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3 de junho de 2016

Cinema na escola... literacia fílmica


No início desta semana (30.abril), a sala de leitura da BESAF, devidamente escurecida, foi novamente espaço/tempo para mais uma sessão de cinema, no âmbito do Plano Nacional de Cinema (a cujo desiderato o nosso Agrupamento aderiu desde há dois anos a esta data). O filme - "Os 400 golpes", de François Truffaut - foi visto por uma das turmas enquadradas no plano a nível do Agrupamento, desta feita sob supervisão da professora Paula Machado. 
No quadro da planificação feita pela equipa do PNC do Agrupamento já passaram pelas bibliotecas do Agrupamento (sob responsabilidade do PNC), bem como noutros espaços, filmes como: "Aniki Bóbó" (de Manoel de Oliveira), "O meu tio" (de Jacques Tati), "Cinema Paraíso" (de Giuseppe Tornatore), "Persepolis" (de Marjani Satrapi), Tabu (de Miguel Gomes), entre outros.

2 de junho de 2016

Uma viagem ao tempo dos dinossauros...

Não se espantem se entre livros e outros recursos documentais, na sala de leitura da BESAF, se depararem, por estes dias, com um Brachiosaurus, um Stegosaurus, um Triceratops ou mesmo um Velociraptor, simpáticos dinossauros de tempos remotos, de outras Eras. 
E a que se deve tão paleontológica exposição de modelos de seres há muito extintos, mas que não fascinam apenas paleontólogos (que também não se ocupam apenas de dinossauros, mas de fósseis e outros vestígios dessas eras, períodos e épocas remotas)? 
Pois bem, surge no contexto de uma atividade levada a cabo na sala de leitura da biblioteca da ESAF, na sexta-feira, dia 27 de maio, sob supervisão da professora de Ciências, Cecília Esteves, com a ativa intervenção dos alunos dos 7.º D, E e F da ESAF. Com eles, qual genuína interação entre sala de aula e outros espaços da escola, mostrando que para lá das paredes da sala de aula, mas com ela incontornavelmente ligados, se pode associar a experiência educativa à criatividade e ao gosto; com eles, viajamos no tempo até eras remotas da história e da vida no planeta Terra, numa escala de tempo geológico, onde não poderia ser esquecido, claro, o período jurássico.

No dia mundial da criança

A biblioteca escolar, espaço de literacias e de leituras inclusivas, foi o local escolhido pelo grupo de expressão dramática da Educação Especial da ESAF (sob supervisão da professora Maria Simões), para a apresentação de uma encenação teatral da história "O sapo envergonhado" (de José Leon Machado). 
 A par da interessante adaptação do livro e da encenação que lhe correspondeu, envolvendo alunos do Ensino Especial, em sintonia com os do Ensino regular, houve também espaço para a leitura de poesia de autor e também inédita. Os direitos da criança foram justamente lembrados em poema de Matilde Rosa Araújo, dito no final da sessão. Parabéns aos alunos envolvidos nesta prestação cultural e educativa, assim como à professora Maria José, que a delineou e apresentou.
[As fotos foram captadas por Carminda Rodrigues, da equipa da BE]

24 de maio de 2016

Galeria virtual da exposição de fotografia BESAF Foto 2016 - Mágico Olhar

 
[foto vencedora da 9.ª ed. do BESAF Foto 2016 / autor: Ana Miranda]
O júri deliberou e já indicou os trabalhos de fotografia que vencem a 9.ª edição do BESAF Foto (2016), cuja temática é - Mágico Olhar.
De entre as dez fotografias atualmente em exposição na sala de leitura da biblioteca escolar da ESAF que, por sua vez, constituíram uma seleção de entre as várias dezenas submetidas a concurso, destacam-se os trabalhos que agora indicamos: 1.º, 2.º e 3.º prémios e as menções honrosas.
Ana Miranda, aluna do 12.º ano, é a vencedora desta 9.ª edição do Concurso. O júri atribuiu ainda o 2.º e 3.º prémios aos trabalhos dos alunos: Guilherme Vieira, do 10.º ano, e Bárbara Silva, do 12.º ano, respetivamente. Com menção honrosa estão ainda os trabalhos dos alunos: Júlio Tomé, Lúcia Dias e Ana Miranda.

Felicitamos os vencedores sem deixar de louvar e reconhecer a participação de todos nesta iniciativa da biblioteca escolar da ESAF, mobilizados pela dinamização de atividades relacionadas com a promoção de múltiplas literacias, no caso da literacia visual e a sua importância para a formação da sensibilidade criadora e intelectualmente estimulante.

