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15 de maio de 2018

Li, gostei e recomendo... a palavra aos leitores

O que nos diz Marisa Viana, aluna do 10.º C da ESAF, sobre este livro que leu, gostou e recomenda...


Título: Trash - os rapazes do lixo
Autor: Andy Mulligan
Editor: Editorial Presença
Coleção: Diversos Literatura
N.º de págs.: 200
Ano de publicação (pt) : 2014
Categoria: Romance juvenil



“Das obras que li recentemente, a que mais me fascinou foi “Trash - Os rapazes do Lixo”, de Andy Mulligan. Trata-se de uma emocionante e absorvente história de três rapazes que vivem numa lixeira em Behala e que dependem do lixo para sobreviver. Certo dia, encontram uma mala que os irá conduzir por uma perigosa aventura. No entanto, estes jovens não desistem e conseguem, finalmente, revolucionar a vida miserável dos habitantes de Behala.
Com uma linguagem simples e acessível, este livro surpreendeu-me, pois demonstra a coragem e astúcia de três rapazes que procuram justiça, devolvendo o dinheiro aos pobres. Na minha opinião, a autora teve a feliz ideia de trazer até nós uma obra cuja temática tão abrangente, a justiça social, nos faz mergulhar numa sociedade corrupta, em que nenhum valor moral se encontra acima dos valores materiais.
A autora triunfa, de facto, já que coloca nas mãos de três miúdos um valor tantas vezes esquecido pelos adultos, a justiça. É um livro que tem, sem sombra de dúvida, um efeito dominó nos leitores mais jovens e é, decididamente, um primeiro impulso para uma leitura compulsiva e viciante.
Em suma, não obstante seja um livro destinado a leitores mais jovens, estou ciente de que qualquer adulto o gostaria de ler. Por essa razão, eu recomendo-o a qualquer pessoa, visto que, no meu caso, mudou claramente a minha perspetiva acerca do mundo e da realidade humana, permitindo-me observar o dia-a-dia com outros olhos.”

19 de abril de 2017

Li, gostei e recomendo... a palavra aos leitores

O que nos diz Cristina Gomes, professora na ESAF, sobre esta narrativa não-ficcional e testemunhal que leu, gostou e recomenda...


O fim do homem soviético - um tempo de desencanto
Autor: Svetlana Aleksievitch
Editor: Porto Editora
N.º de págs.: 472
Ano de publicação: 2015
Categoria: literatura documental

