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26 de abril de 2015

"Traz outro amigo também" (Zeca Afonso), na evocação do 25 de Abril de 1974 - biblioteca da ESAF

Novidades na estante - revista Orpheu

Novidades na estante (biblioteca da ESAF), para consulta e leitura local - as edições facsimiladas do primeiro e segundo número da mítica revista literária Orpheu, que surgiu há 100 anos. A revista, que teve como grandes impulsionadores Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro, e que contou com a colaboração de nomes incontornáveis da cultura e da arte: Luiz de Montalvôr, Côrtes-Rodrigues, José de Almada-Negreiros, Alfredo Guisado, Álvaro de Campos (heterónimo do já citado F. Pessoa), colocou o seu primeiro número na rua a 24 de Março de 1915. O segundo número sairia alguns meses depois com colaborações, para além de F. Pessoa e Mário de Sá-Carneiro, de Angelo de Lima, Eduardo Guimaraens, Raul Leal, Violante de Cysneiros (pseudónimo de Côrtes-Rodrigues), Álvaro de Campos, Luís de Montalvôr.
Nestes dois números da revista (um terceiro, que estava em preparação, não chegou a ser publicado, devido a cortes no financiamento), que foi um marco na história da literatura em língua portuguesa (note-se que o projecto era luso-brasileiro), e que traçou novos rumos estéticos, constam textos como: poemas de Sá-Carneiro; o drama "estático" "O Marinheiro"; "Chuva oblíqua", de Fernando Pessoa; "Opiário", "Ode Triunfal" e a "Ode Marítima" de Álvaro de Campos; entre outros que vale a pena ler, apreender e desfrutar. 

25 de abril de 2015

A evocação dos 41 anos do 25 de Abril de 1974

Na quinta feira, dia 23 de abril, num momento de grande participação de alunos e professores, celebramos a Liberdade e a "Revolução dos Cravos" numa sessão evocativa e de sensibilização histórica ao 25 de Abril de 1974. 
Para tal contamos com a colaboração da Associação 25 de Abril, com a presença de um dos seus membros (Cor. Bacelar Ferreira) e de alunos que declamaram e cantaram poemas e canções. Poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen e de Manuel Alegre e as canções: "E depois do Adeus" (José Niza) e "Traz outro amigo também" (Zeca Afonso), interpretadas por três alunas (voz) e um aluno (guitarra). 
Falou-se da Revolução de Abril de 1974, dos antecedentes, do momento e do que se seguiu; falou-se da conquista das liberdades, da Democracia, da participação do povo na eleição dos seus governantes, das condições de vida de outrora e das portas que Abril abriu a uma maior justiça social; falou-se do facto histórico e do papel dos militares naquele dia, e também do povo que saiu à rua... Mas também se falou do sistema democrático e da necessidade de se preservar a participação nas decisões, de se garantir uma democracia que não se reduza ao formalismo mas que se consolide de modo real e efetivo no dia a dia dos cidadãos...
Esta foi uma sessão cívica, histórica, marcada pela memória, mas também pela esperança no futuro.

24 de abril de 2015

Concurso Nacional de Leitura 2015 (fase distrital) - a participação da ESAF

A fase distrital do Concurso Nacional de Leitura realizou-se ontem, dia 23 de abril, no Auditório do Parque de Exposições de Braga, com a presença de cerca de três centenas de alunos de todo o distrito, em representação das suas escolas, que prestaram provas de conhecimento e compreensão sobre quatro livros de autores de língua portuguesa. A ESAF esteve representada por seis alunos selecionados na 1.ª fase, três alunos do 3.º Ciclo e três do Ens. Secundário. 
Os nosso representantes [da esquerda para a direita: Jorge Ribeiro, 11.ºano; Ana Bárbara Silva e Ana Cláudia Santos, 10.º ano; Leonor Tomé e João Pedro Duarte, 7.º ano; Beatriz Silva, 9.º ano] alunos com diferentes idades e de diferentes anos de escolaridade (do 7.º ao 11.º ano), participaram com galhardia neste evento, cujo principal objetivo é promover o bom hábito leitor. 
Parabéns pela participação e empenho.

22 de abril de 2015

Como se faz um livro...

