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28 de maio de 2013

Mia Couto, prémio Camões 2013


Hoje, quem entra na Biblioteca da ESAF logo se depara com menção ao mais recente Prémio Camões (2013), o escritor moçambicano Mia Couto. Uma nota biobibliográfica e um expositor das obras deste poeta, contista e romancista de língua portuguesa, constantes do catálogo da BESAF, são um acicate para os leitores que ainda não descobriram as suas qualidades de escrita e de exímio contador de estórias. Há muito a descobrir!


Outro galo cantará... exposição

Entre 27 e 31 de maio, decorre, no piso 2 da biblioteca escolar da ESAF, uma exposição itinerante de trabalhos elaborados pelos alunos de Educação Especial (Currículo Específico Individual) da EB23 de Manhente, que leva o sugestivo título: "Outro galo cantará...".
Os trabalhos expostos são um regalo para os olhos, formas multicolores em diferentes suportes, do papel ao azulejo, obra daqueles alunos, que frequentaram a Oficina de Artes e Tecnologias, no núcleo de Manhente, sob supervisão de uma equipa de docentes coordenada pela professora Fernanda Carvalho. 

23 de maio de 2013

O prazer de ler Blimunda

Já aqui fizemos menção à revista literária digital da Fundação José Saramago, chama-se, apropriadamente, Blimunda e já vai no 12.º número. 
A Fundação Saramago presenteia-nos a cada passo com uma revista que é um prazer ler. Fala de literatura, livros... de leitura.
No número de maio o autor do incontornável Cem Anos de Solidão é tema de capa. E assim podemos ler belíssimos textos sobre o nobelizado Gabriel García Márquez. Mas não é tudo... páginas adiante revisitamos Clarice Lispector (sobre a qual também decorre, em Lisboa - Fundação Calouste Gulbenkian - uma exposição imperdível, no dizer daqueles que já a visitaram), grande senhora das letras brasileiras de "Perto do Coração Selvagem", aqui numa abordagem à sua criação infanto-juvenil.
Apontamentos para uma leitura de A Estátua e a Pedra, um texto de Fernando Gómez Aguilera, é também um momento para uma incursão na obra de Saramago, segundo uma perspectiva reflexiva, de questionamento e interrogação certeira, na linha de uma postura de desassossego perante o desconcerto do mundo, ou, nas palavras de Saramago, que dizia não escrever livros só para contar histórias, na linha de quem se via como um "ensaísta",  alguém que escrevia "ensaios com personagens". 
A ler num ecrã perto de ti. Desfruta aqui

18 de maio de 2013

Livros que fizeram História

A partir da próxima segunda-feira (20/05) e até 31 de maio, quando entrares na biblioteca escolar da ESAF deparar-te-ás com um conjunto de painéis, dispostos no espaço da sala de leitura, que dão a conhecer 12 grandes obras que fizeram história, grandes livros que vão da religião à política, passando pela filosofia, física, biologia, poesia, teatro e a literatura fantástica. Grandes autores: Camões, Shakespeare, Darwin, Lewis Caroll, Einstein... entre outros.
Livros que fizeram História, uma mostra itinerante da Santillana, tem como referencial 12 grandes títulos "mundialmente reconhecidos como importantes contributos, à data da publicação, mas também na atualidade, para a evolução do conhecimento e do pensamento, para a mudança social e para fomentar o prazer de ler". A exposição serve como acicate  para o fomento da leitura de grandes clássicos mas também, no mesmo acto, proporciona a professores e alunos das escolas do Agrupamento não apenas uma visita diferente à biblioteca da escola sede, como ainda a exploração deste recurso (para os visitantes que assim o desejarem, antes ou depois da visita, podem aceder aos recursos - explicitação quadro a quadro - no link que indicamos - clicar aqui). 

