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3 de junho de 2022

Horizontes - palestra na biblioteca da ESAF

Aconteceu na biblioteca, esta manhã... Horizontes!
Uma magnífica viagem ao mundo do conhecimento, da ciência, da arte, da religião, da sabedoria. Uma incursão globalizante em diferentes domínios do conhecimento humano, tocando as suas fronteiras. E foi nosso guia José Luís Santos, professor catedrático da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (Departamento de Física e Astronomia).
Durante setenta e cinco minutos, que passaram num ápice, viajamos da mais pequenina partícula da matéria à incomensurabilidade do Cosmos, sem deixar de tocar o mistério da magnitude do Universo, dos enigmas que vamos desvendando e da imensidão que se nos apresenta pela frente, quando pensamos conhecer tudo. Sim, revisitaram-se gigantes como Galileu, Newton ou Einstein. Tocamos o céu infinito pela evocação do Hubble (e as deslumbrantes imagens por ele fornecidas durante mais de duas décadas) e já aguardamos, com expetativa, que novidades nos reserva (lá para julho) o telescópio espacial James Webb.
Com notável poder de comunicação, que captou a atenção de alunos de três turmas do ensino secundário, alguns professores e outros elementos da comunidade escolar, o Professor José Luís Santos, deambulou entre conceitos, à primeira vista difíceis ou só acessíveis a especialistas, tornados simples e apreensíveis: método científico, tecnologia, leis da Física, informação cósmica, matéria escura e energia escura, galáxias, tempo e escalas temporais, o hardware e o software do Universo… mas também este infinitésimo ponto na grandiosidade do cosmos, este minúsculo ponto onde habitamos, a Terra, a nossa Casa Comum, onde amamos, apreciamos, mas também nos digladiamos.
Esta foi uma sessão – palestra altamente estimulante e motivadora (pela carga de esperança no conhecimento e as perspetivas de futuro), desde logo para os jovens alunos que esta manhã encheram a sala de leitura da biblioteca da ESAF.
[Um agradecimento muito especial ao Professor Catedrático José Luís Santos e à Marisa Viana, que frequentou o Ensino Secundário na ES Alcaides de Faria, com excelentes performances mas também com elevada capacidade de colaboração e disponibilidade para com os pares; e agora frequenta o 2.º ano do curso de Física da Fac. de Ciências da U. Porto. A ela devemos a oportunidade de cá recebermos José Luís Santos, que tão prontamente acedeu ao convite.]

14 de maio de 2022

Histórias na primeira pessoa - a revisitar o 25 de Abril de 1974

Momentos inesquecíveis, a seis de maio, na sala de leitura da biblioteca da ES Alcaides de Faria. Entre nós, duas testemunhas vivas e participantes de um momento histórico - o 25 de Abril de 1974. Ali, perante uma plateia de jovens que nasceram muito depois da Revolução dos Cravos, tal como os seus pais, estavam dois homens que, há 48 anos, se encontravam no epicentro de uma revolução, que haveria de instaurar o regime democrático e restituir liberdade, direitos e garantias aos portugueses. Ali estavam o furriel miliciano Manuel Correia da Silva e o cabo apontador José Alves Costa. O primeiro, comandava a chaimite Bula que transportou Marcelo Caetano e dois ministros para a Pontinha (a caminho do exílio); o segundo, também ele um "herói improvável", desobedeceu às ordens do Brigadeiro Junqueiro dos Reis para disparar sobre a coluna de Cavalaria, comandada por um dos mais destacados heróis de Abril (Salgueiro Maia).
Ali, 48 anos depois, no espaço de uma biblioteca, local de literacias e saberes, ouvimos atentamente estas duas figuras, a narração das suas memórias, o relato, na primeira pessoa, de um pedaço da nossa História.
Hoje, experimentamos sentir o que foi estar na coluna militar do Capitão Salgueiro Maia e o que sentiu e captou Manuel Correia da Silva, Furriel miliciano, quando a seu lado, no interior da chaimite Bula, se sentou Marcelo Caetano, presidente do Conselho deposto, a caminho do exílio, mas também o mar de gente que, nesse Largo do Carmo, gritava pela Liberdade e aplaudia o fim de uma ditadura de quase meio século. Hoje, ouvimos atentamente José Alves da Costa, Cabo apontador de um carro de combate M47, falar do momento crucial de desobediência às ordens de disparo sobre os homens de Salgueiro Maia. Ordens, com ameaça de morte, proferidas por um Brigadeiro afeto ao regime ditatorial. E compreendemos como essa desobediência, em boa hora, marcou o desenrolar dos acontecimentos, fazendo da Revolução de 25 de Abril 74 um momento de insubordinação sem derramamento de sangue, sem, quiçá, uma revolução sangrenta.
Esta manhã, na biblioteca da ESAF, foi um raro privilégio poder ouvir estes homens e retirar lições da História. #25Abril