Que percurso, que viagem faz afinal o livro desde a ideia na mente do autor ao objeto gráfico na mão do leitor? 
Foi este o mote da conversa profícua e enriquecedora entre o editor José Manuel Costa e jovens alunos do 8.º ano da ESAF, ontem, dia 21 de abril, na sala de leitura da biblioteca escolar. Ao longo de noventa minutos o editor José Manuel Costa, da Opera Omnia, foi tecendo considerações em torno do livro e da sua história, desde os primórdios até à produção do livro tal como se faz hoje. Da tabuinha de argila, ao livro de folhas de papel, passando pelos rolos de papiro, fólios dos copistas medievais e a extraordinária invenção da imprensa de Gutemberg... de tudo um pouco nos falou. Mas também não deixou de falar sobre os diferentes intervenientes no processo de produção de um livro, do escritor ao editor, passando pelo paginador, designer, ilustrador, revisor... também da impressão, das provas a rever por autor e revisor, das chapas de alumínio, da revelação e impressão, das folhas de papel com dezasseis páginas, da encadernação, das costuras e da colagem, entre outros elementos que fazem parte desta prodigiosa tecnologia que é o livro. No final, a confidência de que o seu amor pelos livros é devedora do toque destes objetos de papel, que continuam em vertiginosa produção não obstante o aparecimento do digital. 
E não esqueçam, lembramos nós, amanhã, 23 de abril, é o Dia Mundial do Livro. 
Viva o livro! boas leituras.

19 de abril de 2015

Celebrar a Liberdade e a Revolução dos Cravos


Há vários anos que a biblioteca escolar da ESAF evoca e celebra o dia 25 de Abril de 1974 e nesse percurso de celebrações muitos foram os alunos, também pessoal docente e não docente, que colaboraram connosco na materialização de momentos que ficaram na memória de todos. Mas o que está em causa nestes momentos, não é a sessão pela sessão, é sobretudo aquilo que fica, em cada ano que se revisita a Revolução do Cravos, como sensibilização, como lembrança proativa de um dos mais importantes factos da nossa história recente, acontecimento que abriu caminho à instauração da democracia, da liberdade e de vias de desenvolvimento. Ano após ano o que nos move é lembrar, revisitar, a força daquele acontecimento e, no mesmo passo, fazer com que os mais novos, o público escolar a quem nos dirigimos, conheça um pouco mais da nossa história e sobretudo possa acarinhar essa sempre tão frágil e ao mesmo tempo tão necessária conquista - a Democracia. Sim, porque a democracia é uma tarefa de todos e de todos os dias: em casa, na escola, na sociedade.
É no encalço deste desiderato que esta semana nos propomos mais uma vez lembrar 25 de Abril de 1974, contando com a colaboração de alunos, de professores e da Associação 25 de Abril (Delegação Norte) que mais uma vez, por via dos seus membros, colabora com a nossa escola, numa parceria que já vem de há anos.
[Como tem sido prática e em resultado da prestativa boa vontade de quem colabora com a biblioteca da ESAF, encimamos este post com um novo cartaz alusivo ao 25 de Abril; cartaz esse da autoria do Prof. Pedro Rodrigues]

14 de abril de 2015

Ecos da Semana da Leitura na Biblioteca da ESAF


Um dos registos vídeo de um dos momentos da Festa das Palavras... Festa da Poesia, 19/03, na BESAF - Semana da Leitura 2015.
Por entre a azáfama do final de período lectivo (testes, trabalhos, avaliações...) ainda houve tempo, em tão pouco disponível, para, num curtíssimo ensaio, se chegar a um poema tão bem interpretado pela aluna Beatriz Melissa (acompanhada, no "finale", por Beatriz Rainha e Inês Lima).

21 de março de 2015

Dos clássicos greco-latinos aos Lusíadas; e mais um momento poético muito especial

