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3 de outubro de 2024

Leituras com Ciência [nos "10 Minutos a Ler"]

A leitura é multívoca, plural nas obras e temas que dão corpo ao seu acontecer. E assim acontece! Desta feita, com textos e artigos da cultura e da investigação científica, não canonicamente académica mas fluentemente acessível a mentes jovens e em formação.

E assim acontece... no contexto da sala de aula, alunos que folheiam e leem artigos à sua escolha, tendo como objeto de interesse alguma área das ciências ou de uma investigação em curso, que já ultrapassou as paredes dos laboratórios da Academia.
Aqui, alunos da área cientifico-tecnológica, sob o olhar da professora de Biologia e Geologia, que, nestes instantes de leitura, municiados pela biblioteca escolar da ESAF, subscreve a iniciativa - 10 Minutos a Ler (desde há muito abraçada pela escola e por tantos dos seus professores) - como uma oportunidade não só de enriquecimento de competências leitoras, mas também de desenvolvimento da sensibilidade para a leitura de textos de cariz científico.
E assim vai, neste mês em que se celebram as bibliotecas escolares, por cá e em muitas das salas de aula da escola, alunos de diversos anos e níveis, tal como professores, o clima de leitura na ESAF e noutros pólos do Agrupamento. Cientes de que a leitura é condição de tudo mais, desde logo das aprendizagens em curso.
Ler mais para ler melhor!
Assim se faz por uma Escola Leitora!
JD/out.24

12 de janeiro de 2024

Alunos vencedores da fase escola do Concurso de Leitura (CIL 2024)

Já são conhecidos os vencedores da fase escolar do Concurso Intermunicipal de Leitura (CIL Cávado) realizada, na passada 3.ª feira, na Escola Secundária Alcaides de Faria.
O júri avaliou as prestações das mais de duas centenas de alunos participantes nesta fase do concurso a nível de escola e já emitiu a indicação dos alunos vencedores, dois do Ensino Secundário e dois do 3.º Ciclo, que assim ficam apurados para a próxima fase do CIL Cávado, a fase municipal (Barcelos).
Parabéns muito especiais aos quatro alunos vencedores e aos demais alunos que participaram neste importante concurso de leitura e escrita. Aos quatro alunos apurados, bons augúrios para a próxima fase.
[Gratos aos professores de Português que (em articulação com a biblioteca da ESAF) se empenharam e mobilizaram os seus alunos; assim como, de modo muito especial, à equipa de júri que contou, para além da representante da área disciplinar de Português, com algumas docentes desta área.]
Em prol da leitura e de melhores níveis de proficiência leitora, parabéns a todos os intervenientes!

13 de março de 2022

Ecos da Semana da Leitura 2022 - #dia1 (7/03)

Manhã de 2.ª feira, na sala de leitura da BESAF, uma sessão em defesa de um candidato-livro ("Um de nós mente", de Karen M. McManus),  no quadro da iniciativa "Miúdos a Votos - qual o livro mais fixe?", levada  cabo por um grupo de alunos do 9.ºG.

10 de janeiro de 2021

Li, gostei e recomendo... a palavra aos leitores

O que nos diz Afonso Vilas Boas, aluno do 9.º D da ESAF, sobre este livro que leu, gostou e recomenda:

Título: O Alienista
Autor: Machado de Assis 
Editor: Porto Editora
Coleção: Educação Literária
Edição: 2019
N.º de Págs.: 112
Categoria: Conto


"A obra “O Alienista”, clássico da literatura brasileira, foi escrita pelo autor Machado de Assis e é, sinceramente, uma obra que excedeu as minhas expectativas.
Mesmo sendo curto (talvez demais) e tendo uma linguagem clássica e difícil de compreender, consequência de ter sido escrito no século XIX com a variedade brasileira do português, “O Alienista” nunca deixa de surpreender. Uma das maiores qualidades da obra é a presença constante de um humor subtil, mas que não diminui a seriedade da situação, por exemplo, na primeira metade da obra, sempre que o doutor Bacamarte leva alguém para a Casa Verde, essa ação vem sempre com um leve e agradável momento cómico. Outro ponto positivo da obra, e talvez o maior, é o próprio Simão Bacamarte, personagem principal que é impossível não adorar. Toda a sua personalidade é marca de racionalidade, altruísmo, indiferença e falta de tato (como quando este prende a esposa na Casa Verde, pois esta ficou 3 dias a decidir que colar levar para um baile), juntamente com o humor omnipresente, apresentado sempre de forma inocente, que só enriquece mais a personagem, dando-lhe todo um caráter digno de um cientista que passa mais tempo no mundo da ciência do que no mundo real, não deixando de ser estranhamente humano.
Concluo que “O Alienista” é uma das minhas obras favoritas, e só lamento que não seja possível fazer uma parte 2."

