Páginas

27 de Junho de 2011

Parabéns, Gonçalo M. Tavares!



Foi com imenso prazer que dissemos, em 13 de Dezembro de 2010, aquando do encontro com Gonçalo M. Tavares aqui na nossa biblioteca escolar, num breve texto de apresentação deste grande escritor a muitos elementos da comunidade educativa, que era um privilégio para nós ouvi-lo “falar da literatura e talvez da teimosia desta em continuar a surpreender-nos 2500 anos depois de Homero (com autores como Gonçalo M. Tavares, por exemplo)”. E confirmou-se (o privilégio).
Foi com imenso prazer que aproveitámos, naquele encontro memorável (relembrar aqui), a performance de leitura encenada, levada a cabo por alunos e alguns professores da escola, de uma sequência de momentos (previamente seleccionados) dessa "íntima viagem em fuga, a de Bloom, ao coração de uma derradeira utopia, mais devedora de uma projecção individual e interior do que de uma realidade paradoxalmente inatingível (matéria de todas as utopias)" (jd). Referimo-nos a essa fascinante obra, publicada no ano passado, que leva o título: Uma Viagem à Índia.
É com imenso prazer que, aqui e agora, fazemos eco de uma notícia de hoje: 
Gonçalo M. Tavares venceu, com Uma Viagem à Índia, o Grande Prémio de Romance e Novela atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores (APE)/Ministério da Cultura, depois de já ter recebido, pela mesma obra, o Prémio Melhor Narrativa Ficcional 2010 (da Sociedade Portuguesa de Autores) e o Prémio Especial de Imprensa Melhor Livro 2010 (Ler/Booktailors).
Parabéns, Gonçalo!

16 de Junho de 2011

Manuel António Pina - ecos de uma tertúlia com alunos e professores

Aproveitando a imagem e o leitmotiv da capa (via Ciberescritas) do ípsilon de amanhã (6.ª, 17/06/2011), suplemento do Público - jornal que diariamente disponibilizamos na nossa área de leitura informal/hemeroteca - e resgatando, dos nossos registos e apontamentos, algumas das frases de há oito dias, que ouvimos da boca de M. A. Pina, quando tivemos a honra de o receber, numa tertúlia dinamizada na e pela nossa biblioteca escolar, frases que prenderam a atenção de todos quantos se deslocaram ao nosso espaço, aqui as deixamos para relembrar o momento. Também para pensar.

#1  "A vida é uma espécie de rio que corre para a nascente... acabamos sempre por regressar."

#2  "Os poetas ambicionam a inocência da infância, a de ver as coisas pela primeira vez."

#3  "As palavras não servem apenas para designar o mundo, servem também para criar mundos..."

#4  "O génio da Língua Portuguesa exprime-se mais na poesia do que na ficção."

#5  "Pessoa, sozinho, é por si só uma literatura."

#6  "Todos os poetas têm uma relação muito particular com a mãe e com a infância, com a origem, com o princípio..."

#7  "Só há dois temas em toda a arte: o amor e a morte. O amor ligado à origem do Ser... a morte ao desaparecimento do Ser (...) dois abismos desconhecidos: o antes e o depois. Perante esses abismos os homens interrogam-se sob a forma de música, poesia, filosofia..."

[Frases de Manuel António Pina, recolhidas numa tarde (09. Junho.11) de agradável conversa com professores e alunos, na sala de leitura da biblioteca escolar da ES Alcaides de Faria.]

Nós gostamos de ler.

Amanhã, sexta-feira (17/06 | 10h), levaremos a cabo uma singela "cerimónia" de entrega de prémios (naturalmente: livros) aos alunos seleccionados na 1.ª Fase do Concurso Nacional de Leitura (fase escolar) e que representaram a escola na 2ª fase (distrital) em provas realizadas na Biblioteca Municipal de Barcelos. E embora saibamos que a entrega de um prémio a quem se destaca num certame de leitura é sempre um factor de motivação acrescido, vamos, nessa curta sessão, apresentar um vídeo que reúne uma série de depoimentos de alunos sobre a importância da leitura, o hábito de ler, a participação em certames como este...
Fica o exemplo dos pares - queres assistir? 
O convite dirige-se a toda a comunidade escolar.
Os apetecíveis prémios.