4 de maio de 2022

"Histórias na primeira pessoa" - À conversa com duas testemunhas vivas de um acontecimento histórico

No âmbito da celebração da "Revolução dos Cravos", informamos que na próxima 6.ª feira, 6 de maio, pelas 10h00, na Biblioteca da ESAF, realizar-se-á um encontro com duas testemunhas vivas (e participantes) do acontecimento histórico que foi o 25 de Abril de 1974. Nesse dia, há 48 anos, o Furriel Miliciano Manuel Augusto Correia da Silva e o Cabo Apontador José Alves Costa, estavam lá, no teatro de operações que levaria ao derrube da ditadura e à instauração do regime democrático. O primeiro, comandava a chaimite Bula que transportou Marcelo Caetano e ministros para a Pontinha (a caminho do exílio); o segundo, também ele um "herói improvável", desobedeceu às ordens do Brigadeiro Junqueiro dos Reis para disparar sobre a coluna de Santarém, comandada por um dos mais destacados heróis de Abril (Salgueiro Maia).
O encontro, assim o esperamos, reveste-se de inegável valor cívico, histórico e formativo.
É uma honra para o Agrupamento, no âmbito da sua missão educadora e cívica, receber duas figuras que, também elas, parafraseando as palavras do jornalista Adelino Gomes coautor, com o fotógrafo Alfredo Cunha, da obra: "Os Rapazes dos Tanques", ajudaram a "escrever um pedaço de história".

28 de abril de 2022

Aluno da ESAF é um dos vencedores da fase intermunicipal do Concurso Nacional de Leitura (2022)

Parabéns, leitor! Parabéns, Mário Costa, aluno do 10.º ano da ES Alcaides de Faria, que, na tarde de ontem (27/04), na final intermunicipal (CIM Cávado) do Concurso Nacional de Leitura, realizada no Auditório Municipal de Esposende e envolvendo alunos finalistas das fases municipais de seis concelhos da região do Cávado, conquistou um lugar na Final Nacional do CNL com data marcada de realização para 4 de junho na cidade de Almada. Naturalmente que é motivo de orgulho para a Escola Secundária Alcaides de Faria ter um dos seus alunos como finalista nacional do Concurso Nacional de Leitura que, este ano, cumpre a sua 15.ª edição.
Nesta fase intermunicipal tivemos também mais duas alunas, uma concorrente pelo 3.º Ciclo (Inês Lemos, aluna da ESAF) e outra pelo 2.º Ciclo (Nelyssa, da EB de Manhente) e também elas são para nós motivo de contentamento pelo facto de terem já, anteriormente, superado com proficiência a fase municipal e agora representarem o Agrupamento nesta final intermunicipal. Parabéns, leitoras!
Tal como já o dissemos anteriormente, a leitura dá frutos!
Foi uma bonita festa da leitura aquela a que assistimos hoje na cidade de Esposende. Felicitações a todos os leitores!