16 de maio de 2016

Mágico Olhar - Exposição de Fotografia BESAF Foto 2016 (9.ª edição)

A 9.ª edição (2016) do BESAF Foto, concurso de fotografia promovido pela biblioteca da Escola Secundária Alcaides de Faria, subordinado ao tema "Mágico Olhar", contou com a participação de vários alunos, do 3.º Ciclo e Ens. Secundário, com trabalhos que podem agora ser apreciados na sala de leitura da biblioteca da ESAF
Aberta a toda a comunidade educativa, desde 16 de maio, não deixe pois de visitar e apreciar esta exposição.

Seja bem-vindo!

10 de maio de 2016

Manual para a educação sobre Direitos Humanos


Sensibilizar para os direitos humanos não pode, nem deve ficar-se apenas por evocações de efemérides ou celebrações de dias importantes (não obstante a importância e impacte destas iniciativas juntos dos jovens, em prol de uma cidadania ativa). Importa fazer da literacia para a cidadania uma tarefa de todos e de todos os dias e, quando se propicia e nos disponibilizam recursos didático-pedagógicos, partilhar a informação junto das comunidades.

Vem isto a propósito da disponibilização, recente, de uma manual para a educação sobre direitos humanos, cuja origem está num livro (a que está ligada Kerry Kennedy - presidente da Robert F. Kennedy Human Rights), com 51 exemplos de coragem. 
Eis um excerto das primeiras páginas e a partilha da hiperligação para download.
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“Diz a Verdade ao Poder” é uma iniciativa global que parte das experiências de corajosos defensores dos direitos humanos em todo o mundo para educar alunos, e outras pessoas em geral, sobre os direitos humanos, apelando à sua ação neste domínio. Os temas abordados vão desde a escravatura e o ativismo ambiental à auto-determinação religiosa, passando pela participação política, entre outros. “Diz a Verdade ao Poder” começou por ser um livro escrito por Kerry Kennedy (e desde então traduzido para seis línguas), tendo sido adaptado a uma produção dramática por Ariel Dorfman. Os retratos dos defensores dos direitos humanos apresentados no livro, da autoria do fotógrafo Eddie Adams (vencedor do Prémio Pullitzer), foram incluídos numa exposição patente em mais de vinte e cinco cidades dos EUA , após ter estreado na Galeria de Arte Corcoran, em Washington, D.C. Já foi apresentada em quatro continentes. O programa curricular “Diz a Verdade ao Poder” está acessível e foi distribuído a milhões de alunos em África, na Ásia, na Europa e na América do Norte
(…)
Nestes textos encontrará um mundo de coragem e esperança, onde os alunos podem aprender sobre os princípios da justiça social e de que forma eles estão ancorados no direito nacional e internacional. Para além dos elementos teóricos, os alunos têm agora ao seu dispor um instrumento que fomenta a ação, para que também eles possam criar mudanças na sala de aula, nas suas comunidades, nos seus países e no mundo que partilhamos. O nosso objetivo é que todos os alunos possam usar este material para abandonar o papel de simples observadores passivos; para que, ao invés, se juntem aos heróis da atualidade como defensores dos direitos humanos.”
Kerry Kennedy (Presidente da Robert F. Kennedy Human Rights) – in Diz a verdade ao Poder

Hiperligação para download do Manual

26 de abril de 2016

O corpo da escrita [ou de como se pode animar uma oficina de escrita criativa]

E agora... algo de completamente diferente! Poderia ter sido este o mote para aqueles noventa minutos de devaneio e relaxamento, em sintonia com a imaginação libertadora e o poder da expressão automática, ao sabor da sensibilidade e não tanto da racionalidade discursiva e ordenadora.
E, de certo modo, foi isso mesmo que hoje, pelo miolo da tarde, aconteceu na sala de leitura da biblioteca da escola - uma breve mas significante quebra da rotina, com imersão no espaço da escrita, mas também da leitura, da imaginação criadora e livre, mesmo que suscitada por pequenos mas interpelantes desafios. Os desafios que o jornalista e poeta Alberto Serra veio propor a uma turma de Artes da nossa escola. Afinal, os desafios de uma inusitada oficina de escrita que, para além de envolver o essencial - pessoas e animador -, requereu também as incontornáveis folhas de papel em branco, canetas e lápis, a música e a voz de Maria Bethânia em "Sonho Impossível", e ainda almofadas e mantas pelo chão.
E assim, como diria Pessoa, "primeiro estranha-se, depois entranha-se", lá se viu aquele grupo de alunos, não em carteiras perfilado, mas sob o chão estendido, tendo, ao alto, como companheiros, os amigos livros e a voz de Alberto Serra a dizer-lhes ao que vinham mas não para onde iam. Dar livre rédea ao espírito, sem a coação da lógica nem tão pouco o temor do subconsciente, antes a liberdade da imaginação criadora e, dando-lhe expressão, o livre automatismo da escrita. 
E dessa experiência nasceram textos, textos que foram ditos, e desses textos ficou, com certeza, a sensação de que importa exercitar a escrita, como se de algo de orgânico se tratasse.
Ler é preciso, escrever é preciso, navegar é preciso!
[Gratos ao Alberto Serra pela partilha e orientação destas oficinas de escrita criativa; gratos ao Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares de Barcelos, pela oportunidade concedida].

