação. 
O autor não previu o futuro até ao ínfimo detalhe, mas Fahrenheit 451 é com certeza um excelente e terrível espelho da sociedade atual. Adorei este livro emocionante e saber que é mais atual do que quando foi originalmente publicado é mais uma prova da genialidade do autor."
[Este livro consta no fundo documental da biblioteca da ESAF] 
#Ligosteierecomendo #10minutosaler #planonacionaldeleitura #livros #leitura

15 de dezembro de 2021

Momento de cultura científica... uma viagem ao espaço para compreender o que se passa por cá!

Esta manhã, na sala de leitura da biblioteca, assistimos a uma magnífica palestra sobre os avanços tecnológicos da exploração espacial e o seu impacto nas diversas áreas da ciência. A apresentação esteve a cargo de quatro alunas do 11.°C da ESAF, que, na sequência de aprofundada pesquisa, cruzaram conhecimentos da Física, da Química e da Biologia, concretizando um DAC sob supervisão das professoras Marta Rodrigues (Biologia) e de Filomena Pedras (Física e Química).
Foi um momento de divulgação científica enriquecedor e notavelmente bem apresentado, com condução, à vez, das intervenientes, que mostraram objetividade, concisão e postura comunicativa elevada.
Não, não são encómios apenas, antes a constatação, por quem assistiu, de que estivemos perante uma absorvente lição de ciência.
Gratos às alunas e respetivas docentes por escolherem o espaço da biblioteca escolar para uma sessão como esta, ultrapassando os limites físicos da sala de aula, chegando assim a um público mais alargado e confirmando o corolário de que a biblioteca é um espaço de múltiplas literacias. Desta feita, as científicas e tecnológicas.
Uma sessão a repetir - ouviu-se da boca de quem assistiu.
Nós corroboramos.


Tertúlia poética (de alunos e para alunos)

Aconteceu poesia, esta tarde, na sala de leitura da biblioteca da ESAF. Qual tertúlia poética!
No centro, uma mesa e sobre ela livros de poesia, em torno, jovens do ensino secundário reunidos, como que devotos às palavras dos poetas. O momento foi de comunhão porque em comum se partilharam poemas, alguns da autoria dos presentes, outros de poetas consagrados. Ali, sem rede nem suporte, jovens adolescentes abriram os seus cadernos (aqueles bem íntimos e secretos, onde depõem palavras sentidas e fragmentos dos seus universos) e libertaram as palavras! Ali abriram os livros dos poetas de afeição e seguiram nas asas dos seus poemas... Régio, Manoel de Barros, Herberto Helder, Baudelaire, Swinburne, outros, numa mescla de registos, tempos, épocas. Ali mostraram como de sua iniciativa (não é isso que lhes pedimos? - autonomia) que podem fazer acontecer uma tertúlia, gizar momentos de cultura, sem as orientações do alto da cátedra de um docente, mas tão só pedindo um espaço, um recanto para se expressarem.
Aconteceu poesia, hoje, na biblioteca da ESAF, de jovens e para jovens (e nós adultos, algo intrusos, ouvimo-los dizê-la). E não foi preciso nenhum "O Captain! My Captain!"
Bem hajam!
Voltem novamente, cá os esperamos!


9 de dezembro de 2021

Li, gostei e recomendo... a palavra aos leitores

O que nos diz Margarida Barbosa, aluna do 11º F (ESAF), sobre este livro que leu, gostou e recomenda:
Pessoas Normais
Autor: Sally Rooney
Tradutora: Ana F. Bastos
Editor: Relógio D`Água
Coleção: Ficções
Edição: 1ª | 2019
N.º de págs.: 248
Categoria: Romance
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"No verão passado, devido à imensa atenção e aclamação que o livro “Pessoas Normais” de Sally Rooney estava a receber por apreciadores de leitura ao redor do mundo, decidi lê-lo e fazer o meu próprio veredicto, e para o não espanto de todo o literário que já ouviu falar sobre esta obra, o meu veredicto final é incrivelmente positivo. 
A autora irlandesa conta a história da vida de Marianne e Connell, focando nos desafios da transição entre ser um adolescente no secundário para um adulto a concluir o curso universitário, e como esses desafios afetam o seu mundo psíquico e a relação de um com o outro. A narrativa começa enquanto Marianne e Connell estão no 12º ano, relatando as diferentes realidades da vida destes dois colegas de turma. Marianne é uma jovem inteligente e rica, porém solitária e gozada pelos seus colegas; já Connell, apesar de ser inteligente como Marianne, é um jovem pobre e popular, sendo adorado e cobiçado por todos na escola. A mãe de Connell trabalha como funcionária de limpeza na casa de Marianne e é devido a ela que os dois se contactam e criam uma relação romântica, mas que à custa das aparências e da não aceitação social, mantêm segredo. 
Creio que este livro, numa primeira impressão de entre vários, não se afigurava muito apelativo devido aos estereótipos que lhe estão na origem, e eu mesma confesso que, no começo, não conseguia imaginar como se tornaria em algo tão memorável e impactante. Todavia, uma das grandes qualidades deste livro é a maneira como aborda e desenvolve esses mesmos estereótipos. Sally Rooney utiliza-os de maneira perspicaz e refrescante, tentando chegar à sua raiz e descrevendo com uma profundidade raramente vista, como estas banalidades conseguem tornar-se problemáticas e inundar as nossas vidas por completo, acabando por nos afogar. Pinta assim, de maneira dolorosa, um retrato feio porém real de como é ter problemas de saúde mental, realçando a depressão. Foi com muito prazer e inquietação que li esta história, que me comoveu pelo seu brilhante enredo e tocou pelo coração e humanismo da narrativa. 
Li, gostei e recomendo!"
[Este livro consta do fundo documental da biblioteca da ESAF] 