"Ler O fim do homem soviético confirma a minha convicção de que a literatura supera os livros de História na compreensão de uma época, pois revela a alma de um povo.
Como explicar que a alma soviética resistiu durante tantas décadas às vicissitudes do Comunismo marcado por guerras, pela fome, pelo gulag, pelo absurdo e pela morte em nome de um ideal?
Síntese de literatura documental e literatura de ficção, Svetlana Aleksievitch, Prémio Nobel de Literatura em 2015, num trabalho de reescrita admirável, dá voz a homens e mulheres das várias regiões da antiga União Soviética. Tece uma manta de retalhos, vozes na primeira pessoa, depoimentos daqueles que viveram durante esse período: mães, soldados, órfãos, generais, intelectuais, deportados… As vítimas contam como eram denunciadas sem razão, como sobreviveram aos gulags, como se alimentaram de raízes e de folhas e como lamberam pedras nas terras geladas da Sibéria para enganar a fome ou ainda como eram mandadas para a guerra contra os nazis sem armas e sem agasalhos e denominadas de traidoras do povo se se entregassem ao inimigo em vez de lutar pela Pátria até a morte. Contam também como eram amantes da literatura, como se deliciavam a conversar horas nas cozinhas, como cantavam hinos soviéticos com fé e orgulho. Não compreendem porque foram merecedoras de tanto sofrimento, contudo nunca questionam as razões do Partido, nunca acusam o pai Estaline, nunca se revoltam. Foi simplesmente o seu destino, a parte que lhes tocou, à semelhança de milhares que partilharam o mesmo sofrimento. É preciso reconstruir, mas não esquecer.
“Tomar o sofrimento nas próprias mãos, dominá-lo completamente e sair dele, trazer de lá alguma coisa. Isso é uma grande vitória, só isso faz sentido. Não saímos de mãos vazias… De outro modo, para quê descer ao inferno?”
O fim do homem soviético - Um tempo de desencanto revela um povo que não foi ensinado a viver na liberdade e na felicidade (partindo do princípio de que a liberdade e a felicidade são duas faces da mesma moeda), ao contrário do ocidental, que vive convicto de que os seus direitos fundamentais estão garantidos.
Seria bem mais fácil e consolador encarar a História como uma verdade, a luta entre vítimas e carrascos, mas o drama é que a verdade é fragmentada, não há fronteira entre o bem o mal; todos participaram no horror, desde os que denunciaram os vizinhos, os amigos ou mesmo os próprios filhos àqueles que cumpriram cega e orgulhosamente as ordens de prisão, de tortura e de morte num mundo em que Deus já não tinha voz porque a voz do Partido era tudo.
A originalidade da obra está no facto de não haver juízos de valor, nem acusações; não é um processo e muito menos um mea culpa. Durante o Comunismo os soviéticos acreditavam numa causa, inebriados pelo orgulho de estar a construir o futuro da humanidade, tinham como missão mostrar ao mundo o caminho da salvação, libertando-o do capitalismo bárbaro. Por isso, o sofrimento, as privações, a negação da individualidade, o sacrifício eram aceites e, pior, legitimados.
Mergulhar na alma soviética, ouvindo histórias da grande História, é suportável enquanto somos simples voyeurs desse passado. O problema é quando o passado parece confundir-se com o presente e anunciar um futuro sem retorno, não o do vizinho, mas o nosso futuro. Fica um arrepio, uma sensação de déjà-vu….
Não deixo de ver semelhanças com algumas vozes portuguesas daqueles que viveram durante o Estado Novo e que, apesar de terem conhecido a miséria, alimentam a saudade de tempos em que não havia os muito ricos e os muito pobres. Contam fome, doença, trabalho de sol a sol, sobrevivência, medo, mas também lembram solidariedade e igualdade no sofrimento e nas privações, lembram a luta do dia a dia, lembram a fé consoladora num Deus que os punha à prova, sem os castigar.
Vivências de homens e mulheres que cresceram no horror, em regimes totalitários e a quem foi negada a liberdade. No entanto, o mais surpreendente é a capacidade do homem em sobreviver, sedento sempre de acreditar em algo que faça sentido, de preencher a vida com uma utopia, uma religião, uma paixão … e alguém (Marine Le Pen? Putin? Donald Trump?) lhes promete esse sonho… e a História repete-se… Subida do populismo…
Terá chegado o fim do homem soviético?"

[livro disponível na biblioteca]

22 de fevereiro de 2012

Li, gostei e recomendo...a palavra aos leitores


O que nos diz Caixia Zhu, aluna do 10.º ano, na nossa escola, sobre este livro que leu, gostou e recomenda:

Título: O Prestígio
Autor: Christopher Priest
Editor: Saída de Emergência
N.º de pág.: 314
Ano de publicação: 2008
Categoria: Ficção / Fantástico

"Christopher Priest, autor do livro "O Prestígio", relata o surgimento de uma nova arte nos finais do século XIX, o mundo da magia e da ilusão. Alfred Borden e Rupert Angier são dois jovens mágicos que se odeiam mutuamente, pois ambos fazem truques que os tornam tão bem sucedidos neste mundo da prestidigitação e do mistério. Os dois ilusionistas sentem interesse nos segredos que um e outro escondem do mundo e, esta curiosidade leva Borden à procura de inúmeras formas de desvendar os segredos de Angier e, por sua vez, Angier experimenta várias sabotagens como tentativas de arruinar a carreira de Borden. Esta rivalidade estende-se até às gerações futuras até que, Kate Angier, bisneta de Rupert Angier, assiste à morte de Andrew Borden, bisneto de Alfred Borden, numa máquina de magia cujo sistema envolve a perigosa eletricidade. Anos mais tarde, Kate encontra Andrew.
O presente livro encontra-se sob a forma de páginas de diário dos dois ilusionistas, assim como dos dois bisnetos, permitindo-nos, assim, uma melhor compreensão dos pensamentos e segredos de ambas as famílias.
Este livro é adequado para leitores de todas as idades e de todos os gostos mas, principalmente para os amantes da magia, do mistério e do conflito e para aqueles que adoraram a adaptação sob a forma de filme, pois irão usufruir muito mais os momentos desta história magnífica, viajando entre as palavras, criando as suas próprias imagens e imaginando-se a participar nesta rivalidade entre mágicos."
Um livro disponível na biblioteca.

