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17 de janeiro de 2013

Li, gostei e recomendo... a palavra aos leitores

O que nos diz Eduardo Coelho, aluno do 11.º ano, sobre estas duas obras que leu, gostou e recomenda...

Último Cabalista de Lisboa



Autor:Richard Zimler

Editor: Dom Quixote
Edição/Reimpressão: 2011
N.º de Págs.: 384
Categoria: Romance

"O Último Cabalista de Lisboa é um contagiante romance histórico que retrata um período pouco conhecido da História portuguesa, o chamado Massacre dos judeus de Lisboa (em 1506) onde pereceram cerca de dois mil cristãos-novos. 
A família Zarco era uma das muitas famílias que pertencia à sociedade portuguesa (lisboeta). E é no seio dessa família, sob a perspectiva de Berequias Zarco que a história se desenrola. Após a morte do seu tio (e mestre), Abraão Zarco, Berequias sente-se na obrigação de encontrar o assassino daquele que era o último cabalista de Lisboa. Um livro que prende!"
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Os Anagramas de Varsóvia



Autor:Richard Zimler
Editor: Oceanos
Edição/Reimpressão: 2009
N.º de Págs.: 368
Colecção: Mar de Histórias
Categoria: Romance

"Os Anagramas de Varsóvia é um romance policial narrado por um homem que supostamente devia estar morto. A história passa-se no gueto de Varsóvia, durante a segunda guerra mundial, num local onde os judeus foram obrigados a residir. 
Com uma trama contagiante, este é um bom livro que toda a gente deveria ler, mesmo que não aprecie o género policial, uma vez que desta obra se retira uma importante lição moral."

António Mota na Biblioteca da ESAF - crónica de uma manhã especial

11 de janeiro - manhã de sexta feira. Aguardamos um escritor. Um dia especial! É sempre diferente quando por cá passa alguém que cria mundos e que com eles preenche o imaginário de tantos leitores. Não são, afinal, sempre especiais as ocasiões como esta, em que se celebram as histórias, os livros e esse ato de co-criação que é a leitura? 
(fotos: Anita Pimenta / Carminda Rodrigues)
Desta vez aguardávamos António Mota, um escritor que, é justo dizer-se, não necessita de apresentações, de tão conhecido que é entre tantos e tantos jovens, e desde há tantos e tantos anos. À porta da biblioteca, não escondendo as ânsias de quererem entrar, acumulavam-se muitos e muitos alunos, alunos do 3.º CEB, quatro turmas; e outros mais que chegariam depois. E, ei-lo que chega, o escritor, atempadamente ao encontro com esta gente jovem, ávida de histórias, ávida de tramas e de personagens - e são tantas aquelas que vivem na inúmera lista de obras da sua autoria. Sala de leitura praticamente plena. Alunos informalmente sentados no chão, nas escadas e de pé, junto ao varandim do mezanino, alunos à espera das palavras e histórias que, talvez, aquele visitante traria na alforge dos seus muito particulares imaginários. 
Certo é que não se deram por descontentes, os alunos, pois o homem de letras, já conhecido das andanças dos livros de texto, acabaria por tornar algumas passagens de alguns dos seus livros tão vívidas e tão reais como se ali voltassem novamente a acontecer, convocando outro tempo e outros espaços e as personagens de carne e osso. Bastou para isso o prazer da leitura, da escuta e da imaginação, suscitado pelas palavras lidas pelo escritor. 
Mas sem que antes, os da casa, não fizessem uma receção ao escritor, com uma bela abertura de dança (as pupilas da professora Graça Monteiro) e uma breve e bela encenação de um texto (diálogo entre um avô e sua neta, interpretados pelo Rafael, aluno do 7.º, e pela professora Marieta). Foi tempo também para uma moderação bem conduzida por Ana Paula Brito, do SABE BCL, e algumas questões de alguns dos alunos presentes.
Depois dos autógrafos... a sensação de que os momentos de convívio e de leitura têm o seu quê de empolgante, mais ainda quando por cá passa um escritor.