25 de abril de 2016

Ecos da festa da liberdade na BESAF

Celebrar o Abril da Liberdade na biblioteca da ESAF.
Numa sessão de sensibilização cívica e histórica que também foi uma festa, uma festa de homenagem à "Revolução dos cravos", a revolução de 25 de abril de 1974, relembramos, na passada quinta feira, aquele momento tão marcante da nossa história. 
Alunos e professores estiveram à conversa com um elemento da Associação 25 de Abril, o coronel José Luís Ferreira, também ele partícipe, na região Norte, naquele acontecimento que abriu portas à liberdade, aos direitos e deveres democráticos, desde logo o voto e com ele a possibilidade de se poder escolher quem nos governa, ao fim da guerra colonial, à liberdade de opinião e associação, a uma educação alargada à mais ampla faixa populacional, à saúde para todos, entre tantas outras conquistas que Abril de 74 desencadeou. 
Mas também foi um momento, o da nossa festa da Liberdade, para os alunos dizerem poesia e cantarem temas alusivos ao 25 de abril.
Revisitar o 25 de abril não apenas para lembrar mas também para manter vivo aquele espírito de mudança e de esperança num país que se deve reger pelos ditames democráticos.

19 de abril de 2016

Revisitar o 25 de abril de 1974 - celebrar a liberdade e a "revolução dos cravos"


Na próxima 5.ª feira (21 de abril de 2016), pelas 10 horas, na sala de leitura da biblioteca da ESAF, contaremos com a presença de um "militar de Abril" para uma palestra de sensibilização histórica e cívica em torno dos acontecimentos ligados ao 25 de Abril de 1974.
A sessão contará ainda com um apontamento poético e canções alusivas à celebração do Dia da Liberdade (com a intervenção de alunos e a colaboração do clube de música AFtalent).

18 de abril de 2016

Celebrar o Dia da Liberdade

[Cartaz evocativo da "Revolução de Abril", da autoria de Madalena Mota, 9º ano, ESAF]

A celebração do "25 de Abril" e daquilo que este importante acontecimento da nossa história recente convoca - da instauração do regime democrático à conquista de liberdades fundamentais e de direitos inalienáveis - tem sido um dos desideratos que, ano após ano e em prol do fomento da literacia cívica e cidadã, a biblioteca escolar da Escola Alcaides de Faria promove junto da sua comunidade educativa.
Este ano, quando se celebram quarenta e dois anos sobre aquela madrugada (dizia a poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen) "que eu esperava / o dia inicial inteiro e limpo / onde emergimos da noite e do silêncio / e livres habitamos a substância do tempo"), evocaremos novamente esse dia 25 de abril de 1974, movidos não apenas pelo assinalar de uma data importante, mas sobretudo pela carga de sensibilização cívica e histórica que esse acontecimento suscita e que deve ser sempre partilhado com as gerações mais novas - os nossos alunos.
Aqui partilhamos, com imensa satisfação, o cartaz (deste ano) alusivo aos 42 anos do 25 de abril de 1974. Ao longo de quase uma década apresentamos sempre um cartaz inédito, fruto da sensibilidade e criatividade daqueles com quem temos tido o privilégio de contar com a sua colaboração. Porém, há uma particularidade no cartaz que ora divulgamos; se os cartazes anteriores foram concebidos por professores nossos colegas, o deste ano é da autoria de uma jovem aluna do 9.º ano de escolaridade, Madalena Mota, que, de forma original, recria com linhas, cores, texturas, aquele momento fundante da nossa atual democracia. 

