Páginas

15 de novembro de 2007

16.Nov. ||| Dia Internacional para a Tolerância

fonte: www.tolerance.org/

Em 1995, com a aprovação da Declaração de Princípios sobre a Tolerância, a UNESCO instituiu um Dia Internacional para a Tolerância, a celebrar no dia 16 de Novembro de cada ano. Do seu texto retiramos excertos que nos devem fazer reflectir sobre o mundo que nos rodeia; sobre a constante emergência da intolerância nas relações entre pessoas, comunidades e povos.

"A tolerância é o respeito, a aceitação e o apreço pela riqueza e a diversidade de culturas do nosso mundo, pelos diferentes modos de expressão (…)
É a harmonia na diferença.
[…]
A tolerância não é concessão, condescendência, indulgência. É, antes de tudo, uma atitude activa fundada no reconhecimento dos direitos universais da Pessoa.
[…]
A prática da tolerância significa que cada pessoa tem a livre escolha das suas convicções e aceita que o outro desfrute da mesma liberdade.
[…]
A educação é o meio mais eficaz para prevenir a intolerância.
[…]"

in Declaração de Princípios sobre a Tolerância (UNESCO)

A intolerância tem normalmente a sua origem na ignorância e no medo; medo do desconhecido, do “outro”, de outras culturas, religiões, nações. Encontra-se ligada a um sentimento exacerbado de auto-estima e orgulho…

A Equipa da Biblioteca convida-te a assinalar este dia escrevendo, para isso, pelo menos uma ideia simples que promova a tolerância e celebre a diversidade. Deixa um sinal de ti numa das folhas soltas que encontrarás na Biblioteca e noutros locais da Escola ou, em alternativa, serve-te do espaço de comentários deste blogue.

Reflectir é preciso

Assinala-se hoje, 15 de Novembro (3ª Quinta-feira do mês), o Dia Internacional da Filosofia, instituído pela UNESCO,em 2002, com o objectivo de celebrar, em todo o mundo, a necessidade da reflexão filosófica. O tema deste ano prende-se, segundo Koichiro Matsuura (Director Geral da UNESCO), com a problemática da consolidação de diálogos (filosóficos, políticos, interculturais) e do entendimento mútuo em torno das memórias e valores partilhados, das ambições e dos projectos comuns.
Jacques-Louis David, A Morte de Sócrates

8 de novembro de 2007

Nova enciclopédia

Já se encontra ao dispor dos utilizadores da BESAF, para consulta no espaço da Biblioteca, a Grande Enciclopédia Planeta (18 Vols.). Em breve, será também disponibilizado, nos computadores da BE/CRE, acesso ao suporte multimédia desta enciclopédia.


3 de novembro de 2007

Halloween na Biblioteca

Tendo como mote a saudação às longas noites de Inverno e convocando o imaginário próprio da celebração do Halloween, esse ritual ancestral com origens célticas e desde há longos séculos popularizado na cultura anglo-saxónica; a Biblioteca da nossa escola, no quadro das iniciativas de dinamização cultural, apresentou, no dia 31 de Outubro, uma aproximação literária e lúdica ao tempo de Halloween. Para além da abóbora evocativa, que ao longo do dia, exposta no balcão de atendimento, foi chamando a atenção de uns e de outros, a tarde e a noite revelou o prato forte. Pela tarde, alunos e professores de algumas turmas do Básico, assistiram à performance “dramático-vocal” de Rui de Campos (professor da Área de Inglês e Alemão) que levou à cena a leitura adaptada do conto “The Fall of the House of Usher “ (“A Queda da Casa de Usher” ) de Edgar Allan Poe, ao som de Erik Satie e de uma sequência de imagens em fundo.
A noite, essa, trouxe consigo emoções fortes. Pelas 22h30, sala de leitura cheia, lâmpadas apagadas, computadores em descanso e, no escuro, a luz alaranjada da abóbora, iluminada por uma vela tremeluzente, conferia ao momento e ao espaço a tensão própria de quem está para assistir a algo de fantástico e misterioso. A leitura do conto de Poe, graças ao poder interpretativo da voz de Rui de Campos, com as suas nuances e inflexões, soube impregnar a atmosfera da emotividade nevrótica, angustiante e plena de suspense, tão peculiar às obras Edgar Allan Poe. A assistência ouvia com atenção e arrepios à mistura.
Depois do fantástico e do insólito, um intervalo para a leitura do poema “Entidade Nocturna”, da autoria do poeta Daniel Maia-Pinto Rodrigues, pela voz de José Veiga (professor).
A sessão nocturna finalizaria com uma imaginativa encenação do poema “O Mostrengo” de Fernando Pessoa, levada a cabo por José Veiga (Prof.), Tiago e Salete (alunos). Os sons estranhos e reverberantes de uma guitarra eléctrica seguidos da voz da narradora, anunciaram o “homem do leme” que, ali mesmo, ousou enfrentar o “mostrengo” de longas e negras vestes, aterrorizador, de máscara à “Commedia dell' Arte”. Por momentos, o mostrengo, cirandando entre o público, assombrou espíritos, não fosse o “homem do leme” ter feito valer o seu arrojo face a tão temível Adamastor. Mas tudo acabou bem, às trevas da noite o riso se impôs e todos, em debanda, iam quiçá pensando em algo sobre as “doçuras ou travessuras?” dessa noite de Halloween. Será que alguém teve pesadelos?

