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11 de junho de 2026

Li, gostei e recomendo... a palavra aos leitores

O que nos diz Mafalda Amadeu, aluna do 12º C (E.S. Alcaides de Faria), sobre este livro que leu, gostou e recomenda:
 
 
 
 
A Rapariga que roubava livros
Autor: Markus Zusak
Editor:Editorial Presença
Coleção: Grandes Narrativas
Edição: 1.ª / 2008
N.º de páginas:  468
Género: Romance 
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    Odiei as palavras e amei-as, e espero tê-las apreendido corretamente. 
    Lembro-me de visitar a Livraria Lello e observar todos aqueles livros naquelas grandes estantes de madeira. Tinha tantos livros por onde escolher, que acabei por optar por comprar um clássico: “A Rapariga que Roubava Livros” de Markus Zusak. 
    Sempre pensei que esse livro não devia ser tão bom como diziam, no entanto, descobri que estava enganada, pois é ainda melhor do que eu imaginava. 
    A história é contada através do ponto de vista da Morte, que nos fala sobre a vida de Liesel Meminger, uma menina de nove anos que vive com os pais adotivos na Alemanha Nazi durante a 2ª Guerra Mundial. Liesel rouba o seu primeiro livro após a morte do seu irmão, no funeral do mesmo. Desenvolve uma relação próxima com Hans, o seu pai adotivo e um exímio intérprete de acordeão, que a ensina a ler e a escrever. Ao reconhecer o poder da escrita e da literatura, Liesel vai roubando mais livros ao longo da história, juntamente com o seu melhor amigo, Rudy. Irá ter muitos encontros com a Morte, que através do seu registo pouco sentimental, mas ao mesmo tempo humano e poético, nos vai fazer refletir sobre a beleza, o amor e a crueldade humana. Uma das passagens que mais me marcou neste livro foi a seguinte: 
    Um humano não tem um coração como o meu. O coração humano é uma linha, ao passo que o meu é um círculo, e eu possuo a interminável capacidade de estar no sítio certo na altura certa. Consequentemente, estou sempre a encontrar humanos no seu melhor e no seu pior. Vejo a sua fealdade e a sua beleza, e pergunto-me como pode a mesma coisa ser ambas. Ainda assim, eles têm uma coisa que eu invejo. Os humanos, quanto mais não seja, têm o bom senso de morrer.
    O que eu gostei mais neste livro foi o facto de o narrador da história ser a Morte, o que parece bastante mórbido, mas à medida que se vai lendo, percebe-se que afinal é uma personagem bastante carismática. Rapidamente se torna alguém que se acaba por respeitar e chega-se mesmo a um ponto em que se sente pena da mesma. 
    A Rapariga que Roubava Livros é um livro, de certo modo, perturbador e aparentemente nada sentimental, mas ao mesmo tempo, acaba por ser uma obra bastante poética. A sua melancolia e tragédia percorrem-nos ao longo da história. Nos primeiros capítulos, a Morte refere diversas vezes as cores, e este livro faz-nos lembrar um filme a preto-e-branco, sem as cores da vida.
    Recomendo vivamente este livro a toda a gente, de todas as idades, pois acredito ser um livro que pode mudar vidas, porque nos faz ter esperança, algo que acredito ser necessário e importante no mundo em que vivemos hoje. 
    É um dos meus livros preferidos e como tal posso afirmar que “Li, gostei e recomendo!”
 [O livro faz parte do acervo da biblioteca escolar da ESAF]
Boa leitura!

3 de outubro de 2024

Leituras com Ciência [nos "10 Minutos a Ler"]

A leitura é multívoca, plural nas obras e temas que dão corpo ao seu acontecer. E assim acontece! Desta feita, com textos e artigos da cultura e da investigação científica, não canonicamente académica mas fluentemente acessível a mentes jovens e em formação.

E assim acontece... no contexto da sala de aula, alunos que folheiam e leem artigos à sua escolha, tendo como objeto de interesse alguma área das ciências ou de uma investigação em curso, que já ultrapassou as paredes dos laboratórios da Academia.
Aqui, alunos da área cientifico-tecnológica, sob o olhar da professora de Biologia e Geologia, que, nestes instantes de leitura, municiados pela biblioteca escolar da ESAF, subscreve a iniciativa - 10 Minutos a Ler (desde há muito abraçada pela escola e por tantos dos seus professores) - como uma oportunidade não só de enriquecimento de competências leitoras, mas também de desenvolvimento da sensibilidade para a leitura de textos de cariz científico.
E assim vai, neste mês em que se celebram as bibliotecas escolares, por cá e em muitas das salas de aula da escola, alunos de diversos anos e níveis, tal como professores, o clima de leitura na ESAF e noutros pólos do Agrupamento. Cientes de que a leitura é condição de tudo mais, desde logo das aprendizagens em curso.
Ler mais para ler melhor!
Assim se faz por uma Escola Leitora!
JD/out.24

21 de março de 2024

No Dia da Poesia [Semana da Leitura 2024]

Na festa da poesia, a palavra aos poetas.
Esta manhã, na sala de leitura da biblioteca da ESAF, perante uma plateia atenta e aberta ao voo das aladas palavras, aconteceu o deslumbramento da poesia, da música e das canções, mas também uma belíssima revisitação d' O Principezinho.
Por cá tivemos Camões, Pessoa e seus heterónimos, Sophia, Saramago, Nuno Júdice... ditos como devem ser ditos. Por cá tivemos o eco de belas vozes e maviosas músicas, superiormente interpretadas.
Tivemos o som do piano, do saxofone e do violoncelo, canções românticas, mas também o belo canto.
Por cá festejámos a poesia, e com ela a leitura.
Por cá celebrámos a beleza e a força das palavras!
E foi tão gratificante para os intérpretes como para quem assistiu, porque de alegria se tratou, mesmo quando a doce melancolia não deixa de pairar entre os interstícios das palavras e das vozes que lhe dão corpo.
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[A biblioteca agradece a todos os alunos e professores que fizeram com que tudo acontecesse e o que aconteceu foi tão bom!]

13 de março de 2024

Miúdos a Votos - qual o livro mais fixe?

Os livros mais votados na eleição dos "Miúdos a Votos" 2024, realizada na E.S. Alcaides de Faria.
O ato eleitoral para escolha dos candidatos-livro decorreu na passada 2a feira, 11 de março. Os resultados estão publicados na vitrine informativa junto à biblioteca escolar.
Parabéns aos grupos de alunos que não só divulgaram os livros sujeitos a escrutínio, como se envolveram ativamente na campanha de defesa e promoção do seu candidato-livro.
[Gratos à professora @anap.mirandaa Ana Paula Miranda (de Português) que mobilizou vontades e connosco colaborou.]
Boas leituras!