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9 de junho de 2018

Li, gostei e recomendo... a palavra aos leitores

O que nos diz Margarida Maciel, aluna do 10.º C da ESAF, sobre este livro que leu, gostou e recomenda...

Título: Os Jogos da Fome 
Autor: Suzanne Collins
Editor: Editorial Presença
Coleção: Via Láctea
N.º de págs.: 256
Ano de publicação: 2009
Categoria: ficção / jovem adulto / distopia



"Os Jogos da Fome, de Suzanne Collins, decorre num futuro longínquo em que a América do Norte se transforma em Panem, um país dividido em doze distritos, regidos por um Estado corrupto e absolutista, que governa através do medo. Como forma de espalhar esse medo entre os seus habitantes, Panem organiza anualmente um torneio em que um rapaz e uma rapariga de cada distrito são colocados numa arena, onde terão de lutar até que reste apenas um sobrevivente.
Este livro relata a história de Katniss Everdeen, uma jovem de um dos distritos mais desfavorecidos, que se voluntaria para substituir a sua irmã mais nova quando a sorte dita que esta será a próxima concorrente destes sádicos jogos.
No decorrer do livro podemos testemunhar a luta desta rapariga pela sobrevivência, e ao mesmo tempo pelo desejo de não se tornar apenas um “pião” nos jogos do governo.
Para além de ser uma história fascinante e envolvente que agarra o leitor até à última página, este livro relata mais do que uma fantasia, pois deixa-nos a pensar sobre a influência do Estado e das grandes indústrias sobre nós e dá-nos uma nova perspetiva sobre a sociedade de hoje em dia, realçando como o melhor da natureza humana pode vir ao de cima nas situações mais difíceis.”

15 de maio de 2018

Li, gostei e recomendo... a palavra aos leitores

O que nos diz Marisa Viana, aluna do 10.º C da ESAF, sobre este livro que leu, gostou e recomenda...


Título: Trash - os rapazes do lixo
Autor: Andy Mulligan
Editor: Editorial Presença
Coleção: Diversos Literatura
N.º de págs.: 200
Ano de publicação (pt) : 2014
Categoria: Romance juvenil



“Das obras que li recentemente, a que mais me fascinou foi “Trash - Os rapazes do Lixo”, de Andy Mulligan. Trata-se de uma emocionante e absorvente história de três rapazes que vivem numa lixeira em Behala e que dependem do lixo para sobreviver. Certo dia, encontram uma mala que os irá conduzir por uma perigosa aventura. No entanto, estes jovens não desistem e conseguem, finalmente, revolucionar a vida miserável dos habitantes de Behala.
Com uma linguagem simples e acessível, este livro surpreendeu-me, pois demonstra a coragem e astúcia de três rapazes que procuram justiça, devolvendo o dinheiro aos pobres. Na minha opinião, a autora teve a feliz ideia de trazer até nós uma obra cuja temática tão abrangente, a justiça social, nos faz mergulhar numa sociedade corrupta, em que nenhum valor moral se encontra acima dos valores materiais.
A autora triunfa, de facto, já que coloca nas mãos de três miúdos um valor tantas vezes esquecido pelos adultos, a justiça. É um livro que tem, sem sombra de dúvida, um efeito dominó nos leitores mais jovens e é, decididamente, um primeiro impulso para uma leitura compulsiva e viciante.
Em suma, não obstante seja um livro destinado a leitores mais jovens, estou ciente de que qualquer adulto o gostaria de ler. Por essa razão, eu recomendo-o a qualquer pessoa, visto que, no meu caso, mudou claramente a minha perspetiva acerca do mundo e da realidade humana, permitindo-me observar o dia-a-dia com outros olhos.”

