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31 de outubro de 2014

Halloween entre os livros...

Num espaço cheio de referências ao espírito da época, com toda a simbologia que Halloween convoca: gatos negros, morcegos, aranhas, bruxas... sem esquecer a incontornável abóbora, assim decorreu a evocação desta data, levada a cabo pela biblioteca escolar. Abordar o Halloween  pela poesia, pela imagética popular e pelas imagens em movimento, era o nosso desiderato. 
E foi com poesia que a sessão se iniciou - leitura dramatizada e encenada de um poema de José Régio, intitulado "O poeta doido, o vitral e a santa morta", da obra Poemas de Deus e do Diabo (1925). Rui Campos recriou, pela voz, pelo gesto e a mímica, contando com a colaboração de um grupo de cinco alunos do 8.ªE, toda a negra ambiência do poema, texto de arrepios e noite de assombros. Noite tão gótica quanto o conto de Mary Shelley - Frankenstein - numa transfiguração fílmica de James Whale, datada de 1931, que se sucedeu ao onírico pesadelo do poeta de que nos falava Régio. Um clássico ainda capaz  de nos suscitar suspense e medo.  

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