Manhã de sexta-feira, 20 de Março, último dia de aulas do período, fecho da Semana da Leitura, véspera do Dia Mundial da Poesia. Os clássicos, Camões e Pessoa, em diferentes abordagens, marcaram presença fugaz mas intensa.
José Veiga, professor na casa, falou-nos de livros matriciais da cultura greco-latina e de um outro tão simbólico para a nossa portugalidade. Falou-nos do jogo das influências literárias e poéticas e de como a aventura começou na Ilíada, nas guerras de Tróia, sem esquecer a épica Odisseia. Aportou às costas de Itália e lembrou a latina Eneida. Chegou, enfim, às costas atlânticas de um Portugal que partia mar fora, à descoberta do largo mundo, no seu século de ouro, para assim desembarcar nas páginas d`Os Lusíadas. Disse-nos como os livros são devedores de livros, de como os clássicos influenciaram Camões e de como tais influências perpassam a tecedura dos seus "Cantos" onde algo de novo se canta - a gesta dos portugueses. Houve ainda tempo para evocar o Adamastor e a sua história, tempo ainda para algumas estâncias (explicadas) do Canto V da obra épica... e quem o ouviu gostou.
Mas dito Camões um salto para outro dos grandes da nossa literatura, Fernando Pessoa, pela voz da professora Maria J. Simões, que nos leu poemas da obra Mensagem
E no fecho do momento de cultura e poesia, um pouco de música, dança e também a graça segura dos jovens diseurs da Educação Especial, numa breve mas vibrante intervenção que marcou o culminar da nossa Semana da Leitura; ou, de outro modo, a premência de que importa manter a centelha da leitura.
Boas leituras! 

Quando a leitura quadra com a escrita - ecos da Semana da Leitura

Escrita - Leitura - Escrita / Leitura - Escrita -Leitura. 
Um círculo que bem pode ser virtuoso. 
Desta feita, Alberto Serra, jornalista, poeta, escritor, animador cultural, vinha disposto a proporcionar uma experiência de escrita aos alunos que, na tarde de quinta-feira, se deslocaram à sala de leitura da biblioteca da ESAF. Se no ano transacto a poesia tinha sido a matéria com que se moldou uma oficina de expressão, que tanto movimentou os alunos pelos recantos da biblioteca experimentando e dizendo poesia; agora o que estava em jogo era juntar palavras, articulá-las de tal modo que em resultado emergisse um texto, um texto criativo escorado em palavras-chave lançadas ao vento pelo mediador. Mas ainda antes do desafio tomar o seu rumo, em jeito de intróito ao que aí vinha, preparando o fio, Alberto Serra discorreu perante os alunos sobre "as pequenas coisas" de que se fazem listas, mas também grandes obras literárias. 
Poderia ter sido outro o rumo, e outro ainda, mas no jogo das palavras e das suas infinitas possibilidades, tocou falar de O Ano da Morte de Ricardo Reis, de José Saramago, e do trabalho de minúcia e investigação, facto a facto, registo a registo, que o nosso Nobel empreendia na construção das suas narrativas. E os alunos seguiam, seguiam o jogo, como que num jogo das contas de vidro... Estava lançado o desafio, e a hora de se concentrarem sobre o papel, de caneta em punho, começara. 
No final, o resultado foi uma mão cheia de textos escorados em cinco ou seis palavras-chave, textos criados em poucos minutos e de seguida lidos em grupo, qual tertúlia em torno da palavra escrita!
Valeu a pena. 
E agora... para quando a próxima oficina?
[Quanto às "pequenas criações" dos alunos, talvez um destes dias nos deparemos com elas por aqui.]

Contos do Mundo [logo a abrir a nossa Semana da Leitura 2015]

Logo a abrir a nossa Semana da Leitura 2015, a 16 de Março, tivemos Contos do Mundo pela voz, expressividade e envolvimento da contadora de histórias Victória Triães. Como sempre, quando nos visita, Victória começou por interagir com os alunos que há biblioteca se deslocaram, naquela manhã, acompanhados pelos  seus professores. Palavra puxa palavra, não fosse o mote desta semana da leitura As Palavras do Mundo, ideias levam a ideias e com elas o clique para as histórias que se seguiram. Histórias magicamente dolentes, mas que prenderam a atenção de quem não resiste a uma boa história; os alunos provaram-no pela atenção com que seguiam as tramas que a contadora foi tecendo. Histórias vindas de longe, histórias onde também a dor e a morte estiveram presentes, histórias que preenchem os sonhos... e dão que pensar.
Histórias que nos levam aos livros e a mais leitura. 
Não é isso, afinal, o que perseguimos nós, nas bibliotecas!
[Agradecimentos ao SABE bcl que, no âmbito da sua colaboração e apoio às bibliotecas do concelho, nos trouxe a Victória que conta e encanta. Que o digam os que por cá passaram!]

