Lembro-me de visitar a Livraria Lello e observar todos aqueles livros naquelas grandes estantes de madeira. Tinha tantos livros por onde escolher, que acabei por optar por comprar um clássico: “A Rapariga que Roubava Livros” de Markus Zusak.
Sempre pensei que esse livro não devia ser tão bom como diziam, no entanto, descobri que estava enganada, pois é ainda melhor do que eu imaginava.
A história é contada através do ponto de vista da Morte, que nos fala sobre a vida de Liesel Meminger, uma menina de nove anos que vive com os pais adotivos na Alemanha Nazi durante a 2ª Guerra Mundial. Liesel rouba o seu primeiro livro após a morte do seu irmão, no funeral do mesmo. Desenvolve uma relação próxima com Hans, o seu pai adotivo e um exímio intérprete de acordeão, que a ensina a ler e a escrever. Ao reconhecer o poder da escrita e da literatura, Liesel vai roubando mais livros ao longo da história, juntamente com o seu melhor amigo, Rudy. Irá ter muitos encontros com a Morte, que através do seu registo pouco sentimental, mas ao mesmo tempo humano e poético, nos vai fazer refletir sobre a beleza, o amor e a crueldade humana. Uma das passagens que mais me marcou neste livro foi a seguinte:
O que eu gostei mais neste livro foi o facto de o narrador da história ser a Morte, o que parece bastante mórbido, mas à medida que se vai lendo, percebe-se que afinal é uma personagem bastante carismática. Rapidamente se torna alguém que se acaba por respeitar e chega-se mesmo a um ponto em que se sente pena da mesma.
A Rapariga que Roubava Livros é um livro, de certo modo, perturbador e aparentemente nada sentimental, mas ao mesmo tempo, acaba por ser uma obra bastante poética. A sua melancolia e tragédia percorrem-nos ao longo da história. Nos primeiros capítulos, a Morte refere diversas vezes as cores, e este livro faz-nos lembrar um filme a preto-e-branco, sem as cores da vida.
Recomendo vivamente este livro a toda a gente, de todas as idades, pois acredito ser um livro que pode mudar vidas, porque nos faz ter esperança, algo que acredito ser necessário e importante no mundo em que vivemos hoje.
Boa leitura!


