23 de outubro de 2017

Dia das Bibliotecas Escolares 2017

Quem nos segue sabe que, no nosso entender, todos os dias são dias de biblioteca escolar, mas há dias especiais e o de hoje é um deles - dia nacional das bibliotecas escolares. O tema escolhido para nortear a evocação destes espaços de literacia no seio da escola foi, este ano, ligar culturas e comunidades - o lema que presidiu à realização da sessão de hoje.
Assim, na sala de leitura da biblioteca da ES Alcaides de Faria disseram-se textos, contos e poemas, de diversas geografias e tempos, diversas culturas, da Europa à Oceania, passando pela América, África e Ásia, ao som da música e belo canto. 
Saboreamos as palavras de autores de vários cantos do mundo, ouvimos o sotaque de Angola e do Brasil, seguimos no encalço da literatura russa e chegamos aos confins da Ásia, escutando, em Mandarim, breves e meditativos poemas (reditos em português) de Li Bai.
Inclusivos num mundo global, inclusivos na escola onde, da parte da Educação Especial, fomos prendados com uma mão cheia de poemas ditos por alunos, e ainda pelas docentes que os prepararam.
Não cabe neste espaço particularizar os nomes daqueles que direta e indiretamente com a biblioteca colaboraram na evocação deste dia, longa seria a lista, por isso, aqui vai um abraço de gratidão para todos eles, sem que nenhum fique de fora, porque todos e cada um aqui marcaram presença: dizendo sim à biblioteca e ao papel que ela representa.



17 de maio de 2017

Quando alguém oferece um livro a uma biblioteca... breve crónica de um gesto que nos apraz

Não é tão raro assim contar, de quando em vez, com a doação de livros (do género literário, histórico, científico...) para o fundo documental da biblioteca escolar; gesto que apreciamos verdadeiramente, não só porque nele vemos um acréscimo mais ao número de obras disponíveis aos leitores, mas sobretudo pelo que encerra de partilha, de pôr em comum com a comunidade escolar, com os leitores que dela fazem parte, um livro ou vários que, assim, chegam a muitos mais. 
Oferecer um livro a uma biblioteca, sobretudo obras que resistem ao tempo (mesmo que marcadas pela usura...) e ainda distantes da obsolescência, é sempre uma generosidade, à qual respondemos com gratidão. Já recebemos de professores, de alunos, de instituições... mas não tem sido tão comum assim receber de encarregados de educação; não que já não tenha acontecido, mas é mais raro, dadas as faixas etárias que servimos -alunos adolescentes e jovens do ensino secundário. Por isso, este post não quer deixar de fazer menção à doação que nos chegou hoje. 
Chegou mais um livro à biblioteca, à biblioteca que serve muitos, e quão bem vindo foi! A singeleza do ato de partilha muito nos sensibiliza. Desta vez não veio daquele(a) professor(a), daquele(a) aluno(a), que reconhecem na biblioteca um centro de partilha, que a ela recorrem e sabem que ela lhe é significante; não, desta vez chegou de uma encarregada de educação, de alguém que leu, apreciou e que resolveu deixar aquele livro ao dispor de muitos mais, porque lido disseminará o seu ensejo e talvez deixe uma marca no leitor que virá. 
E logo, logo, o tal livro (da autoria de uma Prémio Nobel da Literatura), depois de catalogado, classificado, indexado, inserido no sistema... fará parte de um universo maior, de um acervo aberto a tantos... aguardando o próximo leitor.
Serás tu?

["(...) Dedico-me com desespero (de livro para livro) ao mesmo trabalho: reduzo a história à dimensão humana. (...) Se eu não lesse Dostoiévsky, o meu desespero seria maior..." 
_ Svetlana Alexievich, in Rapazes de Zinco. Edições Elsinore (2017)]

Do figurado de Rosa Ramalho - um recurso documental

Ontem, na sala de leitura da biblioteca da ESAF (em palestra proferida pelo Bibliotecário Municipal - Victor Pinho), falou-se de duas importantes figuras da região de Barcelos, conhecidas cá e além fronteiras, pela marca que deixaram. Falou-se de D. António Barroso, no domínio da religião, da igreja e da missionação; e de Rosa Barbosa Lopes, natural de S. Martinho de Galegos, mais conhecida por Rosa Ramalho, a oleira, mulher do povo, influenciada pela tradição religiosa e festiva, lendas e histórias da ruralidade, que transfigurou em fantástico figurado, interpelante e sui generis, qual "iconografia rural e doméstica" (como designou Rocha Peixoto na obra Etnografia Portuguesa), vivências do quotidiano, das mais comezinhas às experiências oníricas e do sagrado.
Cientes de que os alunos e professores, que assistiram à sessão que reportamos ontem, quer por gosto e curiosidade, quer por vontade de conhecer mais, poderão desejar pesquisar sobre a temática, aqui divulgamos um recurso que faz parte do nosso acervo e, por conseguinte, acessível aos leitores / utilizadores desta biblioteca escolar.