7 de janeiro de 2013

Gerir & Poupar - sessões de literacia financeira

"Gerir & Poupar - Faz contas à vida"  foi o lema que presidiu às sessões de literacia financeira que hoje decorreram na escola, orientadas pela formadora Liliana Rio (Deleg. de Viana - da DECO - Associação Nacional de Defesa do Consumidor), numa iniciativa promovida pela biblioteca da escola em parceria com a A.D. de Economia e Contabilidade. Abordando o atual e incontornável tema da gestão do dinheiro e das melhores estratégias de poupança em contexto de escassez, as duas ações de sensibilização/formação, que chegaram a cerca de 200 alunos, materializaram um profícuo momento para se ouvir falar dos pequenos gestos e atitudes a ter em conta quando se gere a mesada / semanada disponível, mas também dos simples atos associados ao desligar de um interruptor ou à poupança de água, entre tantos outros. Desde há muito assumida como uma importante vertente das múltiplas literacias indispensáveis aos tempos que correm, a educação financeira é, a par de outras dimensões, cada vez mais uma condição de cidadania esclarecida, pois cidadãos informados estão melhor preparados.

3 de janeiro de 2013

Semana da Internet Segura 2013 nas escolas

De 4 a 8 de fevereiro deste ano decorrerá a Semana da Internet Segura nas Escolas, no ano do 10.º aniversário da iniciativa europeia Safe Internet Day, desta vez subordinada ao tema: "Os direitos e os deveres na Internet".
5 de fevereiro de 2013 é a data escolhida para assinalar o Dia da Internet Segura. Cientes do lema de que nunca é demais reforçar a importância de atitudes e comportamentos seguros na Internet por todos aqueles que a utilizam (quem não utiliza?), mas sobretudo pelos jovens, promoveremos junto dos nossos utilizadores/alunos, em articulação com professores da Área de Informática, a sensibilização para a questão dos direitos e das responsabilidades inerentes ao uso desta vasta rede, onde diariamente se cruzam milhões de interacções informativas, de pesquisa, relacionais, etc. 

12 de dezembro de 2012

Declaração Universal dos Direitos do Homem

...ecos de uma evocação.
No dia 10 de dezembro, assinalamos mais um aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Há 64 anos, corria o dia 10 de dezembro de 1948, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovava um documento que não é apenas uma carta onde se plasmam os princípios fundamentais do "ser humano", num mundo marcado tantas vezes pela desumanidade, mas também uma conquista civilizacional que urge proteger, lembrando e reiterando a necessidade de ser respeitada em todo o mundo. Assim, à voz de tantos outros que, em redor e mundo fora, lembraram a Declaração Universal dos Direitos Humanos, fizemos também eco da importância de manter vivos os seus princípios. Como tem sido prática, a Biblioteca Escolar da ESAF associou-se uma vez mais a esta celebração, tendo solicitado a professores e alunos colaboração na produção de materiais alusivos aos Direitos Humanos. Desse modo se construíram Tsurus - origamis alusivos à Paz e uma árvore dos direitos humanos, materiais expostos na sala de leitura da biblioteca, onde consta também um documento com os 30 artigos da DUDH e um mural ilustrativo de cada um deles, obra de alunos e professores que com a equipa da BE colaboraram. Na tarde do dia 10, alunos da nossa escola fizeram uma largada de balões, 30 balões, cada um com a inscrição de um artigo da D.U.D.H. e, em conjunto com alunos e professores de outras escolas de Barcelos, participámos também num encontro público de defesa e vigília dos Direitos Humanos, que contou com a presença da contadora de histórias Victória Triães e a articulação do SABE_Barcelos.

3 de dezembro de 2012

Ecos de uma sessão de poesia...

(fotos: Anita Pimenta, 10.ºH)
Ecos de uma sessão de poesia com o poeta Renato Filipe Cardoso, na tarde de terça-feira, 27/11, na sala de leitura da nossa biblioteca escolar.
Ouvir poesia, ler poesia, sentir poesia num ambiente de agradável comunhão de palavras e emoções, configura um daqueles momentos dos quais nunca abdicamos. E por isso são sempre bem vindos os poetas a um espaço como este. Bem-haja, pois, a sugestão em boa hora transmitida pelo professor João Castro que convidou Renato Filipe Cardoso a vir até à ESAF.
Foi de uma experiência de leitura e convívio com essa forma espiritualmente elevada de tecer as palavras e com elas os versos e os poemas, que realmente se tratou o encontro com autor e "dizedor" naquela tarde luminosa que agregou jovens de turmas do Ensino Secundário. Renato Filipe Cardoso leu e envolveu os presentes, desafiou-os mesmo a participar na sessão de leitura do livro que acaba de editar - "aprendiz de dourado".
Uma tarde de poesia lida, longe da solenidade pesada ou dos formalismos de ocasião, antes com a leveza própria de um clube de leitores, os que leem, os que ouvem, todos desfrutando.