6 de dezembro de 2021

Evocar a Declaração Universal dos Direitos Humanos


Na próxima 6.ª feira, dia 10 de dezembro, a biblioteca da ESAF assinala e evoca o septuagésimo terceiro aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos (D.U.D.H.), adotada e proclamada (Resolução 217A (III) pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948. Aproveitando o ensejo, evocamos também um verdadeiro "herói dos direitos humanos". Um herói português. Referimo-nos ao diplomata Aristides de Sousa Mendes que, nos inícios da 2.ª grande Guerra Mundial, Cônsul em Bordéus, assumiu uma ação heróica quanto altruísta ao emitir vistos "sem distinção de raça ou religião" a milhares de seres humanos, judeus em fuga às perseguições e atrocidades do regime nazi. 
Um gesto altruísta que lhe saiu caro em termos pessoais e profissionais ao contrariar as ordens diretas do chefe de Estado Oliveira Salazar, que por via da designada Circular 14 ordenava a suspensão de vistos aos refugiados (judeus, polacos, russos, apátridas...) perseguidos pelo regime nazi. Aristides de Sousa Mendes priorizou a Humanidade em vez de acatar uma ordem burocrática e desumana, sendo castigado com a demissão do cargo e função de cônsul, despromovido a uma posição de inferioridade e colocado em inatividade. 
Pai de uma alargada família, doze filhos a seu cargo, desprovido do direito de exercer a profissão de advogado e despojado de outras garantias para uma vida decente, passou (ele e a sua família) extremas dificuldades e necessidades, tendo morrido pobre e esquecido. Só muitas décadas depois se procedeu à reabilitação do seu nome e muito ainda há que fazer pela memória deste homem que dignificou a Humanidade e a quem tantos milhares de seres humanos lhe são "devedores" de um futuro que lhes estava prestes a  ser negado. Isto graças à ação de um homem que só nos pode dignificar e orgulhar pela causa que assumiu. 
Por isso, é para nós pedagógica e civicamente imperioso, agora que voltamos a assinalar mais um aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, revisitar a figura e ação deste verdadeiro herói dos direitos humanos, como alguém dele já disse, como forma singela de o dar a conhecer aos nossos alunos.
[Na imagem: o nosso cartaz alusivo à celebração dos 73 anos da D.U.D.H.]

22 de novembro de 2021

Ecos (olhares) da Semana da Ciência e Tecnologia na BESAF - "O mundo invisível"

Aí está a Semana da Ciência e Tecnologia.
Hoje, na sala de leitura da biblioteca da ESAF, fez-se uma incursão num mundo invisível tão perto de nós... visualizar aquilo que a olho nu desconhecemos: seja a textura de um tecido, a película da nossa pele, ou um fio de cabelo como nunca o vimos... Numa ampliação de 43x há toda uma realidade aqui tão perto, mesmo junto a cada um de nós.
Assim aconteceu esta tarde, numa das iniciativas de ciência e experimentação a decorrer por cá, numa articulação entre ciência e tecnologia.
A atividade esteve a cargo da professora Cláudia Azevedo, professora da área disciplinar de Biologia e Geologia, que, com recurso a um instrumento tecnológico designado Easi-Scoop (microscópio de mão digital) que permite a ampliação de materiais e objetos, abrindo-nos a um mundo que só nos laboratórios podemos encontrar e assim poder observar, numa outra escala, pequenas amostras do mundo vivo, minerais, a nossa pele e até impressões digitais.