Título: Rosa Ramalho: a colecção
Autores: Alexandre A. Costa e Isabel M. Fernandes
Editor: Museu de Olaria | Município de Barcelos
N.º págs.: 203 (ilustrado)
Ano de publicação: 2007
Categoria: Catálogo


19 de abril de 2017

Li, gostei e recomendo... a palavra aos leitores

O que nos diz Cristina Gomes, professora na ESAF, sobre esta narrativa não-ficcional e testemunhal que leu, gostou e recomenda...


O fim do homem soviético - um tempo de desencanto
Autor: Svetlana Aleksievitch
Editor: Porto Editora
N.º de págs.: 472
Ano de publicação: 2015
Categoria: literatura documental

"Ler O fim do homem soviético confirma a minha convicção de que a literatura supera os livros de História na compreensão de uma época, pois revela a alma de um povo.
Como explicar que a alma soviética resistiu durante tantas décadas às vicissitudes do Comunismo marcado por guerras, pela fome, pelo gulag, pelo absurdo e pela morte em nome de um ideal?
Síntese de literatura documental e literatura de ficção, Svetlana Aleksievitch, Prémio Nobel de Literatura em 2015, num trabalho de reescrita admirável, dá voz a homens e mulheres das várias regiões da antiga União Soviética. Tece uma manta de retalhos, vozes na primeira pessoa, depoimentos daqueles que viveram durante esse período: mães, soldados, órfãos, generais, intelectuais, deportados… As vítimas contam como eram denunciadas sem razão, como sobreviveram aos gulags, como se alimentaram de raízes e de folhas e como lamberam pedras nas terras geladas da Sibéria para enganar a fome ou ainda como eram mandadas para a guerra contra os nazis sem armas e sem agasalhos e denominadas de traidoras do povo se se entregassem ao inimigo em vez de lutar pela Pátria até a morte. Contam também como eram amantes da literatura, como se deliciavam a conversar horas nas cozinhas, como cantavam hinos soviéticos com fé e orgulho. Não compreendem porque foram merecedoras de tanto sofrimento, contudo nunca questionam as razões do Partido, nunca acusam o pai Estaline, nunca se revoltam. Foi simplesmente o seu destino, a parte que lhes tocou, à semelhança de milhares que partilharam o mesmo sofrimento. É preciso reconstruir, mas não esquecer.
“Tomar o sofrimento nas próprias mãos, dominá-lo completamente e sair dele, trazer de lá alguma coisa. Isso é uma grande vitória, só isso faz sentido. Não saímos de mãos vazias… De outro modo, para quê descer ao inferno?”
O fim do homem soviético - Um tempo de desencanto revela um povo que não foi ensinado a viver na liberdade e na felicidade (partindo do princípio de que a liberdade e a felicidade são duas faces da mesma moeda), ao contrário do ocidental, que vive convicto de que os seus direitos fundamentais estão garantidos.
Seria bem mais fácil e consolador encarar a História como uma verdade, a luta entre vítimas e carrascos, mas o drama é que a verdade é fragmentada, não há fronteira entre o bem o mal; todos participaram no horror, desde os que denunciaram os vizinhos, os amigos ou mesmo os próprios filhos àqueles que cumpriram cega e orgulhosamente as ordens de prisão, de tortura e de morte num mundo em que Deus já não tinha voz porque a voz do Partido era tudo.
A originalidade da obra está no facto de não haver juízos de valor, nem acusações; não é um processo e muito menos um mea culpa. Durante o Comunismo os soviéticos acreditavam numa causa, inebriados pelo orgulho de estar a construir o futuro da humanidade, tinham como missão mostrar ao mundo o caminho da salvação, libertando-o do capitalismo bárbaro. Por isso, o sofrimento, as privações, a negação da individualidade, o sacrifício eram aceites e, pior, legitimados.
Mergulhar na alma soviética, ouvindo histórias da grande História, é suportável enquanto somos simples voyeurs desse passado. O problema é quando o passado parece confundir-se com o presente e anunciar um futuro sem retorno, não o do vizinho, mas o nosso futuro. Fica um arrepio, uma sensação de déjà-vu….
Não deixo de ver semelhanças com algumas vozes portuguesas daqueles que viveram durante o Estado Novo e que, apesar de terem conhecido a miséria, alimentam a saudade de tempos em que não havia os muito ricos e os muito pobres. Contam fome, doença, trabalho de sol a sol, sobrevivência, medo, mas também lembram solidariedade e igualdade no sofrimento e nas privações, lembram a luta do dia a dia, lembram a fé consoladora num Deus que os punha à prova, sem os castigar.
Vivências de homens e mulheres que cresceram no horror, em regimes totalitários e a quem foi negada a liberdade. No entanto, o mais surpreendente é a capacidade do homem em sobreviver, sedento sempre de acreditar em algo que faça sentido, de preencher a vida com uma utopia, uma religião, uma paixão … e alguém (Marine Le Pen? Putin? Donald Trump?) lhes promete esse sonho… e a História repete-se… Subida do populismo…
Terá chegado o fim do homem soviético?"

