8 de março de 2008
Semana da Leitura 2008 | retrospectiva #1
De segunda a sexta-feira, a Biblioteca e a sua equipa, em articulação com a Área Disciplinar de Português, contando com a colaboração muito activa de alguns professores e alunos de turmas do Ensino Regular, diurno e nocturno, do Curso de Educação Formação - Operador Comercial (9ºG) e dos Cursos de Educação e Formação de Adultos - nocturno (nomeadamente em apoio ao suporte logístico da Feira do Livro), materializaram uma mão cheia de iniciativas com vista à consecução dos desideratos visados pelo Plano Nacional de Leitura, mas também deram nota clara de que a escola pode e deve ser sempre foco dinamizador de cultura.
Compreende-se porque desde há uma semana nem um post por estas bandas. Não por falta de vontade, vontade de dar a saber as diferentes iniciativas que se sucederam com o decorrer dos dias, mas porque o tempo, para além do dedicado à preparação e leccionação de aulas, foi também aplicado na consecução das iniciativas que nos propusemos levar a cabo no programa que aqui deixámos no último post.
Fica a convicção de que se contribuiu com paixão para a promoção da leitura.
1 de março de 2008
Semana da Leitura 2008
Cinco dias.
Cinco dias a festejar a leitura e o livro.
Cinco dias ("cinco noites") de Feira do Livro (novo e usado) no palco do Polivalente da ESAF (claro! que também vamos ter a feira aberta à noite para os alunos do Recorrente e EFA).
Cinco dias de iniciativas:
- "O Sabor das Palavras" - leitura itinerante sala a sala, com alunos de diferentes turmas, verdadeiros mediadores da leitura em trânsito pela escola (nas múltiplas salas do espaço escolar)
- conversa com o autor de "Corpo Inevitável" (poesia) - José Veiga (espaço Biblioteca)
- "A Força do Verbo " - happenings - leitura expressiva de excertos seleccionados de alguns dos sermões de Pe. António Vieira (em diferentes momentos e lugares do espaço escolar)
- sessão de leitura expressiva de poemas (espaço Biblioteca)
- leitura expressiva e dramatização da vida e obra de Luís de Camões (espaço Biblioteca)
- exposição de trabalhos de expressão plástica: ilustração de contos (Espaço ZERO - Bloco A)
- visionamento de documentos vídeo-filmes sobre o livro e a leitura
- ... outros eventos que se sucederão ao longo da semana.
Vamos festejar a leitura - participa!
E aceita um desafio:
acerta com o teu professor se é possível aproveitar um naco de tempo da aula, lendo um poema, um pequeno trecho em prosa, um microconto, uma pequena crónica...
Por que não fazer emergir, entre os interstícios de uma equação, a morfologia de um neurónio, a explicação do big-bang, uns filosofemas, a projecção de um sólido, ou mesmo antes ou depois de um salto no Plinto, a sonoridade de um poema ou de uma prosa que te faça reflectir, sentir, rir.
Podes ainda divulgar e partilhar um livro de que gostaste aqui no blogue ... Vamos a isso?!
23 de fevereiro de 2008
horizonte a ocidente
Ó vacilante beleza
esguia e sumptuosa na tua nudez de outono
em ti brilha ainda a adolescência verde
com os clarões de ouro com os seus frémitos fulgurantes!
Tu estás no círculo das grandes mutações
dos astros que te incendeiam
António Ramos Rosa, Horizonte a Ocidente, Cosmorama Edições, 2007
Novas do mundo dos livros, davam conta que ontem, 22, na Casa Fernando Pessoa, seria apresentado, pelo poeta Pedro Sena-Lino, o novo livro de António Ramos Rosa - Horizonte a Ocidente, editado pela Cosmorama Edições. Ora, a propósito, deixamos aqui a nota para os nossos leitores habituais (mas não só) que a Biblioteca da ESAF já conta com esta obra, que nos chegou às mãos graças à cortesia de um outro poeta: José Rui Teixeira que, em Novembro do ano passado, tivemos o privilégio de receber e escutar no espaço da BE. Ele que também lançou a desconcertante narrativa poética Zerbino.
“Poeta e ensaísta português, António Ramos Rosa, nasceu em Faro.
Com vasta obra, é também um reconhecido e profícuo tradutor. Foi nos anos cinquenta, um dos directores das revistas Árvore, Cassiopeia e Cadernos do Meio-Dia.