Esta é uma oportunidade para se alargar horizontes face a um património cultural que é da Humanidade - os livros e as ideias neles contidas - mas é também um desafio para aqueles que face a esta seleção (porque esta é uma seleção, entre outras possíveis) queiram porventura sugerir as suas escolhas, porque outras há a par destas: da Ilíada a ao Cândido de Voltaire, passando pela Odisseia, Eneida,  República, Utopia, Diálogo dos Grandes Sistemas, O Príncipe e tantos outros. Fica o desafio: que livro(s) acrescentarias a este conjunto de obras?
[clica na imagem para visualizares, mesmo com música, o slideshow]


6 de maio de 2013

Li, gostei e recomendo... a palavra aos leitores

O que nos diz Vítor Samuel Oliveira, aluno do 12.º A, sobre este livro que leu, gostou e recomenda:

O Grande Gatsby
Autor: Francis Scott Fitzgerald
Editor: Clube do Autor
Colecção: Os Livros da Minha Vida
N.º págs.:188
Ano de publicação: 2011
(originalmente publicado em 1925 nos U.S.A.)
Categoria: Romance

"Confesso que o que mais me cativou para ler esta obra - O Grande Gatsby - foi a apresentação do novo filme nela baseado, com estreia para breve nos cinemas. E se a esperada estreia do filme foi o que me despertou mais curiosidade para ler a obra, agora que a li, devo admitir que estou em pulgas para o ver, pois a história é verdadeiramente fantástica e suscita grande expectativa para o filme. O livro, da autoria do escritor norte-americano Francis Scott Fitzgerald, é considerado um grande clássico do século XX e conta-nos uma história que se desenvolve durante os anos 20 num ambiente de grande riqueza e luxúria. 
O Grande Gatsby é um romance muito interessante, e o carácter misterioso da história vai despertando no leitor uma grande vontade de ler mais e mais a cada capítulo que passa. Assim aconteceu comigo. Esta breve obra é um livro que recomendo a qualquer leitor, querendo este (ou não) ver o filme que aí vem, pois trata-se de um clássico da literatura do século XX que, para além de ser muito interessante, é um romance bem conseguido e que sempre enriquece a cultura literária de qualquer leitor."
[Obs: este é um título que consta no fundo documental da BESAF e pode ser requisitado pelos nossos leitores]

29 de abril de 2013

Meetings in English - à conversa com estrangeiros a viver em Portugal

Por vezes é preciso revermo-nos na imagem que os outros nos devolvem para valorizarmos aquilo que de bom temos, não é que tal se passe com toda a gente, mas quando é Portugal que está em causa, parece ser essa a situação. Que sentimentos experimentamos quando ouvimos aquilo que estrangeiros, que escolheram Portugal como terra de acolhimento, dizem sobre nós? Que sentimentos experimentamos ao ouvir dizer de Portugal, das suas terras, das suas paisagens, da gente simples, mas genuína, do interior deste misto de montanhas e planícies à beira mar situado que é nosso país, algo tão bom como aquilo que nos vieram dizer os três convidados estrangeiros que, no dia 17 de abril, passaram pela biblioteca da ESAF, a convite da Área Disciplinar de Inglês (na pessoa da Prof.ª Olinda Martins)? 
Apraz-nos dizer que foi bom; bom em múltiplos sentidos: desde logo pelo pôr à conversa  (em inglês) estrangeiros que vivem em Portugal, e que o escolheram como local para viver, com jovens alunos do ensino secundário da ES/3 Alcaides de Faria; bom pela troca de ideias; bom pelo facto de sairmos deste encontro (no âmbito do projeto Meetings in English, da A. D. de Inglês) com uma chamada de atenção para a beleza da paisagem, a amenidade do clima, os sabores da gastronomia, a "simplicidade das gentes e da riqueza popular"; bom por ouvirmos um dos convidados dizer que iniciou a aprendizagem da língua pela literatura, com destaque para Eça, Júlio Dinis e José Saramago. Quem assim falou foram os convidados que por cá passaram e "tertuliaram", Josefine Zuibigsnater (holandesa a viver em Portugal desde há cinco anos) e o casal Susan Knox e Warren Buell (norte-americanos, desde há vinte anos no nosso país).
E assim, numa destas manhãs, tendo a biblioteca como palco, soube melhor ouvir falar (muito bem) de Portugal em inglês. Não fosse esta atividade ter a mão dos colegas de Inglês, nomeadamente da professora Olinda, a mentora e coordenadora da iniciativa. Também in english, como não poderia deixar de ser nesta ocasião, foi a leitura expressiva, pela aluna Ana Campos, de um poema de F. Pessoa - The happy sun is shinning” - (ele que também escreveu poemas em inglês).