Cultura científica e tecnológica na semana em que se celebra o aniversário de Rómulo de Carvalho / António Gedeão

É impossível resistir!
Há qualquer coisa, qualquer coisa (como diz a canção) que atrai o olhar, mesmo do mais distraído, quando se depara com aquela panóplia de instrumentos e objetos tão pouco habituais numa sala de leitura de biblioteca, antes comuns no interior dos laboratórios.
Mas é de cultura científica e tecnológica que trata esta semana que ora começa! Porquê? - pergunta o leitor.
- Cá vai a história como resposta. - replicamos nós.
Lá por meados dos anos noventa do século passado, um grande senhor de ciência (que já não está entre nós), na altura ministro da Ciência e Tecnologia, chamado Mariano Gago (de tão boa memória) instituiu o Dia Nacional da Cultura Científica. E sabem quando? - 24 de novembro. Porque num dia com a mesma data, mas 90 anos antes (1906), nascia um dos maiores divulgadores de ciência em Portugal que, vejam só, também foi poeta, professor de Física e Química e tanto mais. Sabem de quem falamos? Esse, sim esse, o poeta António Gedeão.
- Ah! aquele que tem um poema dedicado a Galileu! e aquele outro "Luísa sobe / sobe a calçada / sobe e não pode / Que vai cansada" e, sim, sim, aquele da "lágrima de preta", lembram? a quem pediu uma lágrima para analisar e como qualquer lágrima... "água, quase tudo / e cloreto de sódio" e "nem sinais de negro / nem vestígios de ódio"); e também esse, sim, esse, o divulgador de ciência, professor de ciências, que leva o nome de Rómulo de Carvalho.
Já repararam! Em homenagem a Rómulo de Carvalho, criava-se assim o Dia Nacional da Cultura Científica, que é já depois de amanhã.
E nós por cá, contando uns dias para trás, outros tantos para a frente, como muitas escolas, institutos e universidades deste país, lembramo-nos (e bem) de celebrar a cultura científica, onde cabe tanta coisa, da Matemática à Física, desta à Astronomia e à Robótica, e ainda aquela que fala da vida e dos seus mecanismos e da terra que pisamos, que leva o nome de Biologia e Geologia... e tantas outras.
Passa por cá e faz como os outros:
Observa, experimenta, aprende!
/jd
#semanadacienciaetecnologia



18 de novembro de 2021

Semana da Ciência & Tecnologia [22 a 26/Nov.] na BESAF


A partir de 2.ª feira, dia 22 e até 26 de novembro, evocaremos na biblioteca escolar e outros espaços da ES Alcaides de Faria, a
Semana da Ciência e da Tecnologia 2021. A iniciativa resulta dos esforços conjuntos e articulados (com a biblioteca escolar) de docentes das áreas disciplinares de Física e Química, Biologia / Geologia, Matemática e do Clube de Robótica e Programação. 
Eis o nosso cartaz alusivo a esta semana de cultura científica e tecnológica.

Dia Mundial da Filosofia 2021 - assinalado hoje

Sob o lema: "Questões que interpelam", assinalamos hoje o Dia Mundial da Filosofia, instituído pela UNESCO (em 2005) e que coincide com a terceira 5.ª feira do mês de novembro.
A Biblioteca Escolar e a Área Disciplinar de Filosofia, da Escola Secundária Alcaides de faria, evocam a data com ações muito apelativas, da sala de aula a outros locais da escola, como o espaço da biblioteca. Do cartaz alusivo à efeméride (com questões que interpelam e fazem pensar) à árvore da filosofia (no átrio da escola) plena de frases de filósofos e filósofas, passando pelos marcadores de páginas (disponibilizados na biblioteca e outros locais da escola) e outras menções a esta área do saber e da reflexão, assim se pretendeu sensibilizar a comunidade escolar para a importância da Filosofia como algo que não pertence apenas ao interior das academias e das escolas, a filósofos no alto das suas cátedras, mas também ao cerne da vida que levamos, da sociedade que integramos, das ações e escolhas que empreendemos, onde, afinal, tudo se joga.
Sapere Aude!

16 de novembro de 2021

Lembrar Saramago... quando se iniciam as comemorações do Centenário de Saramago

José Saramago, um dos nomes incontornáveis da literatura portuguesa e mundial do século XX, nasceu a 16 de novembro de 1922 e deixou-nos em 18 de junho de 2010. 
No próximo ano cumprem-se 100 anos sobre o seu nascimento mas, a partir de hoje (16/11/2021), iniciam-se as comemorações do centenário a nível nacional e internacional. 
Por cá, de forma singela, evocamos os 99 anos de Saramago com a exposição de livros do autor (disponíveis no fundo documental) e menções gráficas a trechos de algumas das suas obras, que não nos cansamos de divulgar junto dos nossos leitores.

14 de novembro de 2021

Questões que interpelam...


