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26 de novembro de 2014

Ecos da Semana da Cultura Científica #2

Cientistas entre nós! Uma performance de alunos representando alguns cientistas de incontornável fulgor na história da ciência e das ideias científicas. Assim aconteceu ontem, 3.ª feira, na sala de leitura da biblioteca da ESAF. Mas também poesia, poesia com ciência e música, com leitura expressiva e encenada dos poemas "Lágrima de Preta" e "Poema para Galileu", ambos de António Gedeão, o poeta, pseudónimo de Rómulo de Carvalho, o excepcional homem de ciência, professor e divulgador, que marcou o nosso século XX. Perante uma sala de leitura com dezenas de alunos e vários professores, alunos da prof.ª Júlia e do prof. Victor, ambos de Física e Química, levaram-nos, pelas suas performance à vida, obra e contributos de cientistas como: Ptolomeu, Copérnico, Galileu, Newton, Einstein e até o astronauta Neil Armstrong. Sim, tivemos a oportunidade de ver em confronto as teorias: geocêntrica (Ptolomeu) e heliocêntrica (Copérnico, Kepler, Galileu). Copérnico e Galileu em diálogo histórico com Ptolomeu... um momento que nos fez recordar também os feitos do pai da Ciência Moderna. Dali, seguimos na roda do tempo, para um dos mais brilhantes momentos da história da ciência, e nos ombros de gigantes lá convivemos com Newton e as suas teorias, tão marcantes no universo da Física, mas não só. Outro salto e eis-nos no século XX, desta feita para lembrar Einstein. Einstein que falou de si, do seu percurso de vida, das suas descobertas e teorias. Foi bom ouvi-lo, tão condizente com a sua caracterização. Faltava um saltinho mais até finais dos anos sessenta do século passado, desta feita com o homem que pela primeira vez pisou o solo lunar, a mostrar como o Homem pode ir longe... Neil Armstrong, claro!
De volta à Terra, poesia das alturas, com a leitura expressiva de Lágrima de Preta (onde também coube uma leitura encenada, com "água quase tudo e cloreto de sódio") a cargo de alunos do 8.º ano e do 12.º ano. Um grande final para ouvirmos e seguirmos a beleza desse extraordinário poema que é Poema para Galileu, de António Gedeão.

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