25 de abril de 2013

Queridos livros

No mesmo dia (23/04) em que recebemos um "capitão de Abril" para evocar o espírito da "Revolução dos Cravos", também por cá evocámos o Dia Mundial do Livro, com a afixação de um mural com fotos premiadas em anteriores concursos do BESAF Photo (o concurso de fotografia promovido pela biblioteca da ESAF) e frases alusivas ao livro e ao papel que ele representa na construção do que somos.
E porque uma biblioteca é por excelência um local de partilha de livros e leituras, uma porta aberta para inúmeros mundos, mas também para o conhecimento e a diversidade dos saberes; uma frase trazemos à colação:
"Um livro não é apenas um amigo, cria novas amizades. Quando possuímos um livro com a mente e o espírito, ficamos enriquecidos. Mas quando o passamos a alguém, enriquecemos o triplo." _ Henry Miller in Os livros da minha vida (ed. Antígona, 2006).
...
Também a 23 se realizou, no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, a final distrital da 7.ª edição do Concurso Nacional de Leitura, na qual tiveram presentes centenas de alunos das várias escolas do distrito de Braga. A ESAF esteve representada por 6 alunos: 3 do Ens. Básico (Pedro Fernandes Sousa, 7.º ano; Ana Catarina Silva, 8.º; e Marta Sousa, 9.º) e 3 alunos do Ens. Secundário (José João Trigueiros, 11.º ano; Joana Patrícia Ferreira e Ana Sofia Martins, do 12.º ano). Parabéns a todos pela sua participação e dedicação à leitura.
Mas se no ano passado, em Braga, tivemos como vencedor (categoria Ens. Secundário) uma aluna da nossa escola, novamente este ano nos congratulamos com a presença de mais uma aluna da ESAF entre os cinco finalistas que disputaram o acesso à finalíssima de Lisboa, e com uma participação meritória, pois a Ana Sofia Martins chegou ao final das provas com o mesmo número de pontos que aquela que viria a ser a vencedora, uma outra aluna (da ES Barcelos) a quem o júri decidiu, face ao empate, atribuir a vitória no concurso. Parabéns à Ana Sofia que, não vencendo, esteve à altura, numa competição saudável e exigente, e à aluna vencedora que representará o distrito de Braga na finalíssima de Lisboa. 

Na festa da poesia > Pequenos Grandes Poetas

O concurso de poesia promovido pela Rede de Bibliotecas Escolares de Barcelos / pelouro da Cultura / Biblioteca Municipal de Barcelos (em colaboração com as 26 bibliotecas escolares do concelho), que desde 2012 leva a sugestiva designação - Pequenos Grandes Poetas - culminou ontem num festivo e muito concorrido sarau de poesia, realizado no auditório da Biblioteca Municipal de Barcelos, onde marcaram presença alunos das várias escolas do concelho, dos mais pequeninos aos jovens do Ensino Secundário. 

Numa verdadeira festa da poesia, ora com poemas inéditos apresentados a concurso, ora com a declamação de poesia em diferentes categorias de participação, o evento promotor da leitura e da escrita poética, mostrou a vivacidade de crianças e jovens que, em palco, evidenciaram as suas qualidades de escrita e de diseurs (dizedores, como bem dizem e grafam os amantes da poesia dita).
A ES/3 Alcaides de Faria (do A.E. Alcaides de Faria) tem motivos acrescidos para festejar pois que, pela terceira vez consecutiva, foi um aluno proposto pela biblioteca desta escola que venceu na modalidade declamação (categoria Ensino Secundário). Assim foi ontem (24/04) com a prestação do nosso aluno João Manuel B. Araújo, do 12.º ano, que disse o poema Porque de Sophia de Mello Breyner Andresen.
Parabéns João Araújo! Parabéns a todas as crianças e jovens que ontem abrilhantaram os Pequenos Grandes Poetas.
[se o conseguirmos, partilharemos aqui, oportunamente, uma foto da prestação do João no Concurso]