[livro disponível na biblioteca]

1 de abril de 2017

Prémios de reconhecimento, tendo a leitura como pano de fundo...

No quadro das atividades da Semana da Leitura 2017, houve tempo (nos dias que passaram) para procedermos a uma singela mas estimulante (estamos cientes) sessão de entrega de certificados e prémios (livros, claro!) aos alunos participantes e vencedores de duas iniciativas que têm os livros e a leitura como principal desiderato. Referimo-nos aos prémios do Concurso Nacional de Leitura 2017 (1.ª fase, fase de escola) e do "Bibliopaper" da biblioteca escolar (uma atividade de descoberta das potencialidades do fundo documental, a par do manuseamento e recolha de informação de obras disponíveis no acervo, entre outras competências da literacia da informação).
Naturalmente que não apenas estes, os alunos vencedores dos certames em causa, mas todos os demais colegas de escola que se envolveram e implicaram nestas iniciativas em prol da literacia da leitura, todos sem excepção, estão de parabéns!
Fica o acicate a todos os alunos da escola - participem, envolvam-se nas iniciativas que lhes são propostas, leiam, escrevam, fotografem, representem... sem cunho de obrigatoriedade, antes como disposição de livre vontade em querer saber mais e alimentar a curiosidade...Porque a escola é também isto - experiência (que queremos gratificante) em ambientes de literacia e o que deles podemos retirar como preparação para a vida.
[As seis alunas vencedoras da 1.ª fase do Concurso Nacional de Leitura 2017 (a nível de escola), três do 3.º Ciclo e outras tantas do Ens. Secundário. Serão as representantes da ESAF na 2.ª fase do CNL (Comunidade Intermunicipal do Cávado), que se realizará em Maio, na Biblioteca Municipal de Vila Verde.]
[Os quatros alunos que registaram o melhor desempenho no Bibliopaper - À descoberta da Biblioteca, que envolveu 35 equipas de alunos desafiados a descobrir os meandros da biblioteca, os seus recursos, os seus serviços, a par da demonstração de conhecimentos sobre livros que constam no acervo.]

31 de março de 2017

Tertúlia sobre livros e leituras

Da paixão pelos livros e pela leitura.
Uma tertúlia à volta dos livros, com partilha de leituras, gostos, pontos de vista, afinidades... ontem à tarde (30/03), na sala de leitura da Biblioteca da ESAF.
Não se dá pelo tempo passar quando a conversa roda em torno dos livros!


[ Semana da Leitura 2017 ]

Oficina de escrita na biblioteca

Os dados estão lançados. 
Seis dados, seis faces, seis figuras (sob o olhar dos alunos), 6 possibilidades efabulatórias... Aos intervenientes desta oficina de escrita (algo improvisada) pede-se-lhes que construam uma história, um breve conto ou narrativa, um diálogo, aquilo que quiserem fazer com as palavras.... Pede-se-lhes que efabulem, essa arte ancestral, e que dêem rédea solta à imaginação, à criatividade.