[Obs: este é um título que consta no fundo documental da BESAF e pode ser requisitado pelos nossos leitores]

21 de junho de 2020

Li, gostei e recomendo... a palavra aos leitores

O que nos diz Marisa Viana, aluna do 12.º C da ESAF, sobre este livro que leu, gostou e recomenda...

Título: Nós
Autor: Evgueni Zamiatine
Editor: Antígona
N.º de págs.: 287
Ano de publicação (pt) : 2017 (4.ª ed.)
Categoria: Romance distópico


“Por sugestão da minha professora de português, li recentemente a obra “1984”, de George Orwell, e logo me interessei por distopias. Procurei, portanto, outros títulos conhecidos, como “O admirável mundo novo”, entre outros. Até que descobri, numa feira do livro da nossa biblioteca escolar, aquela que foi a grande origem da literatura distópica, a obra que serviu de inspiração a “1984” e a outras distopias: trata-se do livro “Nós”, de autoria de Evgueni Zamiatine. 
Tal como referi, conta a história de um mundo distópico, em que os "indivíduos" (apenas são abordados adultos), não possuem nomes como João ou Maria, mas são identificados por uma letra seguida de um número: as vogais para os "indivíduos" do sexo feminino e as consoantes para os do sexo masculino. Estes "indivíduos" (que assim não lhes podemos chamar pois não possuem uma vida individual) vivem em comunidade, como um todo, em que todos falam em “nós” e nunca em “eu”. Esta comunidade é regida pelo Benfeitor, o líder supremo, e as regras e proibições são evidentes, tal como num Estado totalitário. Quem desobedecer à lei, tem de prestar contas à Máquina do Benfeitor.
A cidade que serve de palco à ação é perfeitamente geométrica, regida por leis matemáticas, em que os edifícios são todos feitos de vidro, permitindo ver o seu interior e não havendo lugar para a privacidade (nem tal conceito é conhecido ou necessário), exceto em momentos de encontros amorosos em que é autorizado o fecho das persianas (se possuidores de cupões cor-de-rosa). 
A personagem que merece destaque na história é D-503, o narrador, responsável pela construção do Integral, aparelho semelhante a uma nave espacial que levará a comunidade em viagem à procura de vida inteligente no Universo. A vida deste D-503 parece correr na normalidade, até conhecer E-330, mulher excêntrica, totalmente em desacordo com os padrões da sociedade, mas que capta a admiração de D-503, sendo que este fica obsessivo e não consegue viver sem a presença dele. Contudo, rapidamente percebe que esta mulher o está a transformar psicologicamente. D-503 vê-se diagnosticado com uma doença: ser possuidor de uma alma. Preso nesta mudança interior que não consegue travar, os seus pensamentos, que até àquele momento estavam em sintonia com os de todos os outros, passam a centrar-se nele próprio, começando a questionar a sua vida, a sociedade que o rodeia e o Benfeitor, cometendo crimes e desrespeitando a Tábua dos Mandamentos.  
D-503 enfrenta uma batalha árdua para tentar voltar a ser quem era, porém, não consegue nem quer afastar-se de E-330, aquela que o está a empurrar para um buraco sem fundo. Até que se dá a Revolução. O nosso protagonista descobre tarde demais que está metido num plano contra o regime do Benfeitor (da Terra, Estado Único) e não há maneira de voltar a trás. Será a revolução capaz de acabar com o Estado Totalitário? Voltará D-503 a ser o que era? Ou terá também ele que ser sujeito à “fantasioctomia”, operação realizada àqueles que possuem imaginação? 
Nada melhor para encontrar as respostas a estas perguntas do que ler esta magnífica obra, que nos faz viajar até um mundo dominado pela fria racionalidade e nos faz refletir sobre a essência humana e os valores por nós defendidos, sobretudo o amor.

