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14 de janeiro de 2025

Fase escolar do Concurso Intermunicipal de Leitura 2025 (CILC) na ESAF

Fase escolar do Concurso Intermunicipal de Leitura (CILCávado) 2025 na Escola Secundária Alcaides de Faria.
Esta tarde, no auditório da ESAF e na sala de leitura da Biblioteca Escolar, alunos do Ensino Secundário e do 3° ciclo responderam a questionários que testaram as suas competências de leitura e conhecimento dos livros a concurso: "A Metamorfose" (de Franz Kafka) e "Não te Afastes" (de David Machado), respetivamente.
Muito em breve serão divulgados os nomes dos alunos com registo de melhor proficiência, sendo que serão esses os apurados para a próxima fase do CILC, a fase municipal, a realizar em fevereiro.
Parabéns a todos os que participaram e se envolveram neste momento de promoção leitora: alunos, desde logo, mas também professores (nomeadamente da Área disciplinar de Português) e outro pessoal de apoio ligado à biblioteca escolar.

14 de março de 2021

À conversa com as minhas personagens... [ecos da Semana da Leitura 2021]

De certo modo, quando lemos, entabulamos íntimas conversas e interpelações com as personagens que povoam os livros (amemo-las ou detestemo-las).
Na Semana da Leitura, fizemos eco de uma interessante iniciativa de lecto-escrita, levada a cabo por alunos de 9.º ano (sob orientação da prof. Cristina Gomes, de Português). A ideia assenta em captar o leitor a conversar com uma das personagens do livro que está a ler. E assim aconteceu no: "À conversa com as minhas personagens..." Cliquem e leiam!
[A BESAF parabeniza e agradece aos alunos e à professora que, empenhadamente, enriqueceram esta Semana da Leitura na ESAF] 

Criado com o Padlet

31 de março de 2017

Oficina de escrita na biblioteca

Os dados estão lançados. 
Seis dados, seis faces, seis figuras (sob o olhar dos alunos), 6 possibilidades efabulatórias... Aos intervenientes desta oficina de escrita (algo improvisada) pede-se-lhes que construam uma história, um breve conto ou narrativa, um diálogo, aquilo que quiserem fazer com as palavras.... Pede-se-lhes que efabulem, essa arte ancestral, e que dêem rédea solta à imaginação, à criatividade.

Depois, depois mãos à escrita. E depois ainda, a singela magia de podermos escutar as pequenas histórias que o jogo das possibilidades de efabulação gizaram nas mentes daqueles alunos que, ludicamente, entraram no jogo das palavras.
Assim aconteceu, esta manhã, na sala de leitura da biblioteca da ESAF - os dados sobre a mesa, uma trintena de alunos do décimo ano, a professora Natália (docente da turma) e o professor bibliotecário.
Experimenta-se e zás... uma interessante oficina de escrita.

[ Atividade da Semana da Leitura, que hoje termina...Termina?!!
... Voltamos dentro de momentos! ]

11 de julho de 2012

Avenida do Minho nº 22 - a revista da nossa escola

[Capa Avenida do Minho nº 22]
Aí está a mais recente edição da AM revista escolar Avenida do Minho, o vigésimo segundo número de um percurso iniciado nos idos de 1989, na Escola Secundária Alcaides de Faria. Não obstante o lançamento fora do timing habitual, o que nos apraz dizer é que valeu a pena a espera. Valeu porque novamente nos deparamos com uma edição que faz jus à identidade de uma revista consolidada, não apenas marcada pela dimensão artística e de design arejado e agradável a quem a folheia, observa e lê, mas também pela qualidade de muitos dos textos. Não, não é apenas um repositório jornalístico de trabalhos ou de atividades escolares (sem desmerecer a qualidade reconhecida das iniciativas desenvolvidas ao longo do ano letivo), pois inclui também textos poéticos, como prosas várias, do  texto em tom confessional aos exercícios de escrita criativa, para os quais chamamos a atenção do leitor, como ainda incursões de pendor ensaístico, seja sobre a cultura e sociedade, leitura ou artes plásticas.
Quanto ao suporte: eis-nos perante um objecto gráfico agradável ao tacto e à vista, capa com brilho e no miolo papel mate de qualidade. 
Um revista para folhear, observar, ler... guardar. Não é, afinal, uma revista também o eco de algumas das memórias da escola e das pessoas que a integram?
A revista pode ser adquirida na Papelaria da escola (ESAF) ou na Feira do Livro de Barcelos (onde foi apresentada, no passado dia 9 de julho) que decorre até domingo,16 de julho, no centro da cidade.

