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28 de Dezembro de 2009

Li, gostei e recomendo... a palavra aos leitores

O que nos diz Abílio Garrido, aluno do 12.º E, sobre esta saga que leu, gostou e recomenda:
Autor: Filipe Faria
Título: Crónicas de Allaryia (seis volumes)
Género: Literatura Fantástica
Editor: Presença
Colecção: Via Láctea
Títulos e ano de publicação: A Manopla da Karasthan (vol.1, 2002); Os Filhos do Flagelo (vol.2, 2002); Marés Negras (vol.3, 2003); A Essência da Lâmina (vol.4, 2005); Vagas de Fogo (vol.5, 2007) e O Fado da Sombra (vol.6, 2009).

"Para quem gosta de Tolkien, esta saga é ideal. É uma combinação de aventura, fantasia, drama e comédia. O autor, Filipe Faria, encontra-se entre os pioneiros da escrita fantástica no nosso país. Com apenas dezoito anos, ganhou o Prémio Branquinho da Fonseca (atribuído pela Fundação Caloute Gulbenkian e semanário Expresso) em Nov. de 2001, com o primeiro livro da saga (que já conta com seis e espera-se o 7.º e último) - A Manopla de Karasthan.
As Crónicas de Allaryia são uma saga que retrata a emocionante viagem de oito amigos, Aewyre, um jovem cavaleiro, líder do grupo e filho mais novo do desaparecido Rei de Allaryia; Alumno, um mago e conselheiro de Aewyre; Lhiannah, uma bela princesa guerreira; Worick, um thuragar (anão) e mestre de Lhiannah; Quenestil, um eahan (elfo) e amigo de infância de Aewyre; Babaki, um antroleo (humanóide); Taislin, um burrik (ladrão que gosta de aliviar o peso às pessoas) e Slayra, uma eahan negra (assassina).
O propósito da viagem é conhecer o real destino do pai de Aewyre. Durante esta viagem deparam-se com aventuras alucinantes, e a cada esquina surgem perigos mais terríveis e seres aterradores esperam, ocultos nas sombras, o melhor momento para atacar. Mas os laços de amizade que unem os elementos do grupo estão cada vez mais fortes e, juntos, sentem-se capazes de enfrentar qualquer inimigo...
Requisitei os livros na biblioteca escolar e foram, para mim, de leitura imparável. Livros lidos com gosto e avidez."

15 de Dezembro de 2009

J. Luís Peixoto na Biblioteca


JD
Sexta-feira, 11 de Dezembro. Manhã luminosa, dia de sol, jorrando luz por entre as últimas folhas de Outono e as janelas da biblioteca escolar. De mansinho, chegava à escola o escritor. Autor de obras como: Morreste-me (2000), Nenhum Olhar (2000), Uma Casa na Escuridão (2002), Antídoto (2003), Cemitério de Pianos (2006) e Cal (2007) - todas em prosa; A Criança em Ruínas (2001), A Casa, a Escuridão (2002), e mais recentemente (2009) Gaveta de Papéis - poesia.
Feitas as apresentações, num ambiente de grande informalidade, ouviram-se excertos de algumas das obras do autor (lidos por alunos e uma voz madura - de contador de histórias - que já por cá passou algumas vezes - Armindo Cerqueira, de nome).
Chegou, entretanto, a vez do José Luís Peixoto para nos falar de tantas coisas presentes no dia-a-dia do labor de quem escreve. Dos seus poemas, das suas prosas, das suas andanças e histórias, do seu ofício das belas letras, dos temas que perpassam os seus textos, da morte e da vida, da artificialidade de algumas vidas, enfim... um pouco daquilo que preenche a bagagem do escritor,... absorvido pelos alunos que enchiam o espaço da biblioteca.

A matinal jornada do escritor, no coração da escola, quedou-se alegre e cordial entre alguns professores, alunos (muitos) ávidos de um autógrafo que, energicamente, o José Luís lá foi apondo nas tiras dos marcadores de livros que lhe estendiam, nas páginas de rosto de alguns dos livros da sua pena, até num dos cartazes que o anunciaram.Uma festa singela, mas intensa no que toca aos livros, ao acto de ler e de escrever. À literatura. E...também à vida.
Entre os presentes, uma substantiva impressão de que o JLPeixoto retornará a estas paragens... talvez!
Talvez um dia destes, para falar de livros entre os jovens.
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Para saberes um pouco mais sobre o escritor, uma breve nota biográfica retirada de uma badana de um dos seus livros (fonte: Bertrand)
"José Luís Peixoto nasceu em 1974, em Galveias, Ponte de Sor. É licenciado em Línguas e Literaturas Modernas pela Universidade Nova de Lisboa. É colaborador de diversas publicações nacionais e estrangeiras, e a sua obra ficcional e poética figura em dezenas de antologias traduzidas num vasto número de idiomas. Em 2001, recebeu o Prémio José Saramago com o romance Nenhum Olhar. As suas peças de teatro são representadas em alguns dos mais prestigiados palcos da Europa e os seus romances estão publicados em França, Itália, Bulgária, Turquia, Finlândia, Holanda, Espanha, Inglaterra entre outros."