9 de junho de 2018

Li, gostei e recomendo... a palavra aos leitores

O que nos diz Margarida Maciel, aluna do 10.º C da ESAF, sobre este livro que leu, gostou e recomenda...

Título: Os Jogos da Fome 
Autor: Suzanne Collins
Editor: Editorial Presença
Coleção: Via Láctea
N.º de págs.: 256
Ano de publicação: 2009
Categoria: ficção / jovem adulto / distopia



"Os Jogos da Fome, de Suzanne Collins, decorre num futuro longínquo em que a América do Norte se transforma em Panem, um país dividido em doze distritos, regidos por um Estado corrupto e absolutista, que governa através do medo. Como forma de espalhar esse medo entre os seus habitantes, Panem organiza anualmente um torneio em que um rapaz e uma rapariga de cada distrito são colocados numa arena, onde terão de lutar até que reste apenas um sobrevivente.
Este livro relata a história de Katniss Everdeen, uma jovem de um dos distritos mais desfavorecidos, que se voluntaria para substituir a sua irmã mais nova quando a sorte dita que esta será a próxima concorrente destes sádicos jogos.
No decorrer do livro podemos testemunhar a luta desta rapariga pela sobrevivência, e ao mesmo tempo pelo desejo de não se tornar apenas um “pião” nos jogos do governo.
Para além de ser uma história fascinante e envolvente que agarra o leitor até à última página, este livro relata mais do que uma fantasia, pois deixa-nos a pensar sobre a influência do Estado e das grandes indústrias sobre nós e dá-nos uma nova perspetiva sobre a sociedade de hoje em dia, realçando como o melhor da natureza humana pode vir ao de cima nas situações mais difíceis.”

15 de maio de 2018

Li, gostei e recomendo... a palavra aos leitores

O que nos diz Marisa Viana, aluna do 10.º C da ESAF, sobre este livro que leu, gostou e recomenda...


Título: Trash - os rapazes do lixo
Autor: Andy Mulligan
Editor: Editorial Presença
Coleção: Diversos Literatura
N.º de págs.: 200
Ano de publicação (pt) : 2014
Categoria: Romance juvenil



“Das obras que li recentemente, a que mais me fascinou foi “Trash - Os rapazes do Lixo”, de Andy Mulligan. Trata-se de uma emocionante e absorvente história de três rapazes que vivem numa lixeira em Behala e que dependem do lixo para sobreviver. Certo dia, encontram uma mala que os irá conduzir por uma perigosa aventura. No entanto, estes jovens não desistem e conseguem, finalmente, revolucionar a vida miserável dos habitantes de Behala.
Com uma linguagem simples e acessível, este livro surpreendeu-me, pois demonstra a coragem e astúcia de três rapazes que procuram justiça, devolvendo o dinheiro aos pobres. Na minha opinião, a autora teve a feliz ideia de trazer até nós uma obra cuja temática tão abrangente, a justiça social, nos faz mergulhar numa sociedade corrupta, em que nenhum valor moral se encontra acima dos valores materiais.
A autora triunfa, de facto, já que coloca nas mãos de três miúdos um valor tantas vezes esquecido pelos adultos, a justiça. É um livro que tem, sem sombra de dúvida, um efeito dominó nos leitores mais jovens e é, decididamente, um primeiro impulso para uma leitura compulsiva e viciante.
Em suma, não obstante seja um livro destinado a leitores mais jovens, estou ciente de que qualquer adulto o gostaria de ler. Por essa razão, eu recomendo-o a qualquer pessoa, visto que, no meu caso, mudou claramente a minha perspetiva acerca do mundo e da realidade humana, permitindo-me observar o dia-a-dia com outros olhos.”

31 de março de 2017

Tertúlia sobre livros e leituras

Da paixão pelos livros e pela leitura.
Uma tertúlia à volta dos livros, com partilha de leituras, gostos, pontos de vista, afinidades... ontem à tarde (30/03), na sala de leitura da Biblioteca da ESAF.
Não se dá pelo tempo passar quando a conversa roda em torno dos livros!