Festa da Liberdade - a celebrar os 48 anos da Revolução dos Cravos na BESAF

Foi bonita a festa, pá! (como diz a canção)
Foi bonita a festa, pá! (como diz a canção)
Festejamos a Liberdade e a Revolução dos Cravos. Mais de duas horas de música, canções, poesia, encenação de textos, e tempo para pensar e refletir sobre as “portas que Abril abriu”.
Na manhã de ontem, na biblioteca da ESAF, sala cheia, alegria no ar, a festejar o virtuosismo da liberdade e da democracia, do tesouro reconquistado em 25 de Abril de 1974. Logo a abrir, num coro imenso, várias turmas do 9.º ano, em uníssono, cantaram: “Eu vi este povo lutar” (José Mário Branco). Seguiu-se uma vibrante interpretação das “Portas que Abril Abriu” (Ary dos Santos). E chegaram uns cravos, uns cravos muito especiais, com frases alusivas à Liberdade e prontamente distribuídos entre os alunos, docentes e outros elementos da comunidade ali presentes. E chegou “Maio, Maduro Maio”, bela canção de José Afonso, ali interpretada com emoção. Também as palavras dos poetas: “25 de Abril” (poema de Sophia de Mello Breyner), “Abril de Abril” (de Manuel Alegre), “O elefante de Abril” (de Carlos Pinhão), “Portugal Ressuscitado” (de Ary dos Santos), “Cantiga de Abril” (de Jorge de Sena), ditas por alunas do 9.º ano e que bem ditas. Depois, depois seguimos a melodia “No comboio descendente” e escutamos embevecidos “Os índios da Meia-Praia” (de José Afonso).
E à música, às canções e à poesia, seguiu-se uma incisiva quanto didática e cívica intervenção do professor José Maria Cardoso, que abordou o contexto sócio político da Revolução dos Cravos, tomando como mote de intervenção um dos versos de Ary dos Santos – “as portas que Abril abriu”, com perguntas e respostas que revisitaram o contexto do passado, cruzando-o com o presente, porque a democracia é esse jardim que não podemos deixar de cuidar, se o queremos ver vicejar. E no final cantamos, todos em uníssono, “Grândola, Vila Morena”.
Sim, foi bonita a festa, malta! E como estava bonita a nossa biblioteca, com cravos, muitos, cartazes e mensagens, e algo indescritível que tem o sabor da Liberdade!
[Especial agradecimento ao nosso convidado de honra - José Maria Cardoso, que connosco veio conversar sobre o valor da liberdade e as conquistas de Abril; gratos aos professores e professoras que com a biblioteca e a escola colaboraram na celebração de mais um (mas sempre renovado) aniversário da Revolução dos Cravos; e, sobretudo, gratos aos alunos e alunas que participaram e assistiram pelo seu envolvimento e a capacidade de escuta demonstrada, sinal vital de cidadania e civismo, mas também abertura ao aprendizado da democracia. Todos juntos fizemos a festa e pensamos e refletimos Abril de 74]











25 de abril de 2022

Viva a Liberdade! Viva a Democracia!

[Cartaz da autoria de Maria José Oliveira]
Hoje, quando se comemoram os 48 anos da Revolução dos Cravos - 25 de Abril de 1974 - apresentamos o nosso tributo gráfico a este grande momento da nossa História. 
Em fundo, no cartaz, a figura de um dos maiores heróis da Revolução dos Cravos - Salgueiro Maia - Capitão de Abril. Ele é um rosto da Liberdade, a bem dizer um "anti-herói", que não quis honras nem mordomias, que enfrentou aquele dia com brava coragem e que depois da Revolução voltou à sua vida de militar. 
E porque lembramos a "Revolução" citamos Sophia de Mello Breyner Andresen (in "O Nome das Coisas")

Revolução

Como casa limpa
Como chão varrido
Como porta aberta

Como puro início
Como tempo novo
Sem mancha nem vício

Como a voz do mar
Interior de um povo

Como página em branco
Onde o poema emerge

Como arquitectura
Do homem que ergue
Sua habitação

Revolução dos Cravos (25 de Abril de 1974)

