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9 de junho de 2018

Li, gostei e recomendo... a palavra aos leitores

O que nos diz Margarida Maciel, aluna do 10.º C da ESAF, sobre este livro que leu, gostou e recomenda...

Título: Os Jogos da Fome 
Autor: Suzanne Collins
Editor: Editorial Presença
Coleção: Via Láctea
N.º de págs.: 256
Ano de publicação: 2009
Categoria: ficção / jovem adulto / distopia



"Os Jogos da Fome, de Suzanne Collins, decorre num futuro longínquo em que a América do Norte se transforma em Panem, um país dividido em doze distritos, regidos por um Estado corrupto e absolutista, que governa através do medo. Como forma de espalhar esse medo entre os seus habitantes, Panem organiza anualmente um torneio em que um rapaz e uma rapariga de cada distrito são colocados numa arena, onde terão de lutar até que reste apenas um sobrevivente.
Este livro relata a história de Katniss Everdeen, uma jovem de um dos distritos mais desfavorecidos, que se voluntaria para substituir a sua irmã mais nova quando a sorte dita que esta será a próxima concorrente destes sádicos jogos.
No decorrer do livro podemos testemunhar a luta desta rapariga pela sobrevivência, e ao mesmo tempo pelo desejo de não se tornar apenas um “pião” nos jogos do governo.
Para além de ser uma história fascinante e envolvente que agarra o leitor até à última página, este livro relata mais do que uma fantasia, pois deixa-nos a pensar sobre a influência do Estado e das grandes indústrias sobre nós e dá-nos uma nova perspetiva sobre a sociedade de hoje em dia, realçando como o melhor da natureza humana pode vir ao de cima nas situações mais difíceis.”

15 de maio de 2018

Li, gostei e recomendo... a palavra aos leitores

O que nos diz Marisa Viana, aluna do 10.º C da ESAF, sobre este livro que leu, gostou e recomenda...


Título: Trash - os rapazes do lixo
Autor: Andy Mulligan
Editor: Editorial Presença
Coleção: Diversos Literatura
N.º de págs.: 200
Ano de publicação (pt) : 2014
Categoria: Romance juvenil



“Das obras que li recentemente, a que mais me fascinou foi “Trash - Os rapazes do Lixo”, de Andy Mulligan. Trata-se de uma emocionante e absorvente história de três rapazes que vivem numa lixeira em Behala e que dependem do lixo para sobreviver. Certo dia, encontram uma mala que os irá conduzir por uma perigosa aventura. No entanto, estes jovens não desistem e conseguem, finalmente, revolucionar a vida miserável dos habitantes de Behala.
Com uma linguagem simples e acessível, este livro surpreendeu-me, pois demonstra a coragem e astúcia de três rapazes que procuram justiça, devolvendo o dinheiro aos pobres. Na minha opinião, a autora teve a feliz ideia de trazer até nós uma obra cuja temática tão abrangente, a justiça social, nos faz mergulhar numa sociedade corrupta, em que nenhum valor moral se encontra acima dos valores materiais.
A autora triunfa, de facto, já que coloca nas mãos de três miúdos um valor tantas vezes esquecido pelos adultos, a justiça. É um livro que tem, sem sombra de dúvida, um efeito dominó nos leitores mais jovens e é, decididamente, um primeiro impulso para uma leitura compulsiva e viciante.
Em suma, não obstante seja um livro destinado a leitores mais jovens, estou ciente de que qualquer adulto o gostaria de ler. Por essa razão, eu recomendo-o a qualquer pessoa, visto que, no meu caso, mudou claramente a minha perspetiva acerca do mundo e da realidade humana, permitindo-me observar o dia-a-dia com outros olhos.”