10 de fevereiro de 2012

Li, gostei e recomendo... a palavra aos leitores

O que nos diz Maria Luís Dialtlova Monteiro, aluna do 11.º ano, sobre este livro que leu, gostou e recomenda:
Título: O Espelho Negro
Autor: Juliet Marillier
Editor: Bertrand
N.º de págs.: 552
Ana de publicação: 2005
Categoria: Fantasia / Fantástico

"Este é um livro que me cativou desde a primeira página; conta a história de um rapaz chamado Bridei, que aos quatro ou cinco anos abandona o seu lar e vai para a casa do druida do reino de Fortriu (Broichan). Com ele aprende a lutar e a usar alguns feitiços. Não tem amigos da sua idade.
Aos seis anos, numa noite fria de inverno, Bridei recebeu um presente da lua, uma irmã mais nova (Tuala), abandonada junto à porta da casa. É a partir daí que começam todos os problemas.
Os anos vão passando, Tuala é odiada pelo druida e todos da casa. Mas esta história prova que o amor vence qualquer fronteira. Mesmo após todos os planos do druida para os afastar, Tuala e Bridei amam-se cada vez mais.
Querem saber qual o futuro destes dois? Leiam o livro. É uma história fantástica que me fez entrar como uma personagem, senti o ódio e o amor, senti a sua magia." 
Um livro disponível na biblioteca.

7 de fevereiro de 2012

Li, gostei e recomendo... a palavra aos leitores

O que nos diz José Veiga, professor, sobre este livro que leu, gostou e recomenda:
Título: Um tratado sobre os nossos actuais descontentamentos 
Autor: Tony Judt
Editor: Edições 70
Colecção: Extra Colecção
N.º de págs.: 220
Ano de publicação: 2011
Categoria: Ensaio (política / história /sociedade)
"Li este livro, por sugestão do J. Areias que mo apresentou com um entusiasmo incontornável. Só posso agradecer e recomendar a todos os (e nomeadamente aos políticos e governantes )  que se interessam pela vida das sociedades actuais, em que se degladiam posições políticas, umas defensoras do Estado Social e outras que advogam o mercado livre e o Estado Mínimo como a única solução para a crise das dívidas públicas. É um tratado sobre a evolução das concepções políticas designadamente no século XX e do estado em que o mundo contemporâneo se encontra, com uma clarividência e oportunidade indesmentíveis. Deixo aqui o excerto da introdução que aparece na badana da capa:
"A qualidade materialista e egoísta da vida contemporânea não é inerente à condição humana. Muito do que hoje parece "natural" remonta aos anos 80: a obsessão pela criação de riqueza, o culto da privatização e do sector privado, as crescentes disparidades entre ricos e pobres. E sobretudo a retórica que vem junto: a admiração acrítica dos mercados sem entraves, desdém pelo sector público, a ilusão do crescimento ilimitado.
Não podemos continuar a viver assim. O pequeno crash de 2008 foi um aviso de que o capitalismo não-regulado é o pior inimigo de si mesmo: mais cedo ou mais tarde há-de ser  vítima dos seus próprios excessos e para salvar-se recorrerá novamente ao Estado. Mas se nos limitarmos a apanhar os bocados e continuar como dantes, podemos esperar convulsões maiores nos próximos anos. E, porém, parecemos incapazes de conceber alternativas. Também isso é novo."
Um livro disponível na biblioteca.