“Poeta das coisas primordiais, da luz, da pedra e da água”, António Ramos Rosa tem recebido inúmeros prémios nacionais e estrangeiros, entre os quais o Prémio Pessoa (1988) ou o Prémio Internacional de Poesia (1990) (…)
É, consensualmente, reconhecido como um dos grandes poetas portugueses contemporâneos.”
Horizonte a Ocidente
Autor: António Ramos Rosa
Edição: Cosmorama Edições | 2007
N.º de páginas: 48
ISBN: 978-989-8029-07-2
19 de fevereiro de 2008
Ano Vieirino #3
Dando continuidade à apresentação de uma selecção de alguns escritos de alunos sobre a actualidade de Padre António Vieira (com a colaboração - plasmada em incentivo - da Profª Maria J. Simões), seguem-se textos de Inês Azevedo e Diana Moreira (11ºB):
“Vos estis sal terrae” (S. Mateus, 5, 13). Há cerca de 400 anos Padre António Vieira proferia estas palavras no Maranhão, em 1654. O Mundo já se encontrava assim há 400 anos? Grande passado este que o Mundo traz consigo! Há 400 anos que a terra não se deixa salgar. Mas há 400 anos Vieira punha a hipótese de o sal não salgar; nos dias de hoje, na minha opinião, essa questão já não se coloca. Tantas provas já tivemos que a terra não se deixa salgar; já poetas diziam que os homens não sonhavam e, quando não se sonha, para onde vão os objectivos traçados?!" Inês (continuar a ler: aqui)
"A actualidade ideológica dos sermões de Padre António Vieira é inegável. Fervoroso defensor dos índios, as suas críticas à sociedade de outros tempos podem ser aplicadas à nossa sociedade. Por exemplo, os índios que outrora defendera, apesar de na actualidade terem os seus direitos protegidos por lei, continuam a ser ameaçados, não por trabalhos forçados (quem sabe? – hoje ainda existe escravatura, embora não tão denunciada como noutros tempos), mas pela ganância do homem (indústria madeireira, por exemplo)." Diana (continuar a ler: aqui)
18 de fevereiro de 2008
Semana Nacional de Leitura 2008

Com a colaboração de professores de diferentes áreas disciplinares, é nosso desejo ver concretizadas iniciativas que tenham como principal foco de atenção: o mundo da leitura.
Ano Vieirino #2
Na sequência de posts anteriores, em torno do quadricentenário de Padre António Vieira, eis que nos chegaram mais textos, com interesse, elaborados por alunos.
Apresenta-se, por agora, o que se segue, mais se seguirão em próximos posts.
Padre António Vieira – 400 anos
Outro aspecto, e talvez este ainda mais gritante que o anterior vai de encontro à principal luta de Vieira: a defesa dos índios. Falta também quem continue esta luta! Não me refiro apenas aos índios, mas às minorias éticas no geral, que são vítimas de inferiorização e discriminação, ainda nos dias de hoje. Torna-se, mais uma vez, necessário o aparecimento de um sucessor de Vieira, alguém que se atreva a dizer “BASTA!”, e que consiga, de uma vez por todas, fazer aquilo que Vieira não conseguiu: mudar o mundo.
Em suma, podemos concluir que, apesar de 400 anos passados, as ideias de Padre António Vieira se mantêm actuais, visto que ainda se verificam discriminações e que o Homem mantém os vícios e defeitos daquela altura.
"Li, gostei e recomendo" - a palavra aos leitores
Todos nós somos “vítimas”, um dia, de alguma coisa: de um estado de espírito, de um olhar, de uma palavra, de uma personagem, de uma música, de um texto, de um pensamento, de uma loucura.