Emblemático cravo!
Ei-lo imponente, logo à entrada da Biblioteca da ES Alcaides de Faria, símbolo da iconografia de Abril de 74, o cravo da liberdade, da democracia, dos direitos e dos deveres de uma cidadania democrática que todos desejamos plural.
Esta peça tridimensional, totalmente elaborada com materiais reciclados, é fruto da criatividade imaginativa e do labor de alunos do "Clube Escola com Vida e Arte" sob conceção e orientação das professoras Maria José Oliveira (elemento da equipa da BESAF), Helena e Fernanda Carvalho (colaboradoras da BESAF).
É para nós uma honra e grande motivo de orgulho contar com esta peça num dos eixos axiais da escola, a biblioteca escolar.

Liberdade (na celebração dos 48 anos deo 25Abril74 na BESAF)

A biblioteca da ES Alcaides de Faria prepara-se para a celebração.
Que bonitos estão os laços com que se tece a Liberdade, vermelho vivo sobre fundo verde. Num macramé laboriosamente tecido por mãos amigas, professoras e alunos que colaboram com a BESAF, desponta a palavra LIBERDADE, uma das "portas que Abril abriu" e que jamais queremos ver fechadas.
Por cá já se festeja Abril, um "Abril de clava Abril em ato / em mil novecentos e setenta e quatro", como nos versos do poeta.


A celebrar a Liberdade e a Revolução dos Cravos

Ao longo dos últimos dias revisitámos e divulgámos, nas redes sociais da biblioteca escolar da ES Alcaides de Faria (ESAF), cartazes originais alusivos à celebração do 25 de Abril de 1974, data marcante da nossa História recente e corolário de que, ao fim de décadas, o povo português voltava a viver em Liberdade e via instaurar-se um regime democrático com as garantias fundamentais. 
Ao longo destes últimos anos a biblioteca da ESAF não só apresentou o seu tributo gráfico à Revolução dos Cravos (os cartazes que aqui expomos, obra de professores e alunos da escola), como a celebrou: com palestras de sensibilização histórica e cívica (presença de militares de Abril, numa parceria com a Associação 25 de Abril); com sessões de poesia e encenação de textos relativos a este grande acontecimento; com apresentação de filmes, momentos musicais (com músicas e canções de Abril recordando grandes nomes como Zeca Afonso, José Mário Branco e tantos outros); com exposições e outras expressões evocativas.
Hoje celebram-se 48 anos do 25 de Abril de 1974, data a revisitar sempre, não apenas pelo valor histórico que lhe subjaz, mas sobretudo para manter vivo, junto das camadas mais jovens (nascidas bem depois de Abril74), o espírito de Abril e as conquistas sociais e políticas sequentes, a memória dos homens e mulheres que lutaram pela liberdade, o feito dos militares que puseram termo a cerca de 48 anos de ditadura, e a necessidade premente de preservarmos a Liberdade, a Democracia e os valores que lhe estão associados, valores que justificam sempre o nosso empenho e defesa.
Lembrar o 25 de Abril de 1974 não é só evocar a efeméride é sobretudo fazer dela um momento pedagógico e de civismo ativo, um constante passar de testemunho e garantir que o conhecimento da nossa História é também condição de cidadania.
[Autor do cartaz: David Figueiredo]
[Autor do cartaz: David Figueiredo]
[Autor do cartaz: David Figueiredo]
[Autor do cartaz: David Figueiredo]
[Autor do cartaz: David Figueiredo]
[Autor do cartaz: David Figueiredo]
[Autor do cartaz: Pedro Rodrigues]
[Autor do cartaz: Madalena Mota]
[Autor do cartaz: Madalena Mota]
[Autor do cartaz: Maria José Oliveira]
[Autor do cartaz: Maria José Oliveira  /Nuno Mendanha]
[Autor do cartaz: Madalena Mota]
[Autor do cartaz: Maria José Oliveira]
[Autor do cartaz: Maria José Oliveira]
[Autor do cartaz: Maria José Oliveira]


Nota importante: todas as imagens (figurando os cartazes aqui divulgados têm Direitos Reservados]