Depois, depois mãos à escrita. E depois ainda, a singela magia de podermos escutar as pequenas histórias que o jogo das possibilidades de efabulação gizaram nas mentes daqueles alunos que, ludicamente, entraram no jogo das palavras.
Assim aconteceu, esta manhã, na sala de leitura da biblioteca da ESAF - os dados sobre a mesa, uma trintena de alunos do décimo ano, a professora Natália (docente da turma) e o professor bibliotecário.
Experimenta-se e zás... uma interessante oficina de escrita.

[ Atividade da Semana da Leitura, que hoje termina...Termina?!!
... Voltamos dentro de momentos! ]

8 de novembro de 2012

Biblioteca escolar: uma chave para o passado, presente e futuro

O mês das bibliotecas escolares, este ano subordinado ao lema > "Bibliotecas Escolares: uma chave para o passado, o presente e o futuro", nunca encerra; melhor dizendo e parafraseando o mote de uma belíssima canção brasileira... pois todo o dia é dia de biblioteca, esses espaços de trabalho, de pesquisa, de agradável encontro com o saber e o semelhante. Porém, encerrando formalmente o mês das bibliotecas escolares, levamos à cena (31/10), na sala de leitura da biblioteca (claro), uma performance que não poderia deixar de contar com os nossos amigos (quais mascotes) Teco e Teca em inolvidável diálogo sobre as bibliotecas e o seu papel (sim eles são uns verdadeiros amantes da biblioteca), num texto inédito (de Marieta Barbosa) pejado de referências (e as devidas reverências) a autores como Manuel António Pina, também a uma figura incontornável das bibliotecas portuguesas - Henrique Barreto Nunes (Da Biblioteca ao Leitor), como ainda Jacques Bonnet (Bibliotecas cheias de fantasmas - um hino aos apaixonados por livros e bibliotecas, que veem nestas "seres" complexos e plenos de interioridade).
Dando voz ao diálogo do Teco e da Teca, e animação à performance, estiveram professores e alunos colaboradores da biblioteca, numa sessão que envolveu, para além do teatro de marionetas, momentos de dança ao som de Virgínia Asthley e do Requiem de Mozart. Numa ponte entre o mundo das bibliotecas e a ancestralidade do espírito do dia (final do mês de Outubro), foi tempo também para uma cenografia a preceito, ao som de Mozart, seguida de três grandes interpretações de poemas de Herberto Hélder. Entre a alegria e a luminosidade da visita do Teco e da Teca, e a intensidade das palavras ditas de Manuel António Pina e Herberto Hélder, relembramos outra vez o mês das bibliotecas, o poder dos livros, da cultura, em última análise, da leitura, na configuração do que somos.

7 de novembro de 2012

Encontro com um autor - Carlos Basto

Na tarde de segunda-feira, dia 5/11, recebemos, na sala de leitura da biblioteca escolar, Carlos Basto, aguarelista, pintor, fotógrafo com incursões no cinema, reconhecida figura barcelense ligada à vida cultural e artística local. O autor veio conversar com alunos e professores a propósito do seu último livro de ilustrações a aguarela sobre o caminho de Santiago em terras de Barcelos. A obra, com cerca de 100 páginas e quase uma centena de belas aguarelas figurativas de vários recantos do património monumental e cultural que o caminho de Santiago em terras de Barcelos permite desfrutar, serviu de mote a uma agradável conversa, com várias histórias à mistura, sobre o livro em si e sobre o seu objeto: o caminho de Santiago. Falou-se do caminho e dos motivos que levam milhares de caminheiros   até à catedral, em Santiago de Compostela, Galiza, Espanha; falou-se dos desenhos e do processo criativo subjacente; falou-se ainda de novos projetos, com destaque para um que reunirá em livro, com cerca de 300 páginas profusamente ilustradas, aguarelas alusivas aos inúmeros pontos de interesse patrimonial e cultural do caminho português, do Porto a Santiago. Houve tempo ainda para alguns testemunhos da experiência intensa e espiritualmente rica que é fazer o caminho de Santiago. Foram momentos bem passados na companhia de um autor que com a beleza dos seus desenhos e a sua escrita clara nos proporcionou uma viagem a uma das rotas místicas da península. Cá o esperamos numa próxima visita, aquando da edição do seu próximo trabalho.