27 de novembro de 2012

Parabéns, Valter Hugo Mãe

 Valter Hugo Mãe venceu, com a obra "A máquina de fazer espanhóis", o Grande Prémio Portugal Telecom 2012 de Literatura em Língua Portuguesa, na categoria Romance. 
Valter Hugo Mãe nasceu em Angola, Saurimo, em 1971; cedo veio para Portugal, tendo passado a infância em Paços de Ferreira. Atualmente, vive em Vila do Conde, é Licenciado em Direito e pós-graduado em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea. Reconhecido e galardoado autor da nossa Língua (já venceu também o Prémio Saramago), Valter Hugo Mãe faz parte da atual e brilhante geração de escritores portugueses, a par de Gonçalo M. Tavares, José Luís Peixoto, Afonso Cruz, João Tordo, entre outros.
A nossa biblioteca escolar já teve a honra e o prazer de receber Valter Hugo Mãe duas vezes, em novembro de 2008 e março de 2009. Foram dois momentos de grande intensidade cultural em que alunos e professores receberam e interagiram com o autor, lendo e encenando textos seus. Reveja essa passagem aqui ou aqui
Ah! Uma das obras seleccionadas, em outubro passado, para leitura e análise no âmbito do Concurso Nacional de Leitura (2012-13), 1.ª fase (aqui na escola), é precisamente... A máquina de fazer espanhóis.

26 de novembro de 2012

Sessão de poesia | ter. 27/11 > 15h

 É já amanhã, 3.ª feira, 27/11, pelas 15h, que se realiza, na sala de leitura da Biblioteca da ES/3 Alcaides de Faria, uma sessão de poesia com Renato Filipe Cardoso.
Para além de vária atividade ligada a projetos jornalísticos, copywrite publicitário, rádio e escrita criativa, Renato Filipe Cardoso é poeta galardoado com um prémio, menções honrosas e várias publicações em jornais e revistas literárias; já venceu um prémio na área do conto fantástico e editou um livro para crianças. É “diseur” convidado das Quintas de Leitura do Teatro do Campo Alegre, onde também participa esporadicamente com o projecto videográfico “Rua da Poesia”. Participou no programa “Um Poema por Semana” do Canal 2, e semanalmente colabora nas noites de Poesia do Pinguim Café, onde foi “diseur” residente entre 1991 e 1993. Editou, em Outubro de 2012, o seu primeiro livro de Poesia, “Aprendiz de Dourado", pela Texto Sentido.
Fica o convite à comunidade escolar.

25 de novembro de 2012

Pensar a ética prática e os valores - na primeira sessão do Quint`Ethos

Quint`Ethos, o espaço de discussão e partilha de ideias que, com a regularidade possível, decorrerá na sala de leitura desta biblioteca escolar, iniciou-se, como já havíamos dado conta, na passada quinta-feira, dia 22/11, com a presença de Nuno Fadigas, professor de Filosofia, doutorando em Ética Prática, investigador no âmbito da Filosofia e da Educação. 
Face a uma plateia de jovens e vários professores, que ao local se dirigiram, para ouvir falar de valores, Nuno Fadigas, falou-nos, sem concessões à facilidade, sobre a candente questão da ética prática e dos valores no contexto atual, começando, logo a abrir, por postular a asserção clara de que "pensar os valores é fazer inequivocamente filosofia". Mas, não obstante vogar numa discursividade de natureza filosófico-axiológica, o palestrante mostrou prender a atenção da plateia com recurso à exemplificação de situações onde as questões valorativas se colocam de sobremaneira. 
Superando de certo modo o maniqueísmo das dicotomias, Nuno Fadigas abordou as tradicionais caraterísticas da historicidade, do absolutismo, da perenidade, da relatividade... dos valores, para de seguida lhes aplicar uma estratégia de desconstrução argumentativa, questionando inteligentemente o lugar comum da designada "crise de valores" que, segundo a sua ótica, não existirá propriamente, pois, com mais propriedade, se deverá falar antes de uma "crise da representação (tradicional) dos valores". 
Numa sessão onde não se deu pelo correr do tempo, um momento de agradável fluir de conceitos, ideias e argumentos, nada melhor e suscitador da curiosidade dos jovens, que o ouviram atentamente, que finalizar com a assunção de que "pautar uma vida por valores é, enfim, levar uma vida livre", pois, definindo-se em liberdade, são afinal os valores que ampliam a nossa liberdade.

