24 de outubro de 2007
Um certo olhar sobre o livro
Foi esta a proposta criativa de algumas alunas que, numa atitude irreverente, provocatória até, procuraram questionar um certo "status" de livro enquanto objecto - objecto; enquanto objecto encarcerado na condição de "não-lido". Numa das paredes da biblioteca (onde expõem), desafiam-nos a resgatar o livro dessa condição, desse limbo de "não-ser", desse estado de empoeirada letargia a que muitos e bons foram votados e que esperam o toque do leitor para renascerem de novo como objectos mágicos. Afinal, como nos diz William Ospina (num texto intitulado A Cidade dos Livros), "sem a memória e a imaginação daquele que escuta ou daquele que lê, o livro seria letra morta, um objecto imóvel numa estante".
Tu tens o poder de os libertar, esse poder que adquirimos bem cedo, quando lentamente, esforçadamente, uníamos as letras, articulávamos as palavras e, prodígio dos prodígios, descobríamos, com gosto, o sentido que das frases emergia.
Tens tu esse poder?
23 de outubro de 2007
Estes são muito especiais
Embora nem todos tenham sido editados em suporte impresso, ei-los em suporte digital:








Aconteceu na BESAF



fotos: JD/0721 de outubro de 2007
D.I.B.E.
Das iniciativas previstas para o dia, destacamos a apresentação de duas sessões de expressão dramática - exercício de interpretação livre em torno de uma obra recente de Luísa Dacosta: "O Rapaz que sabia acordar a Primavera" (às 10h e às 15h). No âmbito da expressão plástica, a exposição de alguns trabalhos de alunos de artes que tomaram como motivo de criação o objecto livro, numa expressão: "O livro - esse mais que objecto". Em simultâneo, o lançamento de uma colecção de marcadores alusivos ao universo do livro e da leitura, bem como um outro que assinala os 50 anos de vida da Escola Secundária Alcaides de Faria. Esta colecção é limitada, originalíssima e obra de alunos da área de artes que colaboram com a BE/CRE.
A equipa da biblioteca, alunos e professores envolvidos contam com a vossa presença.
Participem!
15 de outubro de 2007
O que preferes ler?
À distância de um pequeno movimento do rato, aqui na barra ao lado, podes participar no inquérito que te propomos. Escolhe as opções que mais se ajustem às tuas preferências (é possível seleccionar mais do que uma resposta).
Participa!
14 de outubro de 2007
Folheias um livro...
O livro, esse mais que objecto que nas nossas mãos renasce sempre. Sempre!
Folheias um livro
Folheias um livro. Numa das páginas encontras um desenho
que está por concluir. Por alguma razão ficou assim. Talvez
sejam suficientes as linhas ali desenhadas. Numa praia
podem ser vistos alguns vestígios da água. Muitas vezes procuras
descobrir o sentido do que não precisa sequer de estar
junto de ti, porque houve mãos que já o sabiam. De novo a água
atravessa aquelas páginas. Fixas o teu olhar e recebe-la
para que também sejam as tuas mãos capazes desse conhecimento.
Depois principiaste a ver melhor o que nem sequer existia. Fechas
o livro devagar. O desenho que tinhas encontrado está agora completo.
(inédito de Fernando Guimarães, 2007)
13 de outubro de 2007
7 de outubro de 2007
Livros versus televisão
Já pensaste no papel da leitura na tua vida? E qual o da televisão? Segue-se extracto de um texto de William Ospina (“Cidade dos Livros”) para suscitar a reflexão.
“Posso atrever-me a dizer que ler é melhor que ver televisão? Claro que sim, ler é melhor. Porque ler é uma actividade criativa e assistir a programas televisivos nem sempre o é. Durante o breve tempo, a hora e meia que dura um filme, e se o filme for bom, ver televisão pode ser um exercício criativo. Mas aquele que vê televisão durante horas a fio, acaba por se converter num receptor passivo de informações que nem sequer se processam, daí a estranha sensação de vazio que experimenta quando está longo tempo preso ao ecrã. (…) O maior problema da televisão, que acaba por nos mostrar tudo, é talvez o facto de não deixar lugar à imaginação, à criatividade pessoal. Dá-nos as palavras, os cenários, os rostos e as acções.”
6 de outubro de 2007
50 anos
Eis a frase com que este aluno brinda a aniversariante.
"50 anos depois do lançamento do primeiro satélite natural da Terra e curiosamente 50 anos depois da inauguração da nossa querida escola.
Parabéns ESAF!"
Obrigado.
Quando nos apetecer... Liberdade...para ler!
"O poeta que defende a liberdade de não ler pela obrigação mas pelo prazer, pois, "Grande é a Poesia". Os livros mostram-nos mundos para além do Mundo, mostram-nos pessoas, culturas, o Mundo, os sons, as cores, sentimentos... no fundo, mostram-nos o Eu que todos encerramos."
E agora o poema:
Liberdade
Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
O mais que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...
Fernando Pessoa
5 de outubro de 2007
Qual o som deste poema?
Fica a menção, vamos ao poema:
A LUZ
Um tempo há em que os fantasmas vêm
todas as noites todos os dias
no céu pairar como se nuvens
fossem e nós um mar de safiras frias
A luz contudo sobre nós ainda
vibra o seu sexo bárbaro esculpindo-nos
na pele a história desses dias finda;
e o mar que somos, reflectindo
no céu dos outros nossos corpos vivos,
funde num tempo só o findo e o vivo
Gastão Cruz, A Moeda do Tempo