Festa da Poesia... festa da palavra [ecos da Semana da Leitura na Biblioteca da ESAF]

Parabéns à maravilhosa equipa de alunos (do 7.º ao 12.º ano) da ES Alcaides de Faria que, no dia 19 de Março, nos fizeram viajar de Camões a Manuel A. Pina, passando por Garrett, Cesário Verde, Eça de Queirós, Fernando Pessoa, Florbela Espanca, Vitorino Nemésio, Cecília Meireles, Natália Correia, Sophia de Mello Breyner Andresen, Matilde Rosa Araújo, António Gedeão, Clarice Lispector... 
Numa iniciativa da biblioteca da ESAF, no âmbito da Semana da Leitura - 2015, as palavras, na sua expressão poética, mas também em prosa, as palavras de autores da nossa língua, daqui e de além-mar, embeveceram tantos quantos se deslocaram à sala de leitura para a celebração das palavras do mundo e lembrança o Dia Mundial da Poesia, que se celebra a 21 de março. 
O final de uma sessão que apetece repetir, culminou com o cântico do poema "Ser Poeta é..." de Florbela Espanca.
[Foram muitos alunos e alguns os professores que com a biblioteca colaboraram para tornar momentos como este mais duráveis no tempo e significativos na promoção da leitura... momentos em que nós, os que seguiram a educação como modo de vida e de ser, também descobrem que os alunos são mais do que estudantes em situação de sala de aula, são seres que se descobrem detentores de possibilidades que, estamos convictos, só podem vir a reforçar o que no interior da sala de aula acontece]

16 de março de 2015

O nosso cartaz da Semana da Leitura 2015

[Cartaz da autoria de Pedro Rodrigues, prof.]
Sob o lema Palavras do Mundo, iniciou-se hoje a Semana Nacional da Leitura. Uma semana dedicada muito especialmente à promoção do gosto pela leitura junto dos jovens. Por cá iniciámo-la, logo pela manhã, com uma sessão de contos, Contos do Mundo, da qual faremos eco em próximo post. Por agora, o nosso cartaz, um trabalho criativo que jogando com palavras do mundo, quiçá as fundamentais, incita a nossa curiosidade no encalço do seu desvelamento. 
E tu, queres encontrar a tua palavra, a palavra que envolve o teu mundo? 

15 de fevereiro de 2015

Celebrar o amor com poesia, música e dança

Manhã de sexta-feira, 13 de fevereiro, 11:45, sala de leitura e mezanino da biblioteca escolar da ES3 Alcaides de Faria a transbordar de alunos de várias turmas. O motivo? Celebrar o amor numa sessão de poesia, que também foi de música e dança. Os protagonistas? Vários alunos do Ensino Básico, que sob a supervisão dos professores de Inglês, Rui Campos e Olinda Martins, disseram poesia de Shakespeare (na língua original e em português), mas também de Eugénio de Andrade (As palavras interditas), cantaram, dançaram... e encantaram a mais de centena e meia de alunos e vários professores que constituíam a plateia. Que melhor véspera para o dia de S. Valentim!

Uma viagem no tempo ao feito do Alcaides de Faria

Assim aconteceu... na manhã de quarta-feira, dia 11.fev., foi tempo de revisitação histórica ao feito dos Alcaides de Faria (Nuno Gonçalves e Gonçalo Nunes); Alcaides de Faria que dão nome ao nosso Agrupamento de escolas e remetem para uma evento lendário da nossa região - a defesa do castelo de Faria. Nessa viagem ao tempo do Rei D. Fernando de Portugal e das guerras com Castela, tivemos como guia de percurso o bibliotecário municipal, Victor Pinho, também ele historiador e investigador da história local. Sessão animada e de sensibilização histórica, lembrando aos mais novos que a identidade de uma escola também passa pela assunção plena dos seus símbolos.

A magia das histórias com Pedro Seromenho

A magia das histórias e das ilustrações, pela mão e a voz do escritor/ilustrador Pedro Seromenho, envolveu e encantou alunos e professores da ES Alcaides de Faria. Foi na passada terça-feira, dia 10 de fevereiro. Pedro Seromenho voltou, quase um ano depois, à biblioteca da ES Alcaides de Faria. É sempre um momento mágico este encontro com o escritor e as suas histórias, mas também a de outros autores que dá a descobrir, mundos de fábula e de policromia figurativa. Viajamos ao longo de mais de uma hora por universos outros e acreditamos que assim se chega aos leitores ("pequenos e graúdos", em iniciativas como esta que têm tudo para espoletar o processo de adesão à leitura recreativa, a leitura livre e prazenteira.