7 de novembro de 2011

Li, gostei e recomendo... a palavra aos leitores

O que nos diz Joana Ribeiro, aluna do 10.º E, sobre este livro que leu, gostou e recomenda:
O rapaz do pijama às riscas
Autor: John Boyne
Editor: ASA
Colecção: Romance Jovem
N.º de págs.: 176
Ano de publicação: 2008
Categoria: romance
Idade: + 13
"Quando li o título deste livro não imaginava que a história pudesse ser tão triste e ao mesmo tempo realista. Este livro conta-nos a história dramática de um rapaz chamado Bruno, na altura da II Guerra Mundial, onde predominava o racismo e, sobretudo, a ignorância do Mundo que rodeava a acção.
Recomendo vivamente este livro. É uma história linda, cheia de emoção, mas também tristeza! Contudo, recomendo, a todos aqueles que lerem este livro, que vejam também o filme. Apesar de no livro se encontrarem mais detalhes e pormenores, acho que a história fica mais consolidada. Boa leitura para todos!"
Um livro disponível na biblioteca.

22 de setembro de 2011

Li, gostei e recomendo... a palavra aos leitores

O que nos diz Acácia Silva, aluna do 11.ºB, sobre este livro que leu, gostou e recomenda:
 
Por favor não matem a cotovia

Autor: Harper Lee
Editor: Difel
Páginas: 400
Ano de publicação: 2004
ISBN: 9789722906838
"Este romance aborda questões delicadas como o racismo e o preconceito, no início do século XX, nos Estados Unidos. É narrado pela filha de um advogado que tem entre mãos a tarefa de defender um negro, que fora injustamente acusado por violação de uma jovem branca, numa sociedade profundamente racista e conservadora.
Apesar de abordar temas tão sérios e controversos, acompanhamos o desenrolar dos acontecimentos, de uma forma simples e sem demagogias, através da perspectiva de uma criança. Deste modo podemos também acompanhar o seu processo de crescimento e aprendizagem, assim como as peripécias próprias da infância.
Em suma, este é um livro que prende o leitor do início ao fim, onde as personagens facilmente o cativam. Aconselho, então, sem quaisquer reservas, a leitura desta obra genialmente escrita por Harper Lee."
Um livro disponível na biblioteca.

7 de abril de 2011

Li, gostei e recomendo... a palavra aos leitores

O que nos diz Acácia Silva, aluna do 10.ºB, sobre este livro que leu, gostou e recomenda:
Mágoas da escola

Autor: Daniel Pennac
Editor: Porto Editora
Páginas: 256
Ano de publicação: 2009
ISBN: 978-972-0-04501-0

“Mágoas da escola” apresenta-nos o problema e as causas do insucesso de muitos alunos.
Daniel Pennac, ele próprio um péssimo aluno, presumivelmente condenado ao fracasso, mostra-nos o sofrimento e a “dor de não compreender” do aluno “cábula” através das suas próprias recordações enquanto estudante. Relembra-nos, também, que o professor pode ser um aliado e alguém que nos ajuda a enfrentar as dificuldades.
É, sem dúvida, um livro envolvente e singular que propicia a reflexão e que não deve deixar de ser lido."
Um livro disponível na biblioteca.

6 de março de 2011

Li, gostei e recomendo... a palavra aos leitores

O que nos diz Mariana Silva, aluna do 8.ºB, sobre este livro que leu, gostou e recomenda:

Poeta (às vezes)

Autor: Maria Teresa Maia Gonzalez
Editor: Difel
Páginas: 120
Ano de publicação: 2007
 


"Este é um livro que retrata a vida de um jovem adolescente, cuja família é, a seu ver, complicada. 
A história mostra-nos os problemas das nossas comunidades, mas acima de tudo, os problemas dos jovens de agora. 
É uma história em que a amizade se confunde com o amor, mas também se constata o quanto as pessoas são preconceituosas e onde isso as leva. Um livro que toca a sensibilidade.
Um livro disponível na biblioteca.