3 de novembro de 2012

Barcelos nos caminhos de Santiago


É já na próxima segunda-feira, dia 5/11/2012, pelas 15h, na sala de leitura da biblioteca, que contamos com a visita de Carlos Basto, autor barcelense reconhecido pela sua carreira ligada à pintura, à fotografia e ao cinema, com intervenção vária na vida cultural barcelense, que nos vem falar sobre o livro que publicou recentemente e sobre o seu labor e processo criativo.
Barcelos nos Caminhos de Santiagoda autoria de Carlos Basto, que serve de leitmotiv a este encontro, é uma obra repleta de belíssimas aguarelas, breve mas agradavelmente legendadas, que figuram/representam recantos de cultura patrimonial e de remanso que pontuam as etapas do caminho de Santiago por terras de Barcelos. Uma viagem pelas páginas de uma publicação que, mais que um diário desenhado, se afirma sobretudo como um objeto gráfico que vale a pena folhear e demorar o olhar (de ver) sobre a sequência de desenhos profusamente coloridos, que convidam à viagem, à evasão e à espiritualidade.
Fica o convite a toda a comunidade escolar do Agrupamento de Escolas Alcaides de Faria e, claro, aos membros da comunidade envolvente que manifestem interesse.
jd

11 de julho de 2012

Avenida do Minho nº 22 - a revista da nossa escola

[Capa Avenida do Minho nº 22]
Aí está a mais recente edição da AM revista escolar Avenida do Minho, o vigésimo segundo número de um percurso iniciado nos idos de 1989, na Escola Secundária Alcaides de Faria. Não obstante o lançamento fora do timing habitual, o que nos apraz dizer é que valeu a pena a espera. Valeu porque novamente nos deparamos com uma edição que faz jus à identidade de uma revista consolidada, não apenas marcada pela dimensão artística e de design arejado e agradável a quem a folheia, observa e lê, mas também pela qualidade de muitos dos textos. Não, não é apenas um repositório jornalístico de trabalhos ou de atividades escolares (sem desmerecer a qualidade reconhecida das iniciativas desenvolvidas ao longo do ano letivo), pois inclui também textos poéticos, como prosas várias, do  texto em tom confessional aos exercícios de escrita criativa, para os quais chamamos a atenção do leitor, como ainda incursões de pendor ensaístico, seja sobre a cultura e sociedade, leitura ou artes plásticas.
Quanto ao suporte: eis-nos perante um objecto gráfico agradável ao tacto e à vista, capa com brilho e no miolo papel mate de qualidade. 
Um revista para folhear, observar, ler... guardar. Não é, afinal, uma revista também o eco de algumas das memórias da escola e das pessoas que a integram?
A revista pode ser adquirida na Papelaria da escola (ESAF) ou na Feira do Livro de Barcelos (onde foi apresentada, no passado dia 9 de julho) que decorre até domingo,16 de julho, no centro da cidade.

13 de março de 2012

Sessão de poesia - ecos da SL 2012 #2

 
Foram tantos e belos os poemas que o ator Armindo Cerqueira trouxe até nós, à sala de leitura da Biblioteca escolar da ESAF, na passada quinta-feira, 08/03, decorria a Semana da Leitura (uma semana que conheceu também uma genuína roda viva de partilha de leitura entre as dezenas de turmas da nossa escola, meritória iniciativa da Área disciplinar de Português que dinamizou itinerâncias de palavras e expressividade, mobilizando alunos que, de sala em sala, faziam eco das palavras dos prosadores e dos poetas da nossa Língua).
Como já nos habituou, noutras passagens por aqui (parceria da RBEB), Armindo Cerqueira criou momentos de prazer de leitura e literatura, entre aqueles que enchiam o espaço (alunos de diferentes turmas e alguns professores) ávidos de palavras belas e carregadas de sentidos, ditas em diferentes tonalidades vocais e vária gama de expressivas interpretações.
E foram tantos os poetas (portugueses, brasileiros, dos países africanos de expressão portuguesa), tantos os universos convocados: Luís de Camões, Bocage, Almeida Garrett, Antero de Quental, Camilo Pessanha, João de Deus, Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro, Almada Negreiros,  Florbela Espanca, Cecília Meireles (Brasil), Carlos Drummond de Andrade (Br), Jorge de Lima (Br), João Abel (Angola), António Jacinto (Ang.)... numa verdadeira festa de leitura. 
Sem deitar mão a conjeturas de ordem teórica em torno da leitura e da promoção do hábito leitor, foi bom constatar, também, no final, alunos dirigirem-se ao declamador em busca das referências de um ou outro poema dito que os haviam tocado. Da leitura em voz alta ao desejo do poema, do texto, do livro!