À conversa com o escritor e professor J. Ilídio Torres

Porque motivar para a leitura pode e deve ser tarefa que compete a todo o professor, qualquer que seja a área disciplinar que lecciona, foi com muito gosto que a biblioteca da escola recebeu, esta manhã, uma iniciativa desenvolvida por professores das áreas de Geografia, Matemática e Línguas - o encontro com o escritor barcelense (também ele professor) José Ilídio Torres, que à nossa escola se deslocou a convite do prof. Luís Correia. 
Este encontro com alunos do 7.º ano e alguns professores, foi um momento de agradável interacção com quem escreve, da poesia ao romance, passando pelo conto. O autor falou um pouco de si, do seu processo de escrita, de algumas das suas obras, com histórias complementares à mistura, do que está na génese do seu labor com as palavras, entre tantas outros aspectos que os alunos souberam trazer ao de cima, graças às várias perguntas que lhe colocaram. Um interessante momento de promoção da leitura, onde nem sequer faltou a leitura de poemas, quer pelos alunos quer pelo escritor.
Fotos: Luísa Roboredo

Premiadas no Consurso de Fotografia BESAF 2011

Esta manhã: entrega dos prémios às três vencedoras da 4.ª edição do concurso de Fotografia BESAF 2011, cujo tema foi "A minha biblioteca". Parabéns!
1.º prémio - Câmara fotográfica digital Samsung 10 Mega Pixels (aluna Ana Cláudia Cibrão, 12.º ano).
2.º Prémio - O Cemitério de Praga, de Umberto Eco (aluna Cristina Peixoto, 12.º ano).
3.º prémio - Por este mundo acima, de Patrícia Reis (aluna Susana Moreira, 11.º ano).
Revê as os trabalhos premiados aqui
Confere a lista dos premiados aqui

15 de Junho de 2011

José Ilídio Torres - o escritor vem à escola

José Ilídio Torres, escritor barcelense,vai estar amanhã, quinta-feira, dia 16 de Junho, pelas 10h, na Biblioteca da ESAF para conversar com alunos do 7.º ano, mas o encontro também está aberto a todos os alunos (preferencialmente do ensino básico) que queiram ouvir e interagir com o escritor.
Por indicação e intermediação do colega Luís Correia, que convidou e, em parceria com outras colegas e muitos alunos, preparou esta visita, a Biblioteca conta assim com a presença deste escritor que, para além de obra publicada para a infância, tem também produção literária na área da poesia, romance e conto.