14 de novembro de 2010

Li, gostei e recomendo... a palavra aos leitores

O que nos diz Ângelo Gomes, aluno do 11.º A, sobre este livro que leu, gostou e recomenda:

As Três Vidas

Autor: João Tordo
Editor: Quidnovi
Páginas: 304
Ano de publicação: 2008


Neste terceiro romance de João Tordo (n. 1975), prémio Saramago 2009, tudo começa quando a personagem principal, jovem rapaz em busca de emprego, é contratada para trabalhar numa quinta, no meio do nada, longe de olhares curiosos e sobretudo da polícia. Um romance à maneira de João Tordo repleto de suspense e acontecimentos estranhos . A história é contada na primeira pessoa o que nos faz de certa forma vivê-la mais e, devido a certos apartes narrativos (muito utilizados pelo autor), fica-se com a sensação de que a história aconteceu realmente."

9 de março de 2010

Li, gostei e recomendo... a palavra aos leitores

O que nos diz Tiago Lopes, aluno do 12.º E, sobre este livro que leu, gostou e recomenda:

A Fúria Divina
Autor: José Rodrigues dos Santos
Editor: Gradiva
Colecção: Fora de Colecção
N.º de págs.: 584
Ano de publicação: 2009

"Alguma vez pensaram que Lisboa pode ser alvo de um ataque terrorista? Alguma vez pensaram que uma bomba nuclear poderá ser construída em 24h?
Se estas conjecturas não vos chamam a atenção e não consigo fazer com que corram à procura do livro (sempre podem requisitar na biblioteca... como eu); então resta-me continuar dizendo-lhes que o livro tem uma história excelente, um enredo apaixonante, que dá a volta ao mundo passando por locais tão diferentes como Veneza ou Albânia.
Seguimos o famoso historiador Tomás de Noronha que embarca numa nova aventura, agora pelo mundo do Islão e dos fundamentalistas. Paralelamente, é-nos contada a história de Achmed, que busca o verdadeiro sentido da religião, a mesma que o fascina desde criança.
"

1 de fevereiro de 2010

Li, gostei e recomendo... a palavra aos leitores

O que nos diz Daniela Silva, aluna do 12.º F, sobre este livro que leu, gostou e recomenda:
A Pérola

Autor: John Steinbeck
Título original:
The pearl
Editor: Livros do Brasil
Colecção: Dois Mundos
N.º de págs.: 110
Ano de publicação: 2005

“A Pérola, livro do escritor norte-americano John Steinbeck (1902-1968), prémio Nobel da Literatura de 1962, narra a história de uma família pobre composta por Kino, um índio mexicano, a sua mulher, Juana e o seu filho, Coyotito. A narrativa decorre num local da Baixa Califórnia, num tempo marcado pela pobreza e no contexto de uma sociedade estruturada por classes e estatutos sociais bem demarcados.

A família de Kino pertence à classe mais pobre de uma sociedade onde lhe estão vedados os mais básicos direitos, mesmo o de poder levar o seu filho ao médico quando Coyotito é mordido por um escorpião. No entanto, Kino e Juana não deixam de tentar uma ida ao médico, em busca de tratamento para o seu filho, tratamento que lhes é recusado por falta de dinheiro. Numa tentativa de resolução do problema, Kino mergulha no mar e nele encontra uma grande e “valiosa” pérola que, acredita, poder trazer-lhe não apenas o tratamento do filho como a esperança de um futuro mais próspero. A notícia espalha-se, aguçando a curiosidade dos habitantes da cidade… e com ela uma série de problemas.

A pérola, que tanta esperança parecia trazer, acaba por se tornar mais uma maldição, fazendo vir ao de cima a inveja, a ambição e a ganância que vêm perturbar a paz e a harmonia da família de Kino.

Esta é uma história que nos prende e nos faz segui-la até ao fim. Gostei de lê-la e espero que também gostem.”


14 de janeiro de 2010

Li, gostei e recomendo ... a palavra aos leitores

O que nos diz Catarina R. Lopes Silva, aluna do 10.º D, sobre este livro que leu, gostou e recomenda:

Codex 632
Autor: José Rodrigues dos Santos
Editora: Gradiva
Ano de publicação: 2005
N.º de págs.: 552
Temática: enigmas, aventura, mistério.

"Como um encantamento esotérico, que nada revela e tudo sugere, aquelas palavras indecifráveis exalavam o enigmático perfume do mistério MOLOC NINUNDIA OMASTOOS" (cito da obra).