25 de Abril de 74 - revisitar para lembrar - ecos de uma sessão com alunos

[Lembrar o dia da Liberdade / BESAF 2013]
Hoje comemora-se uma data importante no quadro da nossa história recente. 39 anos passaram sobre esse "dia inicial inteiro e limpo / onde emergimos da noite e do silêncio" (nas palavras de Sophia de Mello Breyner Andresen). Foi o princípio da recuperação das liberdades fundamentais, da redescoberta de direitos inalienáveis, da assunção da democracia como melhor regime de governação (não obstante as suas fragilidades), da via aberta para a participação cidadã. Foi a revolução que Abril trouxe, porque muito mudou na sociedade portuguesa desde então. Nas palavras de abertura da celebração do Dia da Liberdade, que desde há vários anos levamos a cabo na biblioteca escolar da ESAF, com a presença de um "capitão de abril" (profícua colaboração da Associação 25 de Abril para connosco), referimos, aos muitos alunos presentes, que se recuássemos 40 anos, não teríamos a oportunidade de nos reunirmos assim e falarmos sobre valores democráticos como a liberdade, a solidariedade, a participação cívica... Há 40 anos muitos dos que ali se encontravam estariam com certeza destinados a uma inserção precoce na vida do trabalho e sem possibilidades social e economicamente sustentadas de continuar estudos. E lembrar isto não é meramente um exercício de imaginação retórica, é sensibilizar para a importância dos valores democráticos; sensibilizar os jovens, que nasceram bem depois do 25 de abril de 1974, para o conhecimento de factos importantes da história do seu país, pois ninguém constrói o futuro (e eles são e serão parte ativa nesse processo) sem o conhecimento do que fomos e do que somos... projetando-nos.
E isto é literacia (histórica, cultural...), condição essencial da cidadania; e a promoção das literacias é apanágio das bibliotecas, esses espaços de liberdade.
Assim aconteceu, na passada terça-feira, a Biblioteca da ESAF revisitou para lembrar, revisitou para sensibilizar, revisitou para mostrar que a democracia e os valores a ela associados são um bem precioso que importa sempre e sempre acarinhar. Cá recebemos um dos "capitães de abril", militar que também fez parte desse movimento, o coronel Bacelar Ferreira; militar que no Norte desempenhou o seu papel, a par de tantos outros seus colegas (em diferentes pontos do país) que arriscaram pela mudança de um sistema que já não era defensável; mudança essa que haveria de conduzir à instauração de um regime democrático no nosso país. 
Logo a abrir a sessão a professora Marieta, colaboradora da biblioteca, fez a leitura expressiva do conto de Manuel António Pina, O Tesouro, a bela história (a que já fizemos referência antes) que nos fala do "país das pessoas tristes", das pessoas que desconheciam a liberdade, e esse país era Portugal. A mensagem que passamos é de que não queremos um país de pessoas tristes, antes um país que acredite em si e no futuro. Seguidamente, o coronel Bacelar Ferreira conversou com os jovens, respondeu a perguntas, lembrou os acontecimentos da altura, não deixando por satisfazer a curiosidade de alguns alunos que o questionaram sobre detalhes do que aconteceu naquele dia histórico. Falou-se da guerra colonial, dos preparativos da rebelião militar, do quadro histórico, social, económico e político da altura, da intensa sensação de liberdade (de pensamento, de expressão, de movimento) sentida pelas pessoas, do papel do povo no apoio ao movimento em marcha, do direito ao voto, da expansão da escola a todos os cidadãos, de tantos outros aspetos que hoje nos podem passar despercebidos (mesmo àqueles que viveram aqueles acontecimentos). Por isso importa revisitar para lembrar, sensibilizar, consciencializar para a importância da democracia e, no mesmo passo, para o valor que lhe devemos dar... preservando-a.