14 de Junho de 2011

Crónica de uma tarde com Manuel António Pina

De entre a panóplia de valências informativas, formativas e educacionais (no sentido abrangente do termo), em torno da facilitação de acesso à informação e desta ao conhecimento, da prestação de serviços e pontos de acesso ao saber partilhado, de suporte (dificilmente mensurável mas tangível) à acção educativa, etc., uma há que também gostamos de trabalhar, cientes de que, de algum modo, não só promove um dos nossos mais caros desideratos – formar leitores competentes – mas porque possibilita uma aproximação aos livros, à literatura, numa palavra, à cultura, por via de encontros com autores e da realização de iniciativas que quebram a rotina (saudável, se criativa) do dia a dia de uma biblioteca escolar (BE). E isso acontece a cada passo na nossa biblioteca, seja por iniciativa própria seja por acções concertadas de partilha e parceria com a biblioteca municipal e o serviço de apoio às bibliotecas escolares do concelho. Desta feita, coube-nos materializar o desejo, acalentado desde o início do ano lectivo, de trazer até nós mais um grande escritor da nossa língua – o poeta, cronista e jornalista, Manuel António Pina. Tal aconteceu na passada quinta-feira, 9 de Junho, numa tarde de grande azáfama e saudável tertúlia com o mais recente prémio Camões (2011).
Queríamos estar à altura do privilégio que nos fora concedido de receber um dos poetas (contemporâneos) maiores da nossa língua, que ombreia com outros grandes nomes da poesia portuguesa do séc. XX. E ficámos convencidos de que o encontro, de mais de duas horas, com M.A.Pina, não ficou aquém das expectativas que havíamos gerado ao longo dos muitos dias que antecederam a sessão. Esta envolveu vários alunos (do 7.º ao 12.º ano) que, da leitura expressiva de poemas vários do autor, à dança, expressando as suas palavras, passando pela música, foram grandes nas interpretações que levaram a cabo.
 Respigue-se, pois, do bloco de notas:
13:45 – É já grande a azáfama no espaço da biblioteca, com os alunos a relerem os poemas que haviam sido distribuídos dias antes (uma selecção de poemas vários da vária obra de Manuel António Pina, cuidadosamente organizados por uma prof.ª da equipa da BE – Marieta Barbosa). Na memória recente, os últimos ensaios (nunca com todos -  aulas e testes de fim de ano são prioritários e os exames “estão à porta”) feitos nos finais de tarde dos dias anteriores, sob supervisão da prof.ª Marieta e do prof. bibliotecário. O cenário, esse, fora aprontado durante a manhã (labor de toda a equipa da BE): cadeiras e sofás dispostos a preceito; no cavalete, junto às escadas de acesso ao mezanino, uma imagem muito expressiva de M. A. Pina, desenhada, a pastel sépia, por uma aluna de Artes (Ana Rita Senra); no varandim norte do mezanino, sobre a parede, uma manta feita à mão em macramé, singela homenagem ao prémio Camões; em redor, as estantes de livros banhadas pela difusa luz do início de tarde. No éter, os sons do oboé, da flauta transversal, do saxofone barítono, do violino, e dos clarinetes, acertando as frequências da Pavane de Gabriel Fauré, que haveria de abrir a sessão. E, fazendo oscilar esse mesmo ar, os passos de dança de duas alunas procurando ainda, num último ensaio, aprimorar a coreografia interpretativa do belíssimo poema A esta hora / na infância neva…
15:30 – Aguarda-se o escritor/poeta. O espaço está praticamente cheio de alunos e professores; também alguns elementos da comunidade envolvente. O autor chega, os olhares cruzam-se: “ - É este o poeta?” interrogam-se entre si alguns alunos, “- Sim, o autor daqueles livros que estão ali no expositor, logo à entrada… não viste?” – redarguiu uma aluna mais entendida.
A sessão vai começar. Faz-se silêncio (a apresentação do autor será feita momentos mais tarde, no fim da performance de música, palavras e dança). O sexteto (jovens alunos estudantes de música), mirando as partituras, aguarda o sinal. Um dedo no ar e a Pavane de Fauré faz-se ouvir no alto “pé direito” da biblioteca. Escuta-se com atenção. Terminada a música, uma sucessão de vozes e movimentos no espaço dão corpo e expressão aos poemas escolhidos. A poesia está no ar, faz-nos vibrar. Seguimo-la, ora dócil e fulgurante, ora complexa e densa, convocando sentidos, evocando memórias, mas também suscitando a cogitação em torno desta ou aquela imagem, deste ou aquele pensamento, num constante estremecimento de palavras e de gestos.
16:15 – A performance chega ao fim, os aplausos demonstram, efusivamente, a recepção viva do que havia sido dito e representado. Apresenta-se o autor. Sucedem-se as questões e as respostas numa interacção que confirma os seus dotes de agradável conversador, de alguém que embalado pela textura das histórias, pela metáfora emergente, e o humor fino e de viva inteligência nos leva pelos mais multifacetados meandros da cultura e do saber. Fala-se de poesia, de como fomos e somos grandes no panorama poético, não tanto no do romance ou da dramaturgia, mas sobretudo neste da arte de versejar (M. A. Pina evoca alguns dos mais notáveis da poesia portuguesa do séc. XX). Fala-se de grandes temas, com a leveza que só ele sabe imprimir à conversa que tece, do amor e da morte à física quântica (interessante diálogo aquele entre o poeta e uma professora de Física, Pilar Mendez), até da espuma das coisas que nos tece o quotidiano, com muitos risos e sorrisos à mistura. 
Desenvoltura, ambiente livre e sereno, onde nem sequer faltam os três gatos juvenis que do cesto, hesitantes mas curiosos, saltam para deambular entre estantes e pernas em busca de mimos. Momentos de aliciante conversa prendendo a atenção de uma plateia interessada.
18:00 – É tempo de fechar a espiral de temas de conversa que se laçam e entrelaçam. Chega ao fim o encontro com o poeta. Partilha-se a alegria de uma tarde bem passada entre livros e pessoas, de uma tertúlia que, com certeza, deixou um pouco mais ricos aqueles que à BE se deslocaram. 
Valeu a pena. Vale sempre a pena falar de livros, de literatura, de ciência, de palavras e de ideias que nos constroem sempre um pouco mais. Vale sempre a pena fazer da biblioteca um local de encontro, um espaço de troca de ideias e de sensibilidades, a par de tantas, tantas outras dimensões que trazem valor acrescido à escola. [JD]

13 de Junho de 2011

Há 123 anos, numa casa em frente...

do Teatro S. Carlos, em Lisboa, nascia aquele que levaria o nome de Fernando António Nogueira Pessoa.
O maior poeta do século XX português, um dos maiores da nossa Língua, nasceu no dia em que se celebrava S. António (não será por acaso o Fernando António).
(pintura de Almada Negreiros)
E porque de aniversário se trata, aqui deixamos um excerto do poema Aniversário (de Álvaro de Campos, heterónimo de Fernando Pessoa)
Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas, o resto na sombra debaixo do alçado —,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...