26 de abril de 2018

Nos 44 anos do 25 de Abril de 1974

Perante uma plateia constituída por alunos de cinco turmas (do 7.º ao 12.º ano), biblioteca cheia, revisitou-se hoje aquele "dia inicial inteiro e limpo / onde emergimos da noite e do silêncio" (Sophia), assinalando assim, em ambiente de sensibilização, mas também de festa, o quadragésimo quarto ano da "Revolução de Abril de 1974". Celebrámos a Liberdade por via das palavras, da poesia, do conto, da música e das canções; evocámos histórias e conversámos com um dos militares de Abril, o coronel Bacelar Ferreira, que em 25 de abril de 1974 assumiu, como elemento das Forças Armadas (posto de Capitão), o comando da Unidade (BAM, Póvoa de Varzim) e participou nas ações militares que lhe foram atribuídas - ocupação da ponte de Vila do Conde, sobre o rio Ave e ocupação da emissora de rádio Azurara. Falou-nos da Revolução da Abril, dos ideais que dali emergiram e conduziram à instituição de um regime democrático; falou-nos da liberdade como condição de felicidade; salientou o quanto é importante lembrar a conquista dos valores democráticos e preservar o seu mais lídimo sentido; alertou para os perigos que a democracia corre nos tempos de hoje, face à emergência de derivas totalitárias e de ideologias avessas a valores como a solidariedade, a equidade, a liberdade (em todas as suas dimensões); soube ainda lembrar que o cerne da nossa civilidade democrática, assente em direitos e valores que nos são intrinsecamente inalienáveis, também corre riscos se deixarmos de valorizar a sua defesa e os entendermos como algo de consumado.
A democracia, mesmo com os seus óbices, é um regime de liberdade, de direitos e garantias fundamentais, de sociedade aberta, mas simultaneamente também por isso frágil face ao que na sombra, como a História nos recorda a todo o momento, se pode maquinar.
Lembrar Abril de 1974 é recordar que a tarefa da construção democrática é sempre algo de inacabado.
No final e em uníssono: a Grândola Vila Morena.

25 de abril de 2018

Cartazes de Abril, cartazes de Liberdade


Hoje celebra-se a Liberdade e a Revolução dos Cravos. Evoca-se as portas que Abril abriu. Celebra-se a democracia e os seus valores... esses que justificam perene empenho e envolvimento.
Aqui partilhamos, num fotograma, um tributo imagético indelevelmente ligado à evocação que por cá fazemos (Biblioteca da ESAF), desde há vários anos, aos ideais saídos da revolução de Abril de 1974.
Numa imagem, um conjunto iconográfico de originais cartazes alusivos à Revolução de Abril, criados ao longo destes últimos anos (com início em 2008) por amigos e colaboradores desta biblioteca escolar, uns desta "casa", outros que por cá já passaram. E são eles: prof. David Figueiredo (autor de vários cartazes); prof. Pedro Rodrigues; a aluna Madalena Mota e a prof.ª Zeca Oliveira (autora do cartaz deste ano).
Cada um a seu modo materializou pela fotografia, mas também pelo traço, pela forma, a cor e a criatividade, o seu olhar sobre o Dia da Liberdade. 

22 de abril de 2018

No Dia Mundial do Livro, encontro com o ilustrador Sebastião Peixoto


Na próxima 2.ª feira, 23 de Abril, Dia Mundial do Livro, pelas 15h00, a biblioteca da ESAF conta com a presença e intervenção do ilustrador Sebastião Peixoto, que vem discorrer sobre o seu trabalho no âmbito da ilustração de livros.
Natural de Braga, formado em pintura pela Faculdade de Belas Artes da Univ. do Porto, Sebastião Peixoto, para além do seu trabalho pessoal, desenvolve profícuo e reconhecido labor na área da ilustração, com vários livros publicados nessa condição. O autor tem também obra publicada em revistas, jornais e outras publicações, assim como várias participações em exposições coletivas, quer em Portugal quer no estrangeiro.
Sintam-se convidados, apareçam!

Amanhã é Dia Mundial do Livro



Amanhã, segunda-feira, 23 de abril, assinala-se o Dia Mundial do Livro. A data comemora-se desde 1996, na sequência de uma deliberação da UNESCO em dedicar esse dia à importância do livro e dos Direitos de Autor. Na base desta celebração estão motivos ligados à promoção do livro e da leitura, mas também à alfabetização e ao diálogo intercultural. Também se diz que a escolha da data prende-se com uma antiga tradição catalã que nos conta que naquele dia de abril, em tempos de cultura cortesã e cavaleiresca, os cavaleiros ofereciam às suas damas uma rosa vermelha de Saint Jordi recebendo em troca um livro. Acrescenta-se ainda a esta efeméride o facto de, segundo rezam as crónicas, ter sido por nessa data de abril (ou próxima) de 1616 que desapareceram os génios da literatura Shakespeare e Miguel de Cervantes.
As bibliotecas e os bibliotecários, desde logo, são parte da fundamental missão de promoção do livro e da leitura, e porque este é um dos desideratos mais importantes do nosso papel enquanto biblioteca escolar, que faz por promover as diferentes literacias, também nós pugnamos, como tem sido prática, pela ingente tarefa da disseminação da leitura que, a par de outras literacias, é também condição de cultura e cidadania.
A propósito deste dia e no âmbito dos fins que perseguimos, aqui partilhamos o nosso cartaz alusivo ao Dia Mundial do Livro, obra da nossa amiga e colaboradora, Maria José Oliveira, professora de Artes.
Damos conta ainda de que, amanhã, para além de outras atividades, teremos o prazer de receber e interagir, na sala de leitura da biblioteca da ES Alcaides de Faria, com o artista plástico e ilustrador Sebastião Peixoto, que nos virá falar da ilustração de livros e do processo criativo que lhe está subjacente.