No mundo não há loucura maior senão pensar que não somos loucos. Somos sim! Todos somos um pouco…
Algo nos move e, por muito pouco que seja, há sempre uma pitada de loucura associada às nossas acções. O livro: A Saga De Um Pensador ensina-nos a perceber a loucura daquelas pessoas que vivem mais do que as simples passagens do dia-a-dia. Demonstra-nos que existem pessoas que “sugam tanto o tutano da vida” que acabam por enlouquecer nas loucuras do seu ser, e descobrem aos poucos o que de mais secreto existe nos espíritos: medos, terrores, sonhos …
Talvez falemos, então, de pessoas com problemas mentais, ou pessoas com susceptibilidade para deprimir mais rapidamente, mas serão por isso mais fracos? Não. Muito pelo contrário! Vivem tudo numa emoção, ou loucura, acima dos outros… fazem tudo na mesma, sem receio do futuro, sofrem para consigo mesmas, mas com uma diferença: nada disfarçam perante os outros. Nós sim, somos fracos, pois temos vergonha de abraçar uma árvore, ao contrário de Falcão (personagem do livro). Quem somos nós para gozar ou criticar tal gesto fora do comum e belo por inteiro?
Este livro é bem mais que letras impressas em folhas brancas. Ele tem a capacidade de fazer chorar, rir, ganhar coragem para ser diferente, para assumir loucuras e enfrentar as nossas vontades! Retrata pessoas com diferentes maneiras de ver o mundo e de estar nele, diferentes estados psíquicos, e demonstra-nos que ele é bonito por isso mesmo.
A Saga De Um Pensador fala-nos, acima de tudo, de alguém com vontade de lutar pelas pessoas diferentes do nosso mundo, e fá-lo com tal beleza que é impossível ficar-lhe indiferente! Precisamos da loucura de pessoas diferentes para evoluir, e precisamos de aprender muito com elas para sonhar!
Sílvia Sendim, 12º C
17 de fevereiro de 2008
Ano Vieirino #1
Em Dezembro, numa das actividades culturais desenvolvidas por nós, Vieira foi a referência tutelar que norteou um belo e original texto, em jeito de sermão, que foi dito e encenado no espaço da B.E. e que pode ser lido na arca de textos (aqui na barra do lado).
Vem isto a propósito da colaboração que nos chegou via e-mail e que quadra bem com as comemorações do Ano Vieirino.
Um aparte, porém, antes da leitura do texto recebido (esperamos outros que tais!)
Dentre as virtualidades dos blogues, para além do seu registo mais informal e livre do condicionamento - com pendor mais institucional - da tradicional homepage, salientam-se as potencialidades de "actual" interactividade e de construção mais "comunitária" (sem deixar de ser global). Serve isto para reiterar a mais valia que é poder contar com a colaboração dos nossos leitores e sentir que também eles podem tecer as linhas que iluminam (no sentido eléctrico claro, nada de interpretações transcendentais), o ecrã que tem pela frente. Assim vai acontecendo, aos poucos, mas vai. Já cá se postou texto de leitores, a propósito das experiências de leitura, na rubrica: "Li, Gostei e Recomendo - a voz aos leitores".
Apresente-se agora o saboroso, mas reflexivo e crítico texto que um aluno nos remeteu a propósito de Vieira. (E assim se justifica o início deste post).
A ler vamos:

Actualidade ideológica?
António Vieira, nascido há 400 anos, alcançou grandes e valorosos feitos para a época em que viveu. No entanto, permitam-me a rudeza de afirmar que, se hoje nascesse, não passaria, provavelmente, de um paroquiano incógnito. Não porque as suas ideias não sejam actuais, longe disso, aliás, mas porque, se hoje criticasse com a mesma força com que o fez no seu tempo, seria por certo abafado; mais cedo ou mais tarde, o tempo de antena havia de se lhe acabar. Hoje em dia, se um padre incomoda muita gente, há-de aprender a guardar para si a sua opinião, para não correr o risco de desviar para a claridade os espíritos mais dúbios. Dá jeito manter o rebanho debaixo da árvore para que este não vislumbre o céu!
No entanto, as suas ideias, os seus sermões, mantêm-se muito actuais. Ou seja, em 400 anos de existência humana, os defeitos mantêm-se (ou agravam-se) e as virtudes, quando surgem do lado incómodo da coisa (criando alguma comichão!), facilmente se escondem com uma vigorosa coçadela que abane o suficiente a dita “coisa”, a sociedade em que estamos.
Por isso, por tudo isto (e mais algumas coisas), Vieira, se hoje pregasse para os lados do Maranhão, talvez falasse dos muito ricos e dos muitíssimo pobres. Talvez falasse, recorrentemente, do oportunismo, da ambição, da hipocrisia. Talvez, hoje, aparecesse na televisão brasileira aos berros, com um crucifixo na mão, e incitasse o Homem a mudar, a abrir os olhos… Mas afinal, para quê? Ele esteve cá há 400 anos e, desde então, pouco, muito pouco (talvez até nada!) mudou. José Luís Quesado (11.º B)
16 de fevereiro de 2008
Cuidou-se de amor...