24 de outubro de 2007

Um certo olhar sobre o livro

Livro, esse mais que objecto!
Foi esta a proposta criativa de algumas alunas que, numa atitude irreverente, provocatória até, procuraram questionar um certo "status" de livro enquanto objecto - objecto; enquanto objecto encarcerado na condição de "não-lido". Numa das paredes da biblioteca (onde expõem), desafiam-nos a resgatar o livro dessa condição, desse limbo de "não-ser", desse estado de empoeirada letargia a que muitos e bons foram votados e que esperam o toque do leitor para renascerem de novo como objectos mágicos. Afinal, como nos diz William Ospina (num texto intitulado A Cidade dos Livros), "sem a memória e a imaginação daquele que escut
a ou daquele que lê, o livro seria letra morta, um objecto imóvel numa estante".
Tu tens o poder de os libertar, esse poder que adquirimos bem cedo, quando lentamente, esforçadamente, uníamos as letras, articulávamos as palavras e, prodígio dos prodígios, descobríamos, com gosto, o sentido que das frases emergia.
Tens tu esse poder?
Autoria: Andreia Moreira, Graça Machado, Renata Cachada (11ºJ, ESAF.2007)


Autoria: Diana Silva, Diana Abelheira, Rita Loureiro (11ºJ, ESAF.2007)

23 de outubro de 2007

Estes são muito especiais

Em sintonia com a celebração do Dia Internacional das Bibliotecas Escolares, lançámos um conjunto de marcadores alusivos ao mundo dos livros e da leitura. Obra de alunos da área de Artes visuais (11ºJ), os marcadores são muito originais, plenos de criatividade e funcionais. Para além daquilo que imediatamente nos proporcionam: marcar as páginas do livro que lemos (sim! também oferecer alguém especial); estes marcadores encerram várias mensagens, desde logo a reprodução das pequenas (grandes) obras de arte saídas da criatividade e engenho de alguns dos nossos alunos, que responderam afirmativamente ao desafio proposto; também as frases emblemáticas (no verso) de autores sobre livros e leitores; ainda a referência através dos logótipos da BESAF e do ISDL ao D.I.B.E. ;e, mais ainda, uma referência incontornável ao Cinquentenário da nossa escola.
Embora nem todos tenham sido editados em suporte impresso, ei-los em suporte digital:

Aconteceu na BESAF

Ontem foi um dia diferente na nossa biblioteca escolar, uma jornada de dinamização de actividades a assinalar o "Dia Internacional das Bibliotecas Escolares". Ao longo de duas sessões (manhã e tarde), os alunos da turma M do 11º ano, sob a orientação da professora Marieta, levaram a cabo a apresentação/interpretação encenada de excertos poéticos de vários autores da nossa literatura (Pessoa, Gedeão, Eugénio de Andrade, entre outros), tomando como mote o sonho e o despertar para a leitura. Uma obra recente de Luísa Dacosta, "O Rapaz que sabia acordar a Primavera", serviu de fio condutor ao espectáculo apresentado. Expressão plástica, corporal, vocal, musical... num momento que suscitou agrado e empatia nos alunos e professores que assistiram.
A iniciativa serviu não só como espaço para sentir o mágico poder das palavras, mas também como momento de reflexão sobre a função da biblioteca escolar e da mais valia que esta encerra. Fica um breve registo fotográfico do que por cá aconteceu.fotos: JD/07

21 de outubro de 2007

D.I.B.E.

JD/07
A Biblioteca escolar/Centro de recursos da ESAF, assinala amanhã o Dia Internacional da Biblioteca Escolar que, este ano, tem como lema: Aprender mais e melhor na Biblioteca Escolar.
Das iniciativas previstas para o dia, destacamos a apresentação de duas sessões de expressão dramática - exercício de interpretação livre em torno de uma obra recente de Luísa Dacosta: "O Rapaz que sabia acordar a Primavera" (às 10h e às 15h). No âmbito da expressão plástica, a exposição de alguns trabalhos de alunos de artes que tomaram como motivo de criação o objecto livro, numa expressão: "O livro - esse mais que objecto". Em simultâneo, o lançamento de uma colecção de marcadores alusivos ao universo do livro e da leitura, bem como um outro que assinala os 50 anos de vida da Escola Secundária Alcaides de Faria. Esta colecção é limitada, originalíssima e obra de alunos da área de artes que colaboram com a BE/CRE.
A equipa da biblioteca, alunos e professores envolvidos contam com a vossa presença.
Participem!

15 de outubro de 2007

O que preferes ler?

Participa no inquérito!
À distância de um pequeno movimento do rato, aqui na barra ao lado, podes participar no inquérito que te propomos. Escolhe as opções que mais se ajustem às tuas preferências (é possível seleccionar mais do que uma resposta).
Participa!