11 de março de 2012

Concurso de Fotografia 5ª ed. BESAF 2012

A edição deste ano do BESAF foto, concurso de fotografia promovido pela biblioteca escolar, assumiu como tema "A escrita como arma de intervenção". Tal como nas edições anteriores, com temas a gravitarem em torno do mundo da leitura, dos livros e das bibliotecas, o repto visava provocar nos jovens, em jeito de estímulo criativo, uma resposta fotográfica ao desafio proposto. Passado o período do concurso, este ano aberto a alunos de outras escolas, seleccionadas as fotos e nomeados os premiados, chegou o momento da exposição física propriamente dita, coincidente com o arte.point (colóquio de arte juvenil que se realizou na ESAF) e a Semana Concelhia da Leitura. A mostra dos trabalhos está aberta à comunidade educativa, desde a semana passada e até a finais de março, no espaço mezanino da biblioteca da nossa escola - a ES/3 Alcaides de Faria.
Clica no canto inferior direito da box para veres o documento em ecrã pleno.

17 de maio de 2011

Encontro com uma "jovem poeta"

Ainda não completou 17 anos, escreve poesia desde os 9, frequenta o 11.º ano na Escola Sec. D. Maria II - Braga, e já conta com um livro publicado - Encenar é Viver. 
Chama-se Margarida Lobato Costa, e deu à estampa este seu seu primeiro título em Outubro de 2010. A Margarida esteve ontem, dia 16 de Maio, na Biblioteca da ESAF à conversa com alunos do 7.º e 10.º ano. Um final de tarde de agradável diálogo, entre esta jovem aluna e os seus pares, em torno da palavra escrita, da leitura, da motivação para escrever, das influências, entre outros aspectos que vários alunos souberam trazer a debate graças às muitas questões colocadas. 
 Fotos: Carminda Rodrigues
Alguns dos alunos leram poemas do livro e até mesmo a autora não resistiu à leitura de um trecho poético que fará parte (confidenciou) da sua próxima obra. 
Em moldes pouco diferentes do habitual (mas não menos profícuos, se levarmos em linha de conta, desde logo, o impacto junto dos alunos), a BE recebeu alguém que dá os primeiros passos no mundo da escrita publicada e que escreve com regularidade, passando para a assistência um pouco do afã que a leva a escrever e a publicar.

24 de novembro de 2010

Prix du meilleur livre étranger 2010

Enquanto aguardamos, com ânsia, o encontro com o escritor, aqui na nossa biblioteca, lá para Dezembro; enquanto viajamos com Bloom e interagimos com alguns imprescindíveis do Bairro... lemos, nas notícias, que "le prix du meilleur livre étranger" publicado em França (2010), foi atribuído ao romance Aprender a Rezar na Era da Técnica (Apprendre à prier à l`ère de la technique), de Gonçalo M. Tavares, vertido para o francês por Dominique Nedellec (publicação: Editions Viviane Hamy).
O prémio du meilleur livre étranger foi criado em 1948. De entre os premiados, encontramos nomes de reputados autores da literatura mundial: Lobo Antunes (1997), Musil (1958), Bioy Casares (1979), Updike (1965), Philip Roth (2000), Peter Carey (2003), Pamuk (2002), Mário Vargas llosa (1980), Kawabata (1961), Durrel, Carpentier, Canetti... entre tantos outros.
Aprender a Rezar na Era da Técnica, foi editado, em 2007, pela Caminho. 
Parabéns Gonçalo!

17 de outubro de 2009

Prémio José Saramago - 2009 atribuído a João Tordo


Temo-lo por cá desde que saiu. Possui a capa que aqui vêem. Foi escrito por um autor que muito nos agradaria ver passar pela nossa biblioteca. Curiosamente, há dias, quando falava com a nossa interlocutora da biblioteca municipal, veio novamente a ideia à baila... trazer João Tordo à nossa biblioteca escolar. A vontade rumina desde há mais de um ano. Será desta?

E agora esta boa notícia:
João Tordo, com o romance As Três Vidas (Quidnovi, 2008), acaba de vencer o Prémio José Saramago - 2009.
Nascido em 1975, João Tordo tem formação em Filosofia, estudou jornalismo e escrita criativa, passou por Londres e Nova Iorque, onde trabalhou (fonte: Antena 1). É autor dos romances: "O Livro dos Homens sem luz" (2004), "Hotel Memória" (2007) e do agora premiado "As três Vidas" (2008). Entre as sua influências literárias contam-se H. Melville e Edgar A. Poe.