Festa da leitura CNL 2018 (fase concelhia)


Na tarde de sexta-feira (20/04), no cine Teatro Gil Vicente, em Barcelos, em clima de festa e tributo à leitura e aos jovens leitores, realizou-se a fase concelhia do Concurso Nacional de Leitura (CNL 2018), com a presença de dezenas de alunos, em representação das suas escolas, do 1.º Ciclo ao Ensino Secundário. Desde já os nossos parabéns a todos sem exceção que, de entre tantas e tantas centenas, que nas diferentes escolas do concelho já haviam prestado provas na 1.ª fase do CNL, representaram com galhardia não apenas as escolas de onde são oriundos, mas sobretudo o gosto pela leitura e a convicção de que lendo, lendo mais e melhor, melhor compreendemos o mundo, o que nos envolve e aquele que nos é íntimo. 
O Agrupamento Alcaides de Faria fez-se representar por quatro alunos, representantes respetivamente do 1.º, do 2.º e do 3.º Ciclo, mas também do Ensino Secundário. Sendo que à final (com 3 finalistas em cada um dos níveis) chegaram dois dos alunos da Escola Sec. Alcaides de Faria ao marcarem presença nas categorias: 3.º Ciclo e Ensino Secundário, com dois honrosos segundos lugares, um em cada nível. A ESAF esteve assim em duas finalíssimas, num cômputo de quatro.
Para além dos parabéns extensíveis a todos os participantes, impõe-se-nos parabenizar aqui com especial acuidade os nossos dois alunos finalistas.
 
Parabéns à Sara Barros (8.ºB da ESAF) pelo segundo lugar do pódio na categoria 3.º Ciclo. Parabéns ao Manuel Sousa Pereira (12.ºA da ESAF) que também conseguiu o 2.º lugar no pódio, na categoria do Ensino Secundário.

17 de abril de 2018

Cartaz alusivo à evocação de Abril de 1974


Aproxima-se a evocação e celebração do 25 de Abril de 1974, esse "dia inicial inteiro e limpo / onde emergimos da noite e do silêncio" (nas luminosas palavras de Sophia de Mello Breyner Andresen).
Há mais de uma década que, ano após ano, também revisitamos por cá (BESAF) esse marco incontornável da história recente de Portugal. Revisitamos lembrando-o com a as palavras, a poesia, as canções, a música e também os cartazes. Eis o deste ano.
Na linha de anteriores cartazes, e já lá vão vários, da autoria de amigos colaboradores da biblioteca E.S. Alcaides de Faria, é novamente com gosto e gratidão que aqui partilhamos o cartaz de 2018. Desta feita, a ilustração, da autoria da professora Maria José Oliveira, amiga e colaboradora da biblioteca da ESAF, convoca iconografia ligada à revolução de Abril, desde logo o cravo, mas também o voo das aves, por contraponto às grades que amordaçam, como que signos aludindo à conquista da liberdade e da expressão sem amarras.

21 de março de 2018

Dia da Poesia

Um poemário à tua espera!
Passa por cá, toma um poema, lê-o ou, se quiseres, di-lo.
Deixa que as palavras te tomem de outro modo, se entranhem e, por um instante que seja, te estremeçam ou enlevem!
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Por agora, António Ramos Rosa no poema:

A palavra

"A palavra é uma estátua submersa,um leopardo
que estremece em escuros bosques,uma anémona
sobre uma cabeleira.Por vezes é uma estrela
que projecta a sua sombra sobre um torso.
Ei-la sem destino no clamor da noite,
cega e nua,mas vibrante de desejo
como uma magnólia molhada. Rápida é a boca
que apenas aflora os raios de uma outra luz.
Toco-lhe os subtis tornozelos,os cabelos ardentes
e vejo uma água límpida numa concha marinha.
É sempre um corpo amante e fugidio
que canta num mar musical o sangue das vogais."
                                                                                                             [Acordes, 1989]