13 de Dezembro de 2009

Direitos Humanos

No passado dia 10, a Biblioteca Escolar, com a colaboração de um grupo substancial de alunos (do 7.º ao 12.º ano), evocou os 61 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Breve nota sobre o ocorrido: Primeiro o estranhamento, sobretudo dos alunos mais novos, ao confrontarem-se com o
s balões colados ao tecto da BE; depois a curiosidade, quando puxando os balões, um a um, se davam conta que sobre a sua superfície estava inscrito um artigo da DUDH. Finalmente a leitura de poesia no exterior (junto aos monoblocos) - "é urgente o amor..." (Eugénio de Andrade, dito por Marta Barbosa, 12.º), seguida da largada de balões. Fotos: BESAF

"A Declaração Universal dos Direitos Humanos nasceu no dia 10 de Dezembro de 1948, depois de o mundo ter tomado consciência das consequências nefastas da segunda Guerra Mundial. De forma a garantir que tamanhas atrocidades não voltariam a ser cometidas, os Estados membros da ONU acordaram em elaborar uma declaração para a defesa dos Direitos Humanos. São 30 os artigos desta declaração, nos quais estão compreendidos os direitos civis, económicos, sociais e culturais" (fonte: Amnistia Internacional)



7 de Dezembro de 2009

Li, gostei e recomendo... a palavra aos leitores

O que nos diz Daniela Silva, aluna do 12.º F, sobre este livro que leu, gostou e recomenda:

Baunilha e Chocolate


Autor: Sveva Casati Modignani

Título original:
Vaniglia e Cioccolato
Editor: ASA
N.º de págs.: 416
Ano de publicação: 2002



"Este romance trata da história de um casal, Andrea e Penelope, que tem três filhos: Lucia, Daniele e Luca. Quando se conheceram, Andrea e Penelope, ficaram presos por um amor de sonho. Contudo, com o casamento veio a monotonia e a responsabilidade, que caiu toda sobre os ombros de Penelope.
Andrea é um marido infiel e imaturo, um pai ausente, que nunca assume os seus erros, nem tão poucos se questiona sobre o que sentirá Penelope face a certas atitudes suas, assim como não lhe ocorre pensar na possibilidade da sua mulher o trair ou o deixar. Está convencido de que a sua mulher é "feliz" ou, pelo menos, uma eterna conformada com aquela vida.
Porém, para choque de Andrea, Penelope sai de casa e deixa-o com a responsabilidade dos filhos, da casa e dos animais. Esta separação, tão inesperada para Andrea, acabará por ser uma "ajuda" para si, levando-o a aproximar-se mais dos seus filhos e a reconhecer verdadeiro valor à sua mulher.
Com a separação e a distância, na correspondência que começam a trocar, cada um a seu modo acaba por revelar segredos e momentos que intimamente os marcaram, nunca antes revelados.
Já será tarde demais? Conseguirá Penelope perdoar todos os erros do seu marido? O amor de adolescência voltará e vencerá a desilusão daqueles dezoito anos de casamento?
Respostas para estas questões?
Nada como ler o livro, que não só me agradou como me fez reflectir."

4 de Dezembro de 2009

Li, gostei e recomendo... a palavra aos leitores

O que nos diz David Pampillo, aluno do 9.º E, sobre este livro que leu, gostou e recomenda:

A Turma


Autor: François Bégaudeau
Título original: Entre les murs Editor: Dom Quixote
Colecção: Ficção Universal
N.º de Págs.: 226
Ano de publicação: 2008