[ Semana da Leitura 2017 ]

30 de junho de 2012

Li, gostei e recomendo... a palavra aos leitores

O que nos diz Susana Rafaela Faria, aluna do 12.º ano, sobre este livro que leu, gostou e recomenda:

Memorial do Convento
Autor: José Saramago
Editor: Caminho
Colecção: Obras de José Saramago
N.º de págs.: 358
Ano de publicação: 1998 (reeditado em 2002)
Categoria: romance




“Memorial do Convento” foi dos primeiros livros que li de José Saramago.
Ao contrário da grande maioria dos meus colegas e conhecidos, a minha leitura ocorreu muito antes do 12º ano, onde esta é (supostamente) obrigatória. Quando li este livro a primeira vez, com os meus 14 ou 15 anos, admito que a adaptação à escrita de Saramago foi demorada. Considero que seja essa a maior dificuldade que os leitores encontram, o que aliado à típica falta de paciência portuguesa faz com que muitos portugueses desprezem a escrita de Saramago. (…) Nesta obra, Saramago crítica o rei, o clero, os poderosos e a Justiça portuguesa. Apesar de serem críticas a uma sociedade de há muitos séculos atrás, todas elas se aplicam ao Portugal de hoje.
Saramago escreveu o romance não só para criticar a sociedade do reinado de João V, mas também para enaltecer o povo, que sempre paga pelos devaneios dos seus governantes, e para relembrar aqueles que a História sempre se esquece. (…) Ler Saramago não é fácil. Porém, à medida que começamos a compreender o seu estilo, a leitura torna-se fluída e todo aquele aglomerado de letras, aparentemente sem pontuação, deixa de ter importância. Quando leio Saramago, tenho a sensação de que me estão a contar uma história, e que Saramago se encontra a meu lado com os seus comentários mordazes e as suas ironias. […]  >> Continua a ler
Este e outros títulos de José Saramago constam no fundo documental.

18 de março de 2012

Tece-se de contos, fábulas, estórias...

a nossa imaginação.
Três da tarde de quinta-feira, 15/03. Sala de leitura da Biblioteca Escolar. Mais de meia centena de alunos, na expetativa de uma mão cheia de estórias (assim grafaremos o termo neste contexto). Pois vem a caminho uma contadora de estórias, de fábulas, de narrativas várias, plenas de imaginação; uma narradora pronta a povoar o imaginário de todos quantos a aguardam. Ei-la que chega. E logo se lança, como quem não viesse para tal, a desfiar o fio das narrativas populares que haveriam de suscitar ora temor e espanto, ora sorriso, ora tristeza, ora alegria...
Victória Triães voltou à nossa escola com as suas estórias, estórias do mundo, estórias da vida, estórias de encanto também.
Uma tarde bem passada, feita de palavras e de imaginário.

7 de fevereiro de 2012

Evocando Charles Dickens

O mundo da literatura, e da cultura em geral, tem hoje um dia especial para evocar. Há dois séculos, nascia, em Portsmouth, Inglaterra, Charles Dickens (7.fev.1812  - 9. jun. 1870). 
Dickens, autor de obras como David Copperfield, Oliver Twist, História de Duas Cidades, Grandes Esperanças, Conto de Natal, entre tantas outras; foi não apenas o mais célebre romancista da época Vitoriana, mas também um dos mais notáveis escritores em língua inglesa. O seu mundo literário, pleno de personagens típicas do quadro social da Inglaterra do seu tempo, consubstancia-se em imagens marcantes e duras da experiência de vida, como também noutras que configuram momentos de idílio, assombramento e fantasia. Todo um universo, já apelidado de dickensiano, desfila nos milhares de páginas que escreveu, desde os jornais (também foi jornalista) aos inúmeros romances e livros de contos, que continuam a deliciar e a “desacomodar” (também) milhões de leitores.

Obras de Charles Dickens (ou com base em títulos deste autor) disponíveis na biblioteca:

  • História de duas Cidades / Charles Dickens. - 1ª. - : Público Comunicação Social SA, 2004.
  • Oliver Twist (retold by Jenny Dooley) / Charles Dickens. - Express Publishing. - BerKshire : Liberty House, imp. 2007.
  • A tale of two cities (retold by Jenny Dooley) / Charles Dickens. - Express Publishing. - BerKshire: Liberty House, imp. 2008. 
  • David Copperfield (retold by Jenny Dooley) / Charles Dickens. - Express Publishing. - BerKshire : Liberty House, imp. 2008.
  • Oliver Twist / Charles Dickens. - Lisboa : Verbo.
  • Grandes esperanças / Charles Dickens. - Lisboa: Publicações Europa-América.
  • David Copperfield / Charles Dickens. - London: Longman Group, 1964.
  • Les aventures d'Olivier Twist / Charles Dickens. - Paris: Gallimard, 1978. 
  • Oliver Twist / Charles Dickens. - 1ª. - : Público Comunicação Social SA, 2004. 
  • Oliver Twist [registo de vídeo] / real.Coky Giedroyc ; prod. Sarah Brown . - BBC Worldwide, 2007. - Lisboa: Divisa Home Vídeo, 2008. - 1 disco óptico (DVD) (c.a.176 m) : Color,son.