Celebrou-se o amor, a paixão, as palavras com que se diz o amor, os afectos, os gestos, os olhares, os sentimentos, os enganos e desenganos, os sonhos, os desejos...
na Biblioteca Escolar.
Houve comédia - Shakespeare -, houve poesia, houve cartas de amor, houve um mundo de palavras e de gestos, houve animação; num dia pleno de actividades lúdico-culturais: três sessões de teatro com a apresentação de uma mini-peça extraída do Sonho de Uma Noite de Verão, de William Shakespeare, (alunos e professores da Área de Inglês); poesia dita e encenada (Ai flores, ai flores, do verde pinho... e mais ainda - alunos do Ensino Nocturno); o fogo das palavras na escrita e na voz de Marieta e Virgínia (professoras de Português) e cartas, muitas cartas (de muitos e muitos alunos, que deram livre curso à expressão dos seus sentimentos).
Cartas de Amor e pétalas;
o vermelho das pétalas derramado no ar,
sobre as cabeças,
tocando levemente
pessoas e livros.
E, sobre a distância dos séculos,
ainda o perfume de
Shakespeare e Dom Diniz.








reporte de imagens: aqui12 de fevereiro de 2008
A Midsummer Night`s Dream | O jovem Píramo e a sua amada Tísbia

O Sonho de uma Noite de Verão, de William Shakespeare, é uma comédia sobre o amor e os desenganos do amor. As fragilidades daqueles que estão apaixonados são levadas ao absurdo. A paixão percorre um longo e tortuoso caminho, com momentos de extrema felicidade, porque o amor está perto e a infelicidade de um amor longe. Os amuos, o contentamento descontente, a paixão incontrolável , levam quatro jovens nobres atenienses para a floresta, onde se perdem. São as vésperas do noivado do Duque de Atenas, Teseu, prestes a esposar a sua amada Hipólita, Rainha da Amazónia. Também Oberão, o Rei das fadas, está loucamente apaixonado por Titânia, a sua querida Rainha. A noite, na floresta, está entregue ao reino das fadas. Numa missão ultra secreta, ordenada por Oberão, um duende deverá submeter Titânia, quando esta estiver a dormir, a um encanto mágico que a levará a apaixonar-se por uma feia criatura e, assim, mais frágil, reconhecer de alma e coração a razão do seu verdadeiro amor. Na floresta, o duende encontra os pares de apaixonados atenienses e resolve trocar paixões. Os desenganos de amor só têm o desejado final feliz ao raiar do novo dia com as bodas de casamento do Duque de Atenas. Para honrar e celebrar a festa foi convidada uma trupe de actores amadores que levará à cena uma tragicomédia: O jovem Píramo e a sua amada Tísbia.
E eis algumas notas sobre autor:
William Shakespeare (baptizado a 26 de Abril de 1564 – 23 de Abril de 1616) foi poeta inglês e dramaturgo, considerado o maior escritor na língua inglesa e o mais notável dramaturgo do mundo. É frequentemente apelidado de poeta nacional inglês. As suas obras incluem 38 peças, 154 sonetos, dois poemas narrativos longos e outros poemas. As suas peças estão traduzidas nas principais línguas do mundo e são representadas mais vezes que as de qualquer outro dramaturgo.
Shakespeare nasceu e cresceu em Stratford-upon-Avon. Aos dezoito anos casou com Anne Hathaway, que lhe deu três filhos: Susanna e os gémeos Hamnet e Judith. Entre 1585 e 1592 começou uma carreira bem sucedida em Londres como actor, escritor e sócio dono da companhia de teatro, The Lord Chamberlain’s Men, mais tarde conhecidos como Os Homens do Rei. Retirou-se para Stratford por volta de 1613, onde morreu três anos depois.