Porque estamos convictos de que as bibliotecas escolares são espaços de liberdade, a par da sua ineludível função de apoio ao currículo e de centro de recursos que são por função e natureza; porque as vemos (a elas, bibliotecas) como portas para o saber e um poderoso antídoto contra a menoridade intelectual, sabemos por isso que na companhia dos livros são sempre bem vindas estas iniciativas, sempre acarinhadas estas propostas vindas de nossos colaboradores; e, sobretudo, sempre bem vindos aqueles que, no contexto escolar, queiram trazer os seus alunos, porque cientes de que a formação destes nunca é espartilhada, antes global, integral.

22 de novembro de 2012

Escritor do mês - Sophia de Mello Breyner Andresen

Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004), voz incontornável no panorama da literatura portuguesa contemporânea, é o "nosso escritor do mês" de novembro; novembro, mês do seu nascimento e que nos suscita a apresentação de uma singela mostra de obras suas, constantes do acervo desta biblioteca, assim como a divulgação, junto dos leitores, da riqueza literária de uma mulher que marcou o século XX das letras portuguesas, pela sua mestria nos domínios da poesia, da narrativa e do texto dramático. Tantas e tantas são as obras que fazem parte do património cultural de inúmeros leitores que aprenderam, sonharam e reflectiram com Sophia. Uma autora que continua, pela luminosidade da sua obra, a iluminar o nosso olhar sobre o mundo.
Aproveitamos este espaço para transcrever uma breve nota biográfica:
“Autora de uma das mais belas obras da língua portuguesa, Sophia nasceu no Porto, em 6 de Novembro de 1919, numa família aristocrática de ascendência dinamarquesa. Viveu nesta cidade até aos dez anos, e posterior-mente em Lisboa, onde faleceu em 2004. Colaborou em revistas literárias: «Cadernos de Poesia» (1940-42), «Árvore» (1951-1958) e «Távola Redonda» (1950-1954). A sua obra abrange a poesia, o conto, sobretudo infantil, o ensaio e a tradução.
No mundo poético de Sophia, o mar, a terra, a casa, a infância e a família ocupam um es-paço privilegiado.
A sua vasta obra é considerada excecional e, por isso, nunca é demais lembrá-la.” - Fonte: Instituto Camões (texto adaptado)
... Sugerimos também um excelente recurso (da biblioteca Nacional), a consultar, sobre a autora: vida e obra [http://purl.pt/19841/1/]

Li, gostei e recomendo... a palavra aos leitores

O que nos diz Acácia Silva, aluna do 12.º D, sobre este livro que leu, gostou e recomenda:

Título: O Nome da Rosa
Autor: Umberto Eco
Editor: Presença/Público
Colecção: Mil Folhas
N.º de págs.: 473
Ano de publicação: 2002
Categoria: Romance






"Após me ter sido recomendado várias vezes, requisitei “O Nome da Rosa, de Umberto Eco. Eis um livro de que gostei e que recomendo vivamente!
A acção desenrola-se em meados do século XIV, numa abadia da Itália setentrional cujo motivo de maior orgulho era a sua biblioteca, uma das mais completas da época. Neste mosteiro, dar-se-á o encontro dos representantes da Ordem Franciscana e da Delegação Papal, discordantes quanto ao papel da Igreja na administração da sociedade e quanto aos bens que ela deve, ou não, possuir. Para mediar este encontro, Guilherme de Baskerville e o noviço Adso instalam-se, uns dias antes, na abadia. Contudo, estranhas mortes ocorrem, pelo que é incumbida, a Guilherme, a tarefa de as desvendar e encontrar o culpado.
Desde cedo, Adso e o seu mestre conjecturam uma relação entre estas mortes e a biblioteca (local misterioso, com vários locais proibidos e até um labirinto), fazem, então, várias excursões, nocturnas e secretas, que revelam o autor e o motivo dos crimes.
Através desta obra, fiquei a conhecer os costumes, a arquitectura e a sociedade numa época dominada pela Igreja Católica em que o conhecimento era acessível apenas a alguns. “O Nome da Rosa” levanta, ainda, várias questões filosóficas tais como, os conceitos de certo e errado, de bem e mal e da moral cristã. Posso então afirmar que foi absolutamente enriquecedora a leitura desta obra, cujo enredo me envolveu e me transportou para a época medieval num remoto mosteiro algures pela Itália."