"Há livros que nos marcam, e com certeza este foi um deles, pois ensina-nos que a tolerância e a igualdade são bens e valores preciosos que não devem de maneira nenhuma ser menosprezados.
Mas esquecemo-nos frequentemente destes valores e apenas nos conformamos com aquilo que se passa à nossa frente, não fazendo nada para mudar ou melhorar as nossas atitudes, por isso recomendo vivamente este livro, pois ensinar-nos-á por igual e sem discriminações.
O livro, que esteve na base do filme com o mesmo título, premiado em Cannes - 2008, com a Palma de Ouro, aborda o ambiente numa escola e aquilo que lá acontece. Problemas marcantes e verdadeiramente importantes aos quais não ficamos indiferentes, porque eles também nos dizem respeito.
O mais incrível deste livro é que nos dá um retrato perfeito da vida daqueles que faziam parte da turma a cargo de um professor de Francês, colocado numa escola pública de Paris. No dia-a-dia da escola, trava-se como que uma verdadeira batalha entre dois grupos, de um lado - Alyssa, Sandra, Hakim, Mezut e muitos outros alunos, e do outro, os professores - François, Sylvie, Marie, entre outros. Opiniões, controvérsias, diferenças, modos de estar, símbolos, vestuário, manias, etnias, classes, culturas diferentes, mas misturadas num grupo submetido às mesmas regras.
Em conclusão: empate ou queda de um dos grupos? Isso é um desafio que te cabe a ti descobrir, lendo esta obra que requisitei na biblioteca da nossa escola."

Recurso de suporte ao estudo da obra de F. Pessoa

A BE coloca ao dispor dos seus utilizadores/leitores mais um recurso bibliográfico (a acrescer àqueles que já indicámos aqui) de apoio ao estudo da obra de Pessoa. Desta feita, está já disponível para consulta e leitura local a obra "Fernando Pessoa e heterónimos - o texto em análise", de António Afonso Borregana. O autor, por via de uma abordagem "acessível e abrangente percorre os movimentos "Orpheu" e "Presença", avançando com propostas de análise de poemas mais representativos da obra pessoana.

3 de Dezembro de 2009

Li, gostei e recomendo... a palavra aos leitores

O que nos diz Alexandra Rodrigues, aluna do 12.º F, sobre este livro que leu, gostou e recomenda:

Vagabundos de Nós


Autor: Daniel Sampaio
Editor: Caminho
Colecção: Obras de Daniel Sampaio

N.º de Págs.: 176

Categoria: Romance





"Li, gostei e recomendo este livro, porque nos fala de um tema muito actual e polémico que é a Homossexualidade, mas também nos ajuda a perceber que não se trata tão só de uma opção, pois ser diferente não é uma questão de escolha.
Esta história fala-nos também de uma mãe com um grande instinto de protecção em relação a um dos seus filhos (o protagonista - Diogo) e do mundo à parte que os dois (mãe e filho) acabam por criar para ambos.
Mesmo com esta relação de proximidade, com confidências e amizade, será que Luísa (a mãe) vai conseguir aceitar a ideia de que o seu filho (Diogo) nunca lhe poderá dar netos? Será que vai conseguir pôr de parte a frustração e o medo face ao preconceito e à ignorância da sociedade? E quanto a Diogo? Será que vai conseguir assumir-se perante tudo e todos, especialmente perante o seu pai?
Aqui fica uma série de interrogações que, creio, te levarão à leitura deste livro. Espero que gostes! :)

1 de Dezembro de 2009

MENSAGEM (Fernando Pessoa) - 75 anos

Mensagem. Fernando Pessoa. Lisboa: Ed. Parceria António Maria Pereira, 1934
Fonte: MultiPessoa
Há 75 anos, no primeiro de Dezembro de 1934, Fernando Pessoa via publicado o seu primeiro livro de poesia em língua portuguesa - Mensagem (sob a chancela da editora Parceria António Maria Pereira).
Não obstante ter publicado alguns opúsculos de poesia em inglês, Pessoa editou a única obra de poesia (em língua portuguesa) publicada ainda em vida (morreria cerca de um ano depois - 30-11-1935) - Mensagem - aquela que é considerada, por muitos, a mais emblemática das suas obras.
Primeiro
O dos Castelos

A Europa jaz, posta nos cotovelos:
De Oriente a Ocidente jaz, fitando,

E toldam-lhe românticos cabelos
Olhos gregos, lembrando.


O cotovelo esquerdo é recuado;

O direito é em ângulo disposto.

Aquele diz Itália, onde é pousado;
Este diz Inglaterra
onde, afastado,
A mão sustenta, em que se apoia o rosto.


Fita, com o olhar esfíngico e fatal,

O Ocidente, futuro do passado.


O rosto com que fita é Portugal.

in Mensagem
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A Biblioteca Escolar aproveita esta evocação para dar conhecimento aos seus utilizadores/leitores de novas aquisições, no que concerne a recursos susceptíveis de serem utilizados como suporte ao estudo da Mensagem, assim como de outras obras de Fernando Pessoa e heterónimos.
Um outro recurso, este digital, que não deixarás de consultar, é uma pagina web designada: Multipessoa - Arquivo Pessoa, a visitar aqui.

Se desejares, clica em cada um dos itens da apresentação para conheceres as aquisições recentes da BESAF: