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10 de janeiro de 2010

Porquê ler os clássicos?

"Um clássico é um livro que nunca acabou de dizer o que tem a dizer" _ Italo Calvino
Vem este post a propósito de um outro publicado antes, na rubrica "li, gostei e recomendo... a palavra aos leitores" (que tem sido alimentada por aqueles dos nossos leitores e amigos dos livros - alunos utilizadores da BE que requisitam, na modalidade de empréstimo domiciliário, e partilham com os demais o gosto e o prazer que a leitura lhes suscita). Nesse post, a aluna Bárbara Monteiro remete-nos para o gosto que lhe deu ler a Odisseia de Homero (na versão adaptada para os jovens pela pena do classicista Frederico Lourenço, também ele escritor e tradutor de recentes publicações, no nosso meio, dos clássicos gregos: a Ilíada e a Odisseia). A recensão pessoal do livro - "A Odisseia de Homero adaptada para jovens por Frederico Lourenço", que a leitora nos remeteu, fez com que, como que por uma espécie de clique, nos relembrássemos de um outro "clássico" (a propósito, recentemente reeditado pela Teorema) que nos fala justamente sobre os clássicos em brilhantes ensaios sobre livros eternos, de autores eternos, marcas indeléveis na História da Literatura. Falamos do clássico "Porquê ler os Clássicos?", do incontornável Calvino, esse o de "As cidades invisíveis", "Palomar" e, entre outros títulos conhecidos, "Se numa noite de Inverno um viajante". Ora, a propósito dos clássicos e, já agora, da dita recensão, elegemos e sublinhamos duas das catorze propostas de definição (ou premissas de ensaio) que Italo Calvino nos oferece no livro cujo nome títula este post. Diz-nos o autor:
"13. É clássico o que tiver tendência para relegar a actualidade para a categoria de ruído de fundo, mas ao mesmo tempo não puder passar sem esse ruído de fundo.
14. É clássico o que persistir como ruído de fundo mesmo onde dominar a
actualidade mais incompatível". Italo Calvino, Porquê Ler os Clássicos? Lisboa, Editorial Teorema, 2009. p.12

Folgámos pois com a recensão que nos chegou, que tal como a nossa aluna, também esperámos, possa suscitar a curiosidade leitora.
Fica o desafio. Continuem a mandar as vossas recensões para o e-mail da biblioteca ou, se quiserem, deixem o texto no balcão de atendimento.
Boas leituras.
Ah! Entre os contemporâneos encontrarás também os "clássicos" nas nossas estantes.

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