20 de abril de 2013

25 de abril de 1974 - Revisitar para Lembrar

"Quem, vindo de outras terras, chegava ao País das Pessoas Tristes, não compreendia.(...) Contavam-lhes que o povo daquele país tivera um dia um imenso e belo tesouro e que alguém lho roubara (...) um tesouro tão grande e tão valioso que, sem ele, não podiam ser felizes. 
- Um tesouro?, perguntavam os visitantes muito surpreendidos. 
- Sim, um tesouro... A liberdade. 
- A liberdade? Um tesouro? (...) 
- Sim, a liberdade é como o ar que respiramos, diziam-lhes os seus novos amigos tristemente. Só quando nos falta, e sufocamos cheios de aflição, é que descobrimos que, sem ele, não podemos viver..." 
Até que um dia chegou em que, no País das Pessoas Tristes, as pessoas decidiram reconquistar o seu tesouro.
  [cartaz da autoria de David Figueiredo, prof. de Artes]
Revisitar este marco da nossa história recente, um acontecimento que data de há 39 anos,    e com ele lembrar o valor inalienável da liberdade como o pressuposto de uma cidadania democrática, participativa e solidária, é também literacia. E as bibliotecas são por excelência espaços onde germina a literacia, espaços de liberdade, portas abertas no tempo (como dizia Jorge Luís Borges).
É assim que, desde há alguns anos, a biblioteca da ESAF revisita e evoca:
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo.
                                                                                                                         [Sophia de Mello Breyner Andresen]

25 de abril é já na próxima semana. Vamos lembrá-lo.

[nota de final de página: neste post recorremos às palavras do grande e sempre lembrado Manuel António Pina (que certo, alegre e luminoso dia conversou com alunos nesta biblioteca), às palavras d`O Tesouro;  às inteiras e limpas palavras de Sophia, também; e às de Borges, que associava as bibliotecas ao paraíso]

14 de abril de 2013

Encontro com o escritor José Leon Machado

"Que faz um livro viver?" - pergunta-se Henry Miller numa obra interessantíssima e algo heterodoxa, que leva o título: Os Livros da Minha vida. Responde Miller: "Um livro vive devido à recomendação apaixonada que um leitor faz a outro". 
Esta é uma posição na qual também nos reconhecemos e, de certo modo, tentamos concretizar com várias das iniciativas da BE, inclusive aquela que dinamizamos aqui no blogue (a secção Li, Gostei e Recomendo... a palavra aos leitores, que ao longo dos últimos anos tem contado com a colaboração dos nossos leitores). Acreditamos também que, para além da recomendação vívida de um leitor, o encontro com autores materializa uma via de promoção da leitura ao colocar o escritor ou o ilustrador em contacto com o público leitor. É sempre uma mais-valia, em prol da leitura e do desenvolvimento de novos leitoresa vinda de um escritor à escola.
Assim aconteceu, aqui na ESAF, no passado dia 10, em plena Semana Concelhia da Leitura, desta feita por iniciativa da professora Maria José Simões e alguns colegas mais, da Área de Português, que lecionam ao Ensino Básico. José Leon Machado, o escritor, deslocou-se à escola e conversou com mais de duas centenas de alunos em duas sessões levadas a cabo no auditório da ESAF. Falou de si, do seu percurso ligado aos livros e à leitura, contou histórias interessantes a propósito do seu interesse pela leitura e pela escrita; falou ainda dos livros publicados (sem esquecer o mais recente: Vórtice), alguns deles traduzidos noutros idiomas, e do seu processo de escrita, respondeu às inquiridoras questões dos alunos, e ainda fez menção de deixar alguns autógrafos nas obras A Forma de Olhar e O sapo envergonhado.
É também destes momentos de encontro com escritores que germina a vontade de ler mais e de conhecer novos livros
E assim também se promove a leitura, desta feita sem grelhas de análise, nem fichas de leitura obrigatória, antes conversando livremente com quem escreve as estórias. 

13 de abril de 2013

Contos de Sophia de Mello B. Andresen - ensaio gráfico

na Semana Concelhia da Leitura...