Li, gostei e recomendo... a palavra aos leitores

O que nos diz José Veiga, professor, sobre este livro que leu, gostou e recomenda:
Título: Um tratado sobre os nossos actuais descontentamentos 
Autor: Tony Judt
Editor: Edições 70
Colecção: Extra Colecção
N.º de págs.: 220
Ano de publicação: 2011
Categoria: Ensaio (política / história /sociedade)
"Li este livro, por sugestão do J. Areias que mo apresentou com um entusiasmo incontornável. Só posso agradecer e recomendar a todos os (e nomeadamente aos políticos e governantes )  que se interessam pela vida das sociedades actuais, em que se degladiam posições políticas, umas defensoras do Estado Social e outras que advogam o mercado livre e o Estado Mínimo como a única solução para a crise das dívidas públicas. É um tratado sobre a evolução das concepções políticas designadamente no século XX e do estado em que o mundo contemporâneo se encontra, com uma clarividência e oportunidade indesmentíveis. Deixo aqui o excerto da introdução que aparece na badana da capa:
"A qualidade materialista e egoísta da vida contemporânea não é inerente à condição humana. Muito do que hoje parece "natural" remonta aos anos 80: a obsessão pela criação de riqueza, o culto da privatização e do sector privado, as crescentes disparidades entre ricos e pobres. E sobretudo a retórica que vem junto: a admiração acrítica dos mercados sem entraves, desdém pelo sector público, a ilusão do crescimento ilimitado.
Não podemos continuar a viver assim. O pequeno crash de 2008 foi um aviso de que o capitalismo não-regulado é o pior inimigo de si mesmo: mais cedo ou mais tarde há-de ser  vítima dos seus próprios excessos e para salvar-se recorrerá novamente ao Estado. Mas se nos limitarmos a apanhar os bocados e continuar como dantes, podemos esperar convulsões maiores nos próximos anos. E, porém, parecemos incapazes de conceber alternativas. Também isso é novo."
Um livro disponível na biblioteca.

8 de outubro de 2011

Concurso Nacional de Leitura 2011 - 1ª fase

A nossa escola, tal como tem ocorrido nos anos anteriores, vai participar no Concurso Nacional de Leitura 2012, sob supervisão nacional do PNL. Para já, está em preparação a 1.ª fase, a realizar na escola, sob a supervisão do professor de contacto PNL, que articula com a biblioteca escolar e os professores da área disciplinar de português envolvidos nesta iniciativa.
Para ti que és aluno da escola e desejas participar no concurso, podes inscrever-te junto do teu professor de Português ou na biblioteca escolar. 
Oportunamente serão divulgadas mais informações, nomeadamente a data de realização das provas de selecção (1.ª fase) e o regulamento do concurso (a nível da escola).
Entretanto, a equipa responsável já seleccionou as obras que serão objecto de leitura no quadro deste concurso, tendo em conta os níveis do ensino básico (3º CEB) e do secundário. 
Ei-las:

Bichos, de Miguel Torga
O Malhadinhas, de Aquilino Ribeiro
Capitães da Areia, de Jorge Amado
As aventuras de João Sem Medo, de José Gomes Ferreira
Balada da Praia dos Cães, de José Cardoso Pires

Existem, destes títulos, vários exemplares disponíveis na Biblioteca Escolar.