Instituído pela UNESCO, em 2005, o Dia Mundial da Filosofia celebra-se na terceira quinta-feira do mês de novembro, que, este ano, ocorre a 18, já na próxima quinta-feira. Com ele convoca-se a importância e a necessidade da reflexão filosófica, que deve estar na ordem do dia, de todos e de cada um de nós. Quem recusa o questionamento, desacredita o espanto e a vontade de perspetivar o mundo segundo diferentes prismas, engana-se ou, pior, pretende enganar o semelhante fazendo crer que a filosofia se perde em abstrações desligadas do real e em elucubrações vãs. Em contraposição, importa, isso sim, convocar o pensamento, ousar pensar, compreender, questionar verdades feitas, caindo na conta de que, a bem ver, pensar e discernir com razão, argumentar e contra-argumentar, torna mais rica a nossa convivência social, rompe com o pensamento único... porque a filosofia é plural e não se arroga em "detentora da verdade",  antes a assume como o seu mais lídimo horizonte.
Assim, na próxima quinta-feira não deixaremos de lembrar, por cá, na biblioteca da ESAF, o papel da Filosofia e a importância da razão, que não meramente académica mas imbricada na vida.
Por agora, o nosso cartaz do Dia Mundial da Filosofia.


29 de outubro de 2021

Halloween: uma aproximação literária

Esta manhã, na biblioteca da ESAF, a evocar Halloween em aproximação literária, para alunos do Ensino Secundário.
Leitura dramatizada de um conto sombrio e terrível de Roald Dahl, intitulado "Pig", dito com a expressividade e o tom certo de Rui Campos (professor de Inglês, que idealizou, em parceria com a biblioteca, esta performance de leitura, pontuada com um trecho musical do compositor John Williams, em "Star Wars: a new hope").
A que se seguiu outra leitura expressiva e bem conduzida, desta feita, pelas alunas Daniela e Inês (do 10.ºF, sob supervisão da professora Olinda Martins) de partes do conto: "O Gato Preto" (The black cat), saído da pena de Edgar Allan Poe.
A assistir tivemos alunos do 11.ºP1 (alguns caracterizados a preceito) que até encetaram movimentos de dança ao som de "The Cantina Band" de J. Williams, nos momentos de pausa de leitura.
Gratos a todos que proporcionaram um momento diferente de aproximação (literária, gráfica e musical) ao Halloween que se aproxima.

Parabéns! ESAF > 1957 ~ 2021

E.S. Alcaides de Faria - uma escola com mais de seis décadas de história.
Cumprem-se hoje 64 anos sobre a data de implementação da designada (ao tempo) Escola Industrial e Comercial de Barcelos. Foi numa 3.ª feira de outubro, corria o dia 29, que ocorreu a inauguração da EIC Barcelos, instituição de ensino público que está nos primórdios da E.S. Alcaides de Faria. A escola que naquele dia foi inaugurada, iniciava um percurso de décadas e está indelevelmente ligada à certidão de nascimento da ESAF.
A antiga EIC de Barcelos, cuja criação oficial está exarada no Decreto n.º 41 258 do Diário do Governo, 1.ª Série, de 10 de Setembro de 1957, foi inaugurada pelas autoridades locais em 29 de outubro de 1957, tendo como representante do governo o Subsecretário de Estado da Educação, Baltazar Rebelo de Sousa (pai do atual Presidente da República). Décadas passadas, em que se formaram gerações de homens e mulheres, a atual ESAF (sede do Agrupamento Alcaides de Faria), no local atual desde 1975, que não o do edifício que serviu de espaço à EIC, mantém no seu projeto e oferta educativa a marca genética daquela que foi a sua origem, basta atentarmos em alguns dos seus cursos ou no conjunto de oficinas de mecânica e eletrónica.
Evocar esta data não é apenas relembrar o dia, mas também lançar um olhar sobre as décadas de história desta instituição, recordar os milhares de alunos que por esta escola passaram e cresceram, sem esquecer os professores e o pessoal não docente que para ela contribuíram (e continuam a contribuir).

28 de outubro de 2021

Um recurso útil no apoio ao currículo... Indicadores ODS em Portugal

Entre evocações, efemérides, celebrações, também um momento para partilhar recursos, recursos de extrema utilidade no suporte ao currículo dos nossos alunos/leitores/utilizadores. Desta vez um recurso que nos chegou do Instituto Nacional de Estatística, em suporte papel, digital e online sobre os ODS - Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 - prioridades e aspirações do desenvolvimento sustentável global para 2030, neste caso, indicadores ODS para Portugal, em infografia.
Recurso importante para a componente de Cidadania e Desenvolvimento, mas também para disciplinas como Geografia, Economia, Biologia/Geologia, Matemática, Filosofia, entre outras, com vista ao desenvolvimento de alguns dos seus módulos e temáticas de ensino e aprendizagem.
Claro, se optares passar por cá (biblioteca escolar) também podes consultar este item documental e dele retirar informação que te será útil, com certeza, na realização de trabalho de pesquisa, ensaio, questão-aula, outro...
Sabe mais aqui