Codex 632 transporta-nos para uma viagem de procuras e descobertas. As suas páginas contam a história de Tomás de Noronha, professor numa universidade portuguesa, perito em criptanálise e línguas antigas, que foi contratado para descodificar uma cifra encontrada entre os papéis de uma velho historiador acabado de falecer. Com o desenvolvimento das suas pesquisas, Tomás de Noronha apercebe-se que está na demanda dos segredos mais guardados da época dos Descobrimentos: o verdadeiro nome e missão de Cristovão Colombo.
Um livro que recomendo a todos aqueles que gostam de mistérios, enigmas e aventura."

9 de janeiro de 2010

Li, gostei e recomendo... a palavra aos leitores

O que nos diz Bárbara Monteiro, aluna do 12.º J, sobre este livro que leu, gostou e recomenda:

A Odisseia de Homero adaptada para jovens

Autores: Frederico Lourenço (e Richard de Luchi - Ilustrador)
Editora: Cotovia
Ano de publicação: 2005
N.º de págs.: 332
Temática:aventura, viagem

"Após a leitura desta obra atribuída a Homero, adaptada por Frederico Lourenço, fiquei a perceber a razão deste classicista de formação ter merecido o prémio D. Dinis da Casa de Mateus, pela tradução da Odisseia de Homero. Porquê?
Imaginem o que será alguém transformar Os Lusíadas numa obra extremamente acessível, em prosa, sem necessidade de recorrer a interpretações subjectivas do que está escrito.

Frederico Lourenço atingiu um feito ao adaptar esta obra prima da literatura ocidental, permitindo a sua leitura sem deturpar a história nem a transformar num livro de criança enfadonho e desinteressante. Este autor consegue manter o leitor interessado, e falo por experiência própria, pois tive que me impor um limite no decurso da leitura.

Acima de tudo, a “Odisseia de Homero adaptada para jovens” é realmente um livro fascinante. Para além de toda a parte mitológica e surreal, transmite-nos uma mensagem importantíssima de coragem, determinação, persistência, ambição, paciência e inteligência, por parte de Ulisses que tenta regressar à pátria, depois do feito por ele realizado em Tróia que contribuiu para o final da guerra, como das aventuras que teve de viver e ultrapassar. Essa mensagem mostra-nos que face a acontecimentos devastadores, desoladores e completamente incapacitantes para a maioria do comum mortal, a esperança deverá manter-se como verdadeiro e único impulso motivador.

Em suma, a minha apreciação do livro, enquanto aluna do 12º ano, é uma apreciação deveras positiva. A Odisseia de Homero… é indubitavelmente um dos livros mais interessantes que já li e dos melhores concebidos, sabendo que teve por base uma tradução para o português a partir do grego clássico."

28 de dezembro de 2009

Li, gostei e recomendo... a palavra aos leitores

O que nos diz Abílio Garrido, aluno do 12.º E, sobre esta saga que leu, gostou e recomenda:
Autor: Filipe Faria
Título: Crónicas de Allaryia (seis volumes)
Género: Literatura Fantástica
Editor: Presença
Colecção: Via Láctea
Títulos e ano de publicação: A Manopla da Karasthan (vol.1, 2002); Os Filhos do Flagelo (vol.2, 2002); Marés Negras (vol.3, 2003); A Essência da Lâmina (vol.4, 2005); Vagas de Fogo (vol.5, 2007) e O Fado da Sombra (vol.6, 2009).