Na sequência de outras exposições já apresentadas em anteriores Semanas da Leitura (Saramago - ensaio gráficoOs Lusíadas - ensaio gráfico), este ano contamos com Contos de Sophia de Mello Breyner Andresen - ensaio gráfico. A mostra, constituída por vinte e cinco quadros, obra de alunos do 10.º N (curso profissional técnico de multimédia) da ESAF, é fruto de um trabalho de ilustração gráfica que recria as ambiências de uma série de contos conhecidos de Sophia, d`A Menina do Mar ao Cavaleiro da Dinamarca, passando pela Fada OrianaO Rapaz de BronzeA Floresta, entre outros.
Inaugurada na passada 2.ª feira, 8/04, a par da apresentação de uma performance em torno da poesia de Sophia,  que tomou o mar como mote, esta exposição está patente ao público no foyer da Biblioteca Municipal de Barcelos até 19 de abril e enquadra-se também nas iniciativas levadas a cabo nesta Semana Concelhia da Leitura.
Vale a pena uma visita; a entrada é grátis, só tem que desfrutar.

12 de abril de 2013

Leituras sob o signo do Mar - performance: Mar de Sophia e exposição gráfica

Sob o signo do mar... mar de leituras, mar de palavras, mar de poemas, surgiu o Mar de Sophia - performance de poesia, música, dança, vídeo - uma iniciativa da biblioteca escolar da ESAF, que contou com a colaboração de alunos e alguns professores, levada à cena no auditório da Biblioteca Municipal de Barcelos. Na tarde de 8 de abril, no mesmo dia em que se iniciava a Semana Concelhia de Leitura (uma iniciativa conjunta do SABE/Rede de Bibliotecas de Barcelos com as bibliotecas escolares do concelho), as palavras de Sophia de Mello Breyner Andresen, palavras com aroma a maresia, embaladas pelo sussurro das ondas, os ecos de um navio largando o cais, a evocação das musas e Apolo, um pirata solitário no seu barco, um quarto branco frente ao mar, na mesa a rubra maçã, o grito do Ser e da poesia que é salvação e vida... ecoaram expressivamente no auditório da BMB; e com elas a graciosa dança, a música e o vídeo.
A sessão marcou também a inauguração da exposição: Sophia de Mello Breyner Andresen, contos - Ensaio Gráfico - uma original recriação gráfica das ambiências dos contos desta poetisa. A mostra, composta por 25 quadros, obra de alunos do 10.º N do Curso Profissional Técnico de Multimédia da ESAF, está patente no foyer da Biblioteca Municipal de Barcelos e pode ser visitada até 19 de abril. 

26 de março de 2013

Dia do Livro Português

Tendo como referência o dia em que foi impresso o primeiro livro em Portugal (pois saiu a 26 de março de 1487, da oficina de Samuel Gacon, em Faro), assinala-se hoje o Dia do Livro Português
Que possa esta data ser um momento para pensarmos sobre a importância do livro na formação de seres humanos mais cultos, mais sensíveis, mais abertos a novas ideias e, porque do livro português, mais despertos para a literatura portuguesa tão rica e multifacetada, da poesia à prosa ficcional, passando pela epopeia, o teatro, o conto, a crónica e mesmo a epistolografia. São tantos e tão bons os nossos autores, dos trovadores medievais aos escritores que rejuvenescem a nossa literatura atual, passando por Gil Vicente, Fernão Mendes Pinto, Bernardim Ribeiro, Camões, António Ferreira, Sá de Miranda, Vieira, Herculano, Garrett, Cesário Verde, Eça, Camilo, Antero de Quental, Aquilino, Pessoa, Mário de Sá Carneiro, José Rodrigues Miguéis, Nemésio, Sena, Sophia, Cardoso Pires, Herberto Helder, Ruy Belo, Vergílio Ferreira, Torga,  Saramago, A. Lobo Antunes, Mário de Carvalho, Manuel A. Pina, Gonçalo M. Tavares... lembrando alguns - mas sem o desmerecimento de outros - numa longa lista de prosadores e poetas que trabalharam (e trabalham) a língua, elevando a literatura portuguesa a um incontornável estatuto universal. 
Vale a pena ler os clássicos, escreveu Calvino, vale a pena ler os nossos autores, dizemos nós, desfrutar do que tem de bom a nossa literatura, dos clássicos incontornáveis (Camões - sempre) àqueles que hoje continuam a comover-nos com os seus poemas, as suas histórias, as suas palavras.