18 de novembro de 2012

Quint`Ethos | 5ª feira, 22/11, pelas 15h, na Biblioteca


Uma das dimensões cruciais da ação em sociedade e nas comunidades de que fazemos parte é a dimensão ética, incontornável pilar da convivencialidade humana. Na educação, como na práxis quotidiana (nos mais diversos contextos relacionais), as questões de ética prática, o fundo moral e o quadro de valores em que nos posicionamos, marcam a nossa ação cidadã. De pouco nos vale o lamento da já esgotada frase - a eterna crise de valores -, pois corremos o risco de nunca descolar do diagnóstico. É preciso pensar e, sobretudo, refletir sobre o alcance e as consequências das nossas ações, a assunção das nossas escolhas e responsabilidades... Mais do que receitas importa consciencializar, fazer cair na conta de que somos com os outros e pelos outros. 
É com o fito nestas e outras questões que a iniciativa Quint`Ethos (delineada pelo Prof. Victor Seco em articulação com a Biblioteca da escola) dá o seu primeiro passo na próxima 5.ª feira e convida alunos (do Ensino Secundário) e professores a marcarem presença na sala de leitura da biblioteca da ESAF para ouvir falar o mestre em Filosofia Fernando Nuno Fadigas, professor do ensino Secundário e Universitário, investigador na área da Educação e das Ciências Humanas, nomeadamente da Ética Prática. O tema é não só aliciante como interpelador: Ética Prática - os Valores Hoje.
Fica o convite.

16 de novembro de 2012

Lembrar Saramago

"Vivo desassossegado, escrevo para desassossegar" foi o lema de um dos mais notáveis escritores contemporâneos de língua portuguesa, José Saramago (1922 - 2010), prémio Nobel da Literatura - 1998. E hoje é o dia em que se evoca 90 anos sobre a data do seu nascimento. Um "Dia do Desassossego", instituído pela Fundação Saramago, para lembrar a dimensão literária e humana de um escritor cuja escrita e discurso, dizemos nós, continua a desassossegar pelas razões mais nobres da aberta reflexão sobre o mundo em que vivemos e o modo como nele somos e estamos. 
Recuperamos aqui uma mostra que alunos da nossa escola fizeram sobre obras de José Saramago - Saramago Ensaio Gráfico - apresentada no âmbito da Semana da leitura de 2011, e que recria capas de alguns dos seus livros mais conhecidos.

8 de novembro de 2012

Biblioteca escolar: uma chave para o passado, presente e futuro

O mês das bibliotecas escolares, este ano subordinado ao lema > "Bibliotecas Escolares: uma chave para o passado, o presente e o futuro", nunca encerra; melhor dizendo e parafraseando o mote de uma belíssima canção brasileira... pois todo o dia é dia de biblioteca, esses espaços de trabalho, de pesquisa, de agradável encontro com o saber e o semelhante. Porém, encerrando formalmente o mês das bibliotecas escolares, levamos à cena (31/10), na sala de leitura da biblioteca (claro), uma performance que não poderia deixar de contar com os nossos amigos (quais mascotes) Teco e Teca em inolvidável diálogo sobre as bibliotecas e o seu papel (sim eles são uns verdadeiros amantes da biblioteca), num texto inédito (de Marieta Barbosa) pejado de referências (e as devidas reverências) a autores como Manuel António Pina, também a uma figura incontornável das bibliotecas portuguesas - Henrique Barreto Nunes (Da Biblioteca ao Leitor), como ainda Jacques Bonnet (Bibliotecas cheias de fantasmas - um hino aos apaixonados por livros e bibliotecas, que veem nestas "seres" complexos e plenos de interioridade).
Dando voz ao diálogo do Teco e da Teca, e animação à performance, estiveram professores e alunos colaboradores da biblioteca, numa sessão que envolveu, para além do teatro de marionetas, momentos de dança ao som de Virgínia Asthley e do Requiem de Mozart. Numa ponte entre o mundo das bibliotecas e a ancestralidade do espírito do dia (final do mês de Outubro), foi tempo também para uma cenografia a preceito, ao som de Mozart, seguida de três grandes interpretações de poemas de Herberto Hélder. Entre a alegria e a luminosidade da visita do Teco e da Teca, e a intensidade das palavras ditas de Manuel António Pina e Herberto Hélder, relembramos outra vez o mês das bibliotecas, o poder dos livros, da cultura, em última análise, da leitura, na configuração do que somos.