14 de outubro de 2007

Folheias um livro...

Como resistir à transcrição de um poema inédito (hoje no P2 do Público) da autoria do poeta, ensaísta, crítico literário, tradutor (soube que foi também professor de Filosofia) Fernando Guimarães, recém galardoado com o Grande Prémio de Poesia 2006 da Associação Portuguesa de Escritores. Como resistir à beleza de um poema que nos remete para essa constatação maravilhosa de que no livro que folheamos, que lemos, na página que fixamos, há todo um sentido que é nosso?
O livro, esse mais que objecto que nas nossas mãos renasce sempre. Sempre!

Folheias um livro

Folheias um livro. Numa das páginas encontras um desenho
que está por concluir. Por alguma razão ficou assim. Talvez
sejam suficientes as linhas ali desenhadas. Numa praia
podem ser vistos alguns vestígios da água. Muitas vezes procuras
descobrir o sentido do que não precisa sequer de estar
junto de ti, porque houve mãos que já o sabiam. De novo a água
atravessa aquelas páginas. Fixas o teu olhar e recebe-la
para que também sejam as tuas mãos capazes desse conhecimento.
Depois
principiaste a ver melhor o que nem sequer existia. Fechas
o livro devagar. O desenho que tinhas encontrado está agora completo.
(inédito de Fernando Guimarães, 2007)

7 de outubro de 2007

Livros versus televisão

Já pensaste no papel da leitura na tua vida? E qual o da televisão?

Segue-se extracto de um texto de William Ospina (“Cidade dos Livros”) para suscitar a reflexão.

“Posso atrever-me a dizer que ler é melhor que ver televisão? Claro que sim, ler é melhor. Porque ler é uma actividade criativa e assistir a programas televisivos nem sempre o é. Durante o breve tempo, a hora e meia que dura um filme, e se o filme for bom, ver televisão pode ser um exercício criativo. Mas aquele que vê televisão durante horas a fio, acaba por se converter num receptor passivo de informações que nem sequer se processam, daí a estranha sensação de vazio que experimenta quando está longo tempo preso ao ecrã. (…) O maior problema da televisão, que acaba por nos mostrar tudo, é talvez o facto de não deixar lugar à imaginação, à criatividade pessoal. Dá-nos as palavras, os cenários, os rostos e as acções. (trad. adaptada) Fig. Tute /La Nación

6 de outubro de 2007

50 anos

Directamente da caixa dos comentários ao post "Sputnik", há uma frase que resistimos a deixar que fique por lá; a interessante observação de um aluno que cruza o cinquentenário do lançamento do Sputnik com o cinquentenário da nossa escola. Nos idos de 50 esta escola começava a formar para a vida gerações de alunos.
Eis a frase com que este aluno brinda a aniversariante.
"50 anos depois do lançamento do primeiro satélite natural da Terra e curiosamente 50 anos depois da inauguração da nossa querida escola.
Parabéns ESAF!"


Obrigado.

Quando nos apetecer... Liberdade...para ler!

A aluna Carla (12º), recorreu a Fernando Pessoa para comentar o post sobre a paixão da leitura. Escolheu "Liberdade" e nós tomamos a liberdade de o transcrever aqui, no corpo do blogue; assim como as palavras com que fecha o seu comentário:
"O poeta que defende a liberdade de não ler pela obrigação mas pelo prazer, pois, "Grande é a Poesia". Os livros mostram-nos mundos para além do Mundo, mostram-nos pessoas, culturas, o Mundo, os sons, as cores, sentimentos... no fundo, mostram-nos o Eu que todos encerramos."

E agora o poema:

Liberdade

Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.

O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...

Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

O mais que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...
Fernando Pessoa

5 de outubro de 2007

Qual o som deste poema?

A interacção que tanto se apregoa da net, ou dessas estranhas ferramentas que dinamizam o espaço cibernético, tem destas coisas: não é que cria mesmo interactividade, troca de informação! Pois é, os electrões mostram a sua força e, pela caixinha dos comentários, lá nos chega uma sugestão poética. Venham daí as sugestões, os comentários, o excerto que toca, o texto que guardam, o poema que querem partilhar... O J. Veiga dá-nos a ler Gastão Cruz com um poema da obra "A moeda do Tempo". Sugestão enviada para caixa dos comentários que, reparo agora, é anterior à notícia de ontem que dá conta precisamente que Gastão Cruz (com a obra citada), Mário Cláudio (com "Camilo Broca") e José Pedro Serra (com "Pensar o Trágico"), foram precisamente os vencedores da 28ª edição dos Prémios Literários do P.E.N. Clube Português.
Fica a menção, vamos ao poema:

A LUZ

Um tempo há em que os fantasmas vêm
todas as noites todos os dias
no céu pairar como se nuvens
fossem e nós um mar de safiras frias

A luz contudo sobre nós ainda
vibra o seu sexo bárbaro esculpindo-nos
na pele a história desses dias finda;
e o mar que somos, reflectindo

no céu dos outros nossos corpos vivos,
funde num tempo só o findo e o vivo

Gastão Cruz,
A Moeda do Tempo