7 de abril de 2016

Concurso de fotografia BESAF Foto [9ª edição]

Desde 13 de março que decorre o concurso de fotografia (9ª edição - BESAF Foto) promovido pela biblioteca da ESAF, cuja data limite para entrega dos trabalhos (1 ou 2 fotografias) termina a 20 de abril. 
Para ti, que és aluno do Agrupamento de Escolas Alcaides de Faria e frequentas o 3.º Ciclo ou o Ens. Secundário, o desafio está em aberto. Não deixes de concorrer. Entrega as tuas fotos via e-mail ou nos serviços de atendimento das bibliotecas escolares da ESAF e EB de Manhente.
A temática deste ano leva o sugestivo título - Mágico Olhar.
Não hesites, toma a tua câmara fotográfica e de olhos bem abertos e criatividade à solta deixa que a magia das imagens te enfeitice. Mas antes deves consultar o regulamento aqui.
O cartaz deste ano tem como motivo de fundo uma fotografia, selecionada e exposta na 4ª ed. do BESAF Foto 2011, da autoria de Cláudia Cibrão.

18 de março de 2016

Ecos da Semana da Leitura na BESAF...[qua. 16Mar] ...

Elos de Literatura...



Elos de Literatura [ecos da Semana da Leitura na BESAF]

Ecos da Semana da Leitura na Besaf Biblioteca [16.03.2016]

Nestes como em alguns outros momentos (dentro e fora da sala de aula) acreditamos tão intensamente no papel e no valor da escola, sentimos quanto vale a pena acreditar nos jovens e nos seus talentos, quanto vale a pena verificar que a escola pública, com a sua multifacetada heterogeneidade, a sua riqueza, a sua abertura, a sua democraticidade... é uma espaço de formação humana abrangente. Nestes momentos deixamos que a emoção se mescle com a razão, deixamos-nos comover com o que os jovens podem fazer quando motivados e envolvidos pelos desafios que lhes colocamos. E eles estiveram à altura... hoje, como noutras ocasiões, na biblioteca da ESAF.

Assim foi hoje, em plena Semana da Leitura, evocando e celebrando o livro, os autores da nossa língua, as palavras dos poetas e dos escritores, a musicalidade, mas também a frontalidade veraz dos seus escritos... 
Assim foi hoje... o imenso gosto de vermos e ouvirmos as palavras de Camões, Bocage, Camilo, Eça, Florbela, Pessoa, Almada, Sophia, Cecília Meireles, Nemésio, Natália Correia, A. Gedeão, Matilde R. Araújo, Clarice Lispector, Manuel António Pina, Hélia Correia... serem ditas (e tão bem ditas) de forma tão expressiva, tão tocante, por um grupo de alunos de diferentes anos de escolaridade... 
Assim foi hoje... o intenso gosto e a emoção sentirmos o som do piano e do violino, das vozes dos alunos que cantaram, de sentirmos afinal uma atmosfera de tão agradável comunhão, quais elos de uma cadeia criativa e criadora!

E é isto que também nos move, que nos faz acreditar na escola como um espaço de experiências cruciais e de, no mesmo ato, podermos contribuir um pouco para tal. 
[O nosso mais profundo agradecimento aos alunos que nos presentearam com as suas interpretações e que ao longo dos últimos dias connosco ensaiaram e prepararam com esmero a representação de poetas e escritores; gratidão extensível ao AFtalent (Clube de Música do Agrupamento Alcaides) pelos tocantes e brilhantes momentos musicais.]

15 de março de 2016

À conversa com um autor - Rui Sousa Basto [ecos da Semana da Leitura 2016]

Depois da oficina de escrita orientada pelo jornalista e autor Alberto Serra, no passado dia 10 de março, que de certo modo marcou o arranque das iniciativas em torno da leitura, que esta semana convoca; na manhã de 14 de março, foi a vez de recebermos e conversarmos com o escritor barcelense Rui Sousa Basto.
Autor de obras como "Contos do Efémero", "Labirintos" e o mais recente "Por um punhado de dólares...", Rui S. Basto entabulou conversa com os presentes, alunos e professores, em torno dos seus livros e da escrita, do que o leva a escrever e das estórias que efabula, do estilo e do género que também o fascina, pequenos contos, em alguns casos, microcontos, sobre a realidade que o envolve, da mais comezinha mas significante peripécia às inesperadas surpresas que a correnteza da vida suscita.
Breve mas prazenteiro momento de convívio com um escritor, que com os jovens partilhou não apenas a importância da leitura como a aventura que é a artesania da escrita.
[Agradecemos a colaboração do SABE Barcelos / Rede de Bibliotecas de Barcelos]