"Para quem gosta de Tolkien, esta saga é ideal. É uma combinação de aventura, fantasia, drama e comédia. O autor, Filipe Faria, encontra-se entre os pioneiros da escrita fantástica no nosso país. Com apenas dezoito anos, ganhou o Prémio Branquinho da Fonseca (atribuído pela Fundação Caloute Gulbenkian e semanário Expresso) em Nov. de 2001, com o primeiro livro da saga (que já conta com seis e espera-se o 7.º e último) - A Manopla de Karasthan.
As Crónicas de Allaryia são uma saga que retrata a emocionante viagem de oito amigos, Aewyre, um jovem cavaleiro, líder do grupo e filho mais novo do desaparecido Rei de Allaryia; Alumno, um mago e conselheiro de Aewyre; Lhiannah, uma bela princesa guerreira; Worick, um thuragar (anão) e mestre de Lhiannah; Quenestil, um eahan (elfo) e amigo de infância de Aewyre; Babaki, um antroleo (humanóide); Taislin, um burrik (ladrão que gosta de aliviar o peso às pessoas) e Slayra, uma eahan negra (assassina).
O propósito da viagem é conhecer o real destino do pai de Aewyre. Durante esta viagem deparam-se com aventuras alucinantes, e a cada esquina surgem perigos mais terríveis e seres aterradores esperam, ocultos nas sombras, o melhor momento para atacar. Mas os laços de amizade que unem os elementos do grupo estão cada vez mais fortes e, juntos, sentem-se capazes de enfrentar qualquer inimigo...
Requisitei os livros na biblioteca escolar e foram, para mim, de leitura imparável. Livros lidos com gosto e avidez."

7 de dezembro de 2009

Li, gostei e recomendo... a palavra aos leitores

O que nos diz Daniela Silva, aluna do 12.º F, sobre este livro que leu, gostou e recomenda:

Baunilha e Chocolate


Autor: Sveva Casati Modignani

Título original:
Vaniglia e Cioccolato
Editor: ASA
N.º de págs.: 416
Ano de publicação: 2002



"Este romance trata da história de um casal, Andrea e Penelope, que tem três filhos: Lucia, Daniele e Luca. Quando se conheceram, Andrea e Penelope, ficaram presos por um amor de sonho. Contudo, com o casamento veio a monotonia e a responsabilidade, que caiu toda sobre os ombros de Penelope.
Andrea é um marido infiel e imaturo, um pai ausente, que nunca assume os seus erros, nem tão poucos se questiona sobre o que sentirá Penelope face a certas atitudes suas, assim como não lhe ocorre pensar na possibilidade da sua mulher o trair ou o deixar. Está convencido de que a sua mulher é "feliz" ou, pelo menos, uma eterna conformada com aquela vida.
Porém, para choque de Andrea, Penelope sai de casa e deixa-o com a responsabilidade dos filhos, da casa e dos animais. Esta separação, tão inesperada para Andrea, acabará por ser uma "ajuda" para si, levando-o a aproximar-se mais dos seus filhos e a reconhecer verdadeiro valor à sua mulher.
Com a separação e a distância, na correspondência que começam a trocar, cada um a seu modo acaba por revelar segredos e momentos que intimamente os marcaram, nunca antes revelados.
Já será tarde demais? Conseguirá Penelope perdoar todos os erros do seu marido? O amor de adolescência voltará e vencerá a desilusão daqueles dezoito anos de casamento?
Respostas para estas questões?
Nada como ler o livro, que não só me agradou como me fez reflectir."

4 de dezembro de 2009

Li, gostei e recomendo... a palavra aos leitores

O que nos diz David Pampillo, aluno do 9.º E, sobre este livro que leu, gostou e recomenda:

A Turma


Autor: François Bégaudeau
Título original: Entre les murs Editor: Dom Quixote
Colecção: Ficção Universal
N.º de Págs.: 226
Ano de publicação: 2008


"Há livros que nos marcam, e com certeza este foi um deles, pois ensina-nos que a tolerância e a igualdade são bens e valores preciosos que não devem de maneira nenhuma ser menosprezados.
Mas esquecemo-nos frequentemente destes valores e apenas nos conformamos com aquilo que se passa à nossa frente, não fazendo nada para mudar ou melhorar as nossas atitudes, por isso recomendo vivamente este livro, pois ensinar-nos-á por igual e sem discriminações.
O livro, que esteve na base do filme com o mesmo título, premiado em Cannes - 2008, com a Palma de Ouro, aborda o ambiente numa escola e aquilo que lá acontece. Problemas marcantes e verdadeiramente importantes aos quais não ficamos indiferentes, porque eles também nos dizem respeito.
O mais incrível deste livro é que nos dá um retrato perfeito da vida daqueles que faziam parte da turma a cargo de um professor de Francês, colocado numa escola pública de Paris. No dia-a-dia da escola, trava-se como que uma verdadeira batalha entre dois grupos, de um lado - Alyssa, Sandra, Hakim, Mezut e muitos outros alunos, e do outro, os professores - François, Sylvie, Marie, entre outros. Opiniões, controvérsias, diferenças, modos de estar, símbolos, vestuário, manias, etnias, classes, culturas diferentes, mas misturadas num grupo submetido às mesmas regras.
Em conclusão: empate ou queda de um dos grupos? Isso é um desafio que te cabe a ti descobrir, lendo esta obra que requisitei na biblioteca da nossa escola."