8 de Junho de 2011

Manuel António Pina - amanhã, entre livros e pessoas, aqui na biblioteca

Manuel António Pina, poeta, cronista, escritor e jornalista, vencedor do mais prestigiado prémio literário da Língua Portuguesa, o Prémio Camões (2011), estará à conversa connosco, amanhã, 9 de Junho, pelas 15h, na sala de leitura da biblioteca escolar da ES/3 Alcaides de Faria - Barcelos
É para nós uma honra poder contar com a presença de um dos maiores poetas contemporâneos.

4 de Junho de 2011

Livros e História na secção de periódicos

Um recuo de 50 anos no tempo - Primavera de 1961 - para conhecer e reflectir sobre um dos "mais dramáticos" momentos da nossa História recente: o despertar da guerra colonial. Antecedentes, protagonistas e histórias é a proposta do último n.º da revista Visão História (n.º 12, Junho 2011) num vasto conjunto de textos, fotografias, mapas, cronologias. Publicação que já pode consultar na biblioteca.

Já no mundo dos livros e no presente, temos a revista Os Meus Livros (n.º99, Junho 2011), com entrevistas (Urbano Tavares Rodrigues, Gilles Lipovetsky, Margarida Noronha), notícias e muitas recensões críticas; tudo em torno do mundo dos livros e da literatura. Também disponível nos escaparates da área de leitura informal da biblioteca.

3 de Junho de 2011

Novidades na estante

Uma mão cheia de livros que prometem longas e boas leituras.

A rapariga que roubava livros - sugestão de leitura

Autor: Markus Zusak
Editor: Edit. Presença
Páginas: 462
Ano de publicação: 2010 (6.ª ed.)

ISBN: 978-972-23-3907-0
(Ler+ - livro recomendado pelo PNL - Plano Nacional de Leitura) 
Já disponível na biblioteca. 



 Sinopse:
"Quando a morte nos conta uma história temos todo o interesse em escutá-la. Assumindo o papel de narrador em A Rapariga Que Roubava Livros, vamos ao seu encontro na Alemanha, por ocasião da segunda guerra mundial, onde ela tem uma função muito activa na recolha de almas vítimas do conflito. E é por esta altura que se cruza pela segunda vez com Liesel, uma menina de nove anos de idade, entregue para adopção, que já tinha passado pelos olhos da morte no funeral do seu pequeno irmão. Foi aí que Liesel roubou o seu primeiro livro, o primeiro de muitos pelos quais se apaixonará e que a ajudarão a superar as dificuldades da vida, dando um sentido à sua existência. Quando o roubou, ainda não sabia ler, será com a ajuda do seu pai, um perfeito intérprete de acordeão que passará a saber percorrer o caminho das letras, exorcizando fantasmas do passado. Ao longo dos anos, Liesel continuará a dedicar-se à prática de roubar livros e a encontrar-se com a morte, que irá sempre utilizar um registo pouco sentimental embora humano e poético, atraindo a atenção de quem a lê para cada frase, cada sentido, cada palavra. Um livro soberbo que prima pela originalidade e que nos devolve um outro olhar sobre os dias da guerra no coração da Alemanha e acima de tudo pelo amor à literatura." (in Portal da Literatura)

2 de Junho de 2011

Manuel António Pina nas páginas da LER e do JL

O edição de Junho da LER já está disponível, para consulta e leitura, na zona de leitura informal/hemeroteca da  biblioteca escolar, e são muitos os motivos que nos chamam à leitura ao longo das suas 96 páginas. De Arturo Pérez-Reverte (figura de capa) a Urbano Tavares Rodrigues, passando pelo que nos diz Paulo Faria (tradutor) sobre o seu encontro com o (tão avesso ao mediatismo) autor de "A estrada" (obra que possuímos no nosso acervo) Cormac McCarthy, figura de proa das letras norte-americanas. 
Todavia, há um texto que não hesitamos em destacar, referimo-nos ao ensaio de Osvaldo M. Silvestre sobre um mestre da palavra em português, Manuel António Pina, Prémio Camões 2011, a quem o autor do texto designa como "Um Camões para todas as idades". 
Também disponível na zona de leitura informal está o JL - Jornal de Letras, Artes e Ideias, onde podes encontrar uma mão cheia de textos sobre M. A. Pina, figura de eleição neste número.
E, já agora, aproveitamos para lembrar que será para nós um grande privilégio recebermos M. A. Pina, na nossa biblioteca, com encontro marcado para 9 de Junho, pelas 15h, na sala de leitura.