4 de outubro de 2007
A paixão pela leitura #1
"O livro só vive quando alguém o abre, só começa a falar quando alguém o evoca, só liberta os seus tesouros quando alguém faz despertar a magia que ele encerra. (...) Para aquele que se deleita com a beleza da linguagem, o rigor dos pensamentos, o voo da fantasia, a paixão das histórias, a verdade dos personagens, um livro é tão vasto como uma cidade, tão misterioso como um ser humano, tão imenso como a vida..." _ William Ospina
Sputnik
O facto de ser possível postar esta mensagem hoje, 50 anos depois do lançamento do primeiro satélite artificial da Terra, é devedor desse passo (ao qual se seguiriam tantos mais e mais se seguirão) dado nesse 4 de Outubro de 1957.
Quantos satélites entram em acção para dar seguimento a acções tão triviais como...
- Só um momento... vou atender o telemóvel!
O poeta brasileiro Roberto Pontes escreveu, há muito, aladas palavras sobre o que nesse dia aconteceu:
Hoje eclodiu a chama
o oriente cavalga o cosmos
seu cavalo sputnik
vai sem chouto
a 7 mil km por segundo
rompe a barra magnética
o cinto atmosférico
abre a cortina do espectro
e proclama nova era.
(Roberto Pontes, Teletipo 1957, p.82)
1 de outubro de 2007
Hoje é o Dia Mundial da Música
o que seria a vida?
Imensamente mais pobre;
ou talvez, como nos diz Nietzsche... um erro.
Imaginas-te sem a música...
sem o silêncio que ela evoca?
30 de setembro de 2007
Os livros não se medem aos palmos, mas...
Nos inícios de Setembro, foi apresentado na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, um livro que, segundo os organizadores, é tão só o maior livro do mundo! Um objecto com cerca de 1,54 m de largura e 250 Kg de peso, dando corpo a um dos maiores clássicos da literatura de todos os tempos: "O Principezinho" de Antoine de Saint-Exupéry (obra que é uma lição sobre a vida e os valores que deveríamos partilhar... para quem não leu valerá a pena lê-lo. Num livro com dimensões mais pequenas, claro!). Ah! Nem de propósito, assinalou-se este ano a passagem dos 60º aniversário da 1ª edição da obra em França. Mais uma nota: sim, este é também um texto para adultos.
Ainda do Brasil, a notícia de que foi apresentado, numa exposição de livros religiosos, aquele que dizem ser o livro mais pequeno do mundo - não mede mais que 5mm e é pouco maior que um grão de arroz. Será?!