25 de setembro de 2009

"Meia hora para mudar a minha vida"


Para aquele(a)s que gostam de escrever e têm jeito para a escrita criativa, eis uma oportunidade para testarem o seu talento.
Não hesites... uma, duas ou três folhas em branco (ou a folha do processador de texto), o lápis, a esferográfica ou o teclado, e mãos à obra... escrever é preciso! Tanto mais quando o desafio é nada mais nada menos que - "Meia hora para mudar a minha vida", num texto original. Interessante ehn!
Uma nota para referir que este concurso de escrita criativa se enquadra no âmbito dos "30 anos de livros de Alice Vieira"
Mas atenção, não passes já daqui para o processador de texto ou para a folha em branco que tenhas à mão, sem antes seguir este link.



17 de abril de 2009

Jacinto Lucas Pires na Biblioteca

À conversa com Jacinto Lucas Pires, é a proposta da BE para hoje, sexta, 17 de Abril, pelas 21:15, no espaço habitual: entre os livros e as pessoas.
Autor de obras como: "Para averiguar do seu grau de pureza", "Perfeitos Milagres", "Assobiar em público", entre outras que vão do conto ao teatro; Jacinto L. Pires, nascido em 1974, também realiza, escreve argumentos, compõe e canta - atenda-se ao projecto musical Os Quais (parceria com o artista plástico Tomás Cunha Ferreira).
Cá esperamos o escritor, argumentista, vocalista, letrista... para quem todos estes modos de intervenção artística são, em última análise, "a arte da escrita", embora em diferentes registos.


3 de dezembro de 2007

Podem as páginas de um livro...

Este texto testemunha o encontro entre uma mulher desencontrada de si mesma e o retrato do seu próprio eu, ocorrido aquando duma visita à Biblioteca da Escola Secundária Alcaides de Faria.

Naquele dia viera mais cedo.
Um sentimento de angústia crua e amarga inibia-lhe o sorriso. Olhava os outros como a turba que a comprimia até às entranhas. Enjoada das realidades doentias e abomináveis, escrevera nessa mesma madrugada um belo hino à beleza e à juventude que se lhe vinham esquivando, cada vez mais freneticamente.
Chegou, abriu melancolicamente a porta; olhou sem nada ver e como que instintivamente, abeirou-se de uma cadeira; puxou-a para si e abandonou-se a ela.
Incapaz de uma pronta resposta à mágoa avassaladora e madrasta que lhe batia de uma forma cadenciada no mais profundo do eu, aquela mulher de olhar vivo e conturbado, como inquisidora implacável a mando do espírito, rebusca e rebusca e volta a rebuscar o motivo de tal estado de alma, sem contudo o encontrar.
Numa atitude de justificar a utilidade do momento, olhou vagamente em redor, acabando por se deter numa parede, onde, exposto, estava um trabalho executado com originalidade e poder criativo: o livro “O retrato de Dorian Gray” de Oscar Wilde, aberto nas páginas 34 e 35, aprisionado por arames que se entrecruzavam
despertara-lhe a curiosidade. Levantou-se, e já cara a cara, o livro sorriu. Incrédula, olhou-o de novo, de novo sorriu.
Estaria louca?
Tentando decifrar a intenção do criador, contemplou, reflectiu e leu:
“Tenho ciúmes de tudo em que a beleza não morre. Tenho ciúmes do meu retrato que você pintou. Por que há-de ele conservar o que tenho eu de perder? Cada momento que passa rouba-me algo, e dá-o a ele. Ah, se acontecesse ao contrário! Se o retrato pudesse mudar e pudesse eu ser sempre como sou agora!”
Sentindo a força e o poder daquelas palavras, agora despidas, invadindo, sugando-lhe o ser… também os olhos (os seus) como os de Dorian Gray, “se arrasavam de lágrimas escaldantes”…
Encontrara inesperada e finalmente a razão de tanta angústia, tanta mágoa, tanta dúvida, tanta tristeza inexplicável!
Tudo era agora tão claro! ...

por Méssá

Uma nota de rodapé:
São sempre bem vindos estes exercícios de escrita, estes "desvendares" de estados de alma, estes olhares sobre o que nos cerca e dos reflexos que daí emanam... mostram que este espaço pode ser um espaço de interacção. Um espaço vivo.
Obrigado Méssá, cá esperamos mais textos teus.