Shakespeare produziu a maioria das suas obras entre 1590 e 1613. As suas primeiras peças eram essencialmente históricas e comédias, géneros que elevou ao mais alto grau de sofisticação e arte nos finais do século dezasseis. Depois escreveu principalmente tragédias até cerca de 1608, incluindo Hamlet, Rei Lear, e Macbeth, consideradas obras-primas na língua inglesa. Na última fase, escreveu tragicomédias e colaborou com outros dramaturgos. Muitas das peças foram publicadas em edições durante a sua vida. (tradução e adaptação da Wikipedia)
7 de fevereiro de 2008
Shakespeare na Biblioteca | 5ª feira
Seguir-se-ão mais indicações sobre esta e outras iniciativas também previstas para o dia da celebração do amor e dos afectos. Fica para já o cartaz alusivo.
6 de fevereiro de 2008
Imperador da Língua Portuguesa
Padre António Vieira (Lisboa, 1608 - Bahia, 1697)Sintam a beleza das palavras, o ritmo, a musicalidade, a forma do texto... sintam as imagens que fluem como que aladas, porque de aladas palavras se desprendem.
Eis um curto excerto do Sermão do Espírito Santo (em defesa dos índios brasileiros):
«Arranca o estatuário uma pedra dessas montanhas, tosca, bruta, dura, informe; e, depois que desbastou o mais grosso, toma o maço e o cinzel na mão, e começa a formar um homem - primeiro membro a membro, e depois feição por feição, até a mais miúda: ondeia-lhe os cabelos, alisa-lhe a testa, rasga-lhe os olhos, afila-lhe o nariz, abre-lhe a boca, avulta-lhe as faces, torneia-lhe o pescoço, estende-lhe os braços, espalma-lhe as mãos, divide-lhe os dedos, lança-lhe os vestidos; aqui desprega, ali arruga, acolá recama; e fica um homem perfeito...» _Padre António Vieira
E aqui F. Pessoa, num excerto da Mensagem (1ªParte- O Encoberto) em verdadeira celebração:
O céu ´strela o azul e tem grandeza.
Este, que teve a fama e à glória tem,
Imperador da língua portuguesa,
Foi-nos um céu também.
No imenso espaço seu de meditar,
constelado de forma e de visão,
Surge, prenúncio claro do luar,
El- Rei D. Sebastião.
Mas não, não é luar: é luz do etéreo.
É um dia, e, no céu amplo de desejo,
A madrugada irreal do Quinto Império
Doira as margens do Tejo
5 de fevereiro de 2008
Padre António Vieira
logótipo do Ano VieirinoEscritor, padre jesuíta, missionário, político, grande orador, diplomata, defensor dos índios e dos judeus, homem do mundo que, ao tempo, séc. XVII, cruzou várias vezes o Atlântico, percorreu o Brasil e a requintada Europa e com os seus sermões e o poder das suas palavras, arrebatou os cultos e os menos cultos, encantando-os; Vieira, Padre António, deixou a sua marca num legado cultural e humanista de ímpar grandeza. Com uma obra escrita tão vasta, que comporta centenas de sermões, de cartas e tratados de vária natureza, da politica à filosofia passando pela teologia e pelos escritos sociais; obra ainda em análise, valerá a pena recorrer à estante e resgatar algumas das belas páginas de um sermão. Queres fazê-lo? Isto é lê-lo!
Enquanto isso, podes também relembrar a actividade que, em jeito de antecipação, levámos a cabo na Biblioteca, aquando da leitura (por Rui de Campos) de um “sermão” ao estilo vieirino, original de Méssá (pseudónimo de uma professora na nossa escola), no final do ano anterior. É só ler aqui e aqui.
4 de fevereiro de 2008
Ler
2 de fevereiro de 2008
"Li, gostei e recomendo" - a palavra aos leitores
"A Viagem dos Meninos Mortos" de Eugenio Aguirre (México), é um livro que fala do negócio que há com órgãos de crianças do Terceiro Mundo. Fígados, rins e outras vísceras, no mercado negro, destinadas a transplantes em crianças doentes de famílias poderosas.
Infelizmente este romance, por mais duro que pareça, mostra uma realidade de que todos nós já ouvimos falar e que dá que pensar. Que mundo é este em que o dinheiro fala mais alto do que uma vida e onde há pessoas completamente destituídas de sentimentos? E as que têm poder de fazer alguma coisa não tomam nenhuma posição para combater estas atrocidades?
"Capitães da Areia", de Jorge Amado, um livro que relata o destino de menores abandonados e delinquentes que vivem em grupos solidários.
Paula Silva, 11ºU