22 de setembro de 2011

Li, gostei e recomendo... a palavra aos leitores

O que nos diz Acácia Silva, aluna do 11.ºB, sobre este livro que leu, gostou e recomenda:
 
Por favor não matem a cotovia

Autor: Harper Lee
Editor: Difel
Páginas: 400
Ano de publicação: 2004
ISBN: 9789722906838
"Este romance aborda questões delicadas como o racismo e o preconceito, no início do século XX, nos Estados Unidos. É narrado pela filha de um advogado que tem entre mãos a tarefa de defender um negro, que fora injustamente acusado por violação de uma jovem branca, numa sociedade profundamente racista e conservadora.
Apesar de abordar temas tão sérios e controversos, acompanhamos o desenrolar dos acontecimentos, de uma forma simples e sem demagogias, através da perspectiva de uma criança. Deste modo podemos também acompanhar o seu processo de crescimento e aprendizagem, assim como as peripécias próprias da infância.
Em suma, este é um livro que prende o leitor do início ao fim, onde as personagens facilmente o cativam. Aconselho, então, sem quaisquer reservas, a leitura desta obra genialmente escrita por Harper Lee."
Um livro disponível na biblioteca.

19 de setembro de 2011

O deus das moscas - sugestão de leitura

Autor: William Golding
Editor: Público
Colecção: Mil Folhas
Páginas: 222
Ano de publicação: 2002
ISBN: 84-8130-506-5
(Ler+ - livro recomendado pelo PNL - Plano Nacional de Leitura) 
Disponível na biblioteca.


[Primeiro parágrafo]

"O garoto de cabelo cor-de-mel agachou-se, deixou-se escorregar ao longo do último troço do rochedo e encaminhou-se para a lagoa. Embora tivesse tirado o blusão, parte do seu uniforme escolar, e o arrastasse agora pela mão, a camisa cinzenta colava-se-lhe à pele e o cabelo encodeava-se-lhe na testa. À sua volta, a funda clareira rasgada na selva era um banho de calor. Rompia pesadamente por entre as lianas e os troncos quebrados, quando um pássaro, uma visão de vermelho e amarelo, cintilou numa fuga para o alto com um grito de feitiço. A este grito o eco respondeu com outro." (in O Deus das Moscas, p.5, Ed. Público, 2002)
....
Serve a evocação do centenário do nascimento do escritor inglês William Golding (19 set. 1911 / 19 jun. 1993), a quem a Academia Sueca atribuiu, em 1983, o Prémio Nobel da Literatura,  para sugerirmos uma obra marcante na história da literatura universal do séc. XX, que possuímos no fundo documental e cuja leitura recomendamos vivamente. Trata-se do livro: "O Deus das Moscas" (The Lord of Flies), obra lida por sucessivas gerações de leitores em todo mundo, sendo que só nos países de língua inglesa regista mais de "14 milhões de cópias vendidas" (vide badana da capa da edição Público, Col. Mil Folhas, 2002), fora as inúmeras traduções em muitos países. 
Com uma carga alegórica notável, Golding empreende, neste romance de fascinante perturbação, uma viagem à natureza do mal, da violência selvática, do poder, que emerge entre os humanos em situações limite, pondo em causa o equilíbrio racional que sustenta a convivência social. A obra foi publicada em 1954, não muitos anos após a horrível II Guerra Mundial, e não esconde alusões alegóricas à ordem social e política, ao modo como se organizam social e politicamente as relações societais entre humanos, nem tão pouco esconde a sua dimensão pessimista. No cerne da narrativa está um grupo de meninos e rapazes, alunos de um colégio, que, na sequência da queda do avião (onde seguiam) numa ilha deserta, vêem rapidamente desmoronar-se as traves racionais e de civilidade que sustentam as relações nas sociedades estáveis e socialmente equilibradas, enquanto o instinto de agressividade e a ânsia de poder e domínio entre pares se sobrepõe paulatinamente. 
Este é um romance que, na aparente aventura de um grupo de jovens "náufragos" numa ilha perdida, fora do alcance da autoridade dos adultos, com a "liberdade" pela frente, vemos ser postos em causa ideais e princípios sobre os quais assentam as traves mestras da civilização, e onde a solidariedade e a cooperação entre pares é fortemente abalada. Uma narrativa que, contando uma história com tudo para ser plena de aventuras num local paradisíaco, enceta uma viagem aos recônditos mecanismos da nossa natureza quando confrontada com os limites, desde logo os da sobrevivência. Não é uma narrativa fácil, nem de entretenimento, antes um texto muito bem escrito, bem concatenado, e, claro, que suscita o pensar e nos impele à reflexão e talvez a olhar o mundo e o "outro" de um outro modo. Ao longo destas páginas que prendem, do início ao fim, haverá com certeza momentos de meditação no decurso da viagem. Quer encetá-la?