3 de dezembro de 2009

Li, gostei e recomendo... a palavra aos leitores

O que nos diz Alexandra Rodrigues, aluna do 12.º F, sobre este livro que leu, gostou e recomenda:

Vagabundos de Nós


Autor: Daniel Sampaio
Editor: Caminho
Colecção: Obras de Daniel Sampaio

N.º de Págs.: 176

Categoria: Romance





"Li, gostei e recomendo este livro, porque nos fala de um tema muito actual e polémico que é a Homossexualidade, mas também nos ajuda a perceber que não se trata tão só de uma opção, pois ser diferente não é uma questão de escolha.
Esta história fala-nos também de uma mãe com um grande instinto de protecção em relação a um dos seus filhos (o protagonista - Diogo) e do mundo à parte que os dois (mãe e filho) acabam por criar para ambos.
Mesmo com esta relação de proximidade, com confidências e amizade, será que Luísa (a mãe) vai conseguir aceitar a ideia de que o seu filho (Diogo) nunca lhe poderá dar netos? Será que vai conseguir pôr de parte a frustração e o medo face ao preconceito e à ignorância da sociedade? E quanto a Diogo? Será que vai conseguir assumir-se perante tudo e todos, especialmente perante o seu pai?
Aqui fica uma série de interrogações que, creio, te levarão à leitura deste livro. Espero que gostes! :)

2 de julho de 2009

"Li gostei e recomendo"... a palavra aos leitores

O que nos diz Paula Silva, aluna do 12.ºT , sobre esta obra que leu, gostou e recomenda:
A Solidão dos Números Primos

Autor: Paolo Giordano

Editor: Bertrand Editora
Colecção: Grandes Romances

N.º de Págs.: 272

Categoria: Romance



"Duas infâncias marcadas, que se vão reflectir ao longo das suas vidas. Uma história que nos faz pensar e nos mostra como somos frágeis.
Há episódios que marcam definitivamente as nossas vidas.
Talvez sejam as nossas diferenças aquilo que nos complementa.
Leiam, tenho a certeza de que vão gostar!"
...
E... dizemos nós: aqui está uma sugestão para férias, mesmo à porta - depois dos exames, claro!
O livro pode ser requisitado na BE.

17 de março de 2009

"Li, gostei e recomendo" - a palavra aos leitores

O que nos diz Acácia Silva, aluna do 8º D, sobre esta obra que leu, gostou e recomenda:
A Praia Roubada
Autor: Joanne Harris
Editor: ASA
Colecção: Romance

Edição: 1ª | 2002
N.º de págs.: 392
Categoria: Romance
Idade: + 15





"Numa ilha do Atlântico vivem duas comunidades de costas voltadas. La Houssinière é uma cidade próspera graças ao turismo, enquanto que Les Salants fica na sua sombra. Nesta ilha as pessoas são muito reservadas, não aceitando ninguém muito facilmente.
Mado (a protagonista desta história) regressa, depois de longos anos, à sua ilha da infância, e luta contra o desprezo do seu pai. Mesmo assim, Mado e Flynn ( um estrangeiro que foi estranhamente bem recebido na ilha) recuperam a alegria e a união dos habitantes de Les Salants.
Achei este romance muito envolvente e evocativo, cheio de segredos, há muito guardados, que nos proporcionam uma viagem aos prazeres da vida costeira.
Mal comecei a ler este livro, fiquei presa à sua história, aos seus mistérios, e segundos depois, estava em Les Salants com todas as personagens que compõem o quadro deste fascinante romance .
Por tudo isto, recomendo!"