5 de agosto de 2011

Ver / Olhar / Ler #2

O rumor das palavras, o rumor das águas... evasão!
Tom Sawier_tela de Jeffrey T. Larson (artista norte-americano)
Em tempo de pausa lectiva, verão e férias... boas leituras!

3 de junho de 2011

A rapariga que roubava livros - sugestão de leitura

Autor: Markus Zusak
Editor: Edit. Presença
Páginas: 462
Ano de publicação: 2010 (6.ª ed.)

ISBN: 978-972-23-3907-0
(Ler+ - livro recomendado pelo PNL - Plano Nacional de Leitura) 
Já disponível na biblioteca. 



 Sinopse:
"Quando a morte nos conta uma história temos todo o interesse em escutá-la. Assumindo o papel de narrador em A Rapariga Que Roubava Livros, vamos ao seu encontro na Alemanha, por ocasião da segunda guerra mundial, onde ela tem uma função muito activa na recolha de almas vítimas do conflito. E é por esta altura que se cruza pela segunda vez com Liesel, uma menina de nove anos de idade, entregue para adopção, que já tinha passado pelos olhos da morte no funeral do seu pequeno irmão. Foi aí que Liesel roubou o seu primeiro livro, o primeiro de muitos pelos quais se apaixonará e que a ajudarão a superar as dificuldades da vida, dando um sentido à sua existência. Quando o roubou, ainda não sabia ler, será com a ajuda do seu pai, um perfeito intérprete de acordeão que passará a saber percorrer o caminho das letras, exorcizando fantasmas do passado. Ao longo dos anos, Liesel continuará a dedicar-se à prática de roubar livros e a encontrar-se com a morte, que irá sempre utilizar um registo pouco sentimental embora humano e poético, atraindo a atenção de quem a lê para cada frase, cada sentido, cada palavra. Um livro soberbo que prima pela originalidade e que nos devolve um outro olhar sobre os dias da guerra no coração da Alemanha e acima de tudo pelo amor à literatura." (in Portal da Literatura)

28 de abril de 2011

Novidades na Estante

Já podes consultar e ler todos os títulos publicados na colecção - na crista da onda - publicação (em 2.ª série) da responsabilidade da DGLB. A revista "na crista da onda", com textos de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, ilustrações de Pedro C. Gonçalves e Clara Vilar, revisita a vida e obra de autores reconhecidos da nossa literatura, de padre António Vieira a Miguel Torga, passando por Garrett, Eça e Florbela Espanca, entre outros mestres na arte de bem escrever.
De agradável e fluente leitura, acessível a um público mais jovem, profusamente ilustradas, estas publicações constituem uma excelente via de acesso ao essencial da vida e obra destes escritores.

6 de março de 2011

LER (o centésimo número)

O número 100 da LER, uma edição muito especial desta revista  de "livros, de todos os livros" (F.J.V, editorial Ler, 100), dedicada aos livros e à leitura, dá gosto LER, folhear, LER os textos e as imagens, LER "uma história de 24 anos" (F.J.V.), LER o que nos diz George Steiner (sobre Lobo Antunes e Saramago, sobre a leitura, a literatura, as humanidades e as ciências... sobre o que é humano e a humanidade, o que nela fascina e horroriza), LER sobre 100 livros destacados, sobre 100 figuras das Letras; LER Bloom, Harold Bloom, a propósito do génio; LER 100 ideias para o futuro; LER fotografias de alguém a ler. LER
O número 100 da LER, dizíamos, já está disponível, para consulta e leitura, na zona de leitura informal/hemeroteca da  biblioteca escolar. 
Boa leitura!

Li, gostei e recomendo... a palavra aos leitores

O que nos diz Mariana Silva, aluna do 8.ºB, sobre este livro que leu, gostou e recomenda:

Poeta (às vezes)

Autor: Maria Teresa Maia Gonzalez
Editor: Difel
Páginas: 120
Ano de publicação: 2007
 


"Este é um livro que retrata a vida de um jovem adolescente, cuja família é, a seu ver, complicada. 
A história mostra-nos os problemas das nossas comunidades, mas acima de tudo, os problemas dos jovens de agora. 
É uma história em que a amizade se confunde com o amor, mas também se constata o quanto as pessoas são preconceituosas e onde isso as leva. Um livro que toca a sensibilidade.
Um livro disponível na biblioteca.