29 de fevereiro de 2012

Semana Concelhia da Leitura - Barcelos 2012

Na próxima semana, de 5 a 10 de março, celebra-se a Semana da Leitura, com inúmeras atividades ligadas ao mundo da leitura, do livro e das bibliotecas.
A Rede de Bibliotecas Escolares de Barcelos / Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares - BCL / Biblioteca Municipal de Barcelos / escolas do nosso concelho, congregam esforços para mais uma vez apresentarem à comunidade envolvente a Semana Concelhia da Leitura2012. Uma semana plena de atividades e sessões de dinamização em prol da leitura: encontros com escritores e ilustradores, sessões de poesia, horas do conto, teatro, painéis com personalidades ligadas às bibliotecas, exposições, entre outras iniciativas. A par das acções desenvolvidas por docentes e alunos nas diferentes escolas do concelho, há todo um programa de acções de partilha a decorrer em diferentes espaços, da Biblioteca Municipal às bibliotecas escolares da região.
Nos dias 9 e 10 de março, realiza-se o II Encontro de Bibliotecas Escolares de Barcelos que terá como leitmotiv Bibliotecas em Linh@: Informação, Tecnologia, Novas Leituras.
Fazendo eco da cortesia do SABE / RBEB, disponibilizamos aqui o programa da Semana Concelhia da Leitura - Barcelos. Visite também o portal da RBEB

30 de janeiro de 2012

Novidade na estante

Sugestão de consulta e leitura...

Uma novidade de peso, de imponderável peso, desde logo historiográfico, artístico, cultural, vem substituir uma outra – a História da Arte de Janson (2.ª ed. FCG) - não menos grandiosa que, por agora, desce ao arquivo para previsível restauro, dado o estado em que se encontra (e tal a sua usabilidade ao longo dos anos, por gerações de alunos). Referimo-nos agora a uma aquisição recente, e já disponível no fundo documental - A Nova História da Arte de Janson (nona edição portuguesa, que se baseia na sétima edição norte-americana).
Esta edição foi profundamente remodelada pelo filho de H. W. Janson e outros seis especialistas, oriundos de diferentes áreas, “com inúmeras abordagens de ordem técnica e historiográfica complementares” (regista o prefácio) que a enriquecem substancialmente e a dotam de informação atualizada sobre a historiografia da Arte, preservando a sua marca de referência mundial nos domínios da História da Arte.
Ei-la, pronta para consulta e estudo, numa das estantes de arte da nossa biblioteca escolar.

28 de janeiro de 2012

Ecos do Auto da Índia, no Multiusos da ESAF

Gil Vicente, o mestre da dramaturgia portuguesa, esteve de volta à ESAF (depois de, em novembro passado, ter sido aqui representada uma das suas farsas Quem tem farelos?), desta vez com a representação, pela mesma companhia de teatro - A Capoeira, do Auto da Índia, no serão de quinta-feira, 26 de janeiro.
E tal como da primeira vez, com cerca de duas centenas de pessoas, na maioria alunos, mas também professores, pais e visitantes, o espaço Multiusos da escola vibrou, não só pela azáfama dos espetadores, mas pela original adaptação da peça vicentina, levada a cabo pela companhia de teatro, uma versão em tudo centrada na temática da obra (o adultério, em contexto de expansão ultramarina, quando os homens partiam, quais conquistadores para outras índias, que não o contexto presente para onde demandam agora os nossos contemporâneos, em busca de melhor sorte, nas europas e américas), porém, em consonância com os tempos que correm, numa figuração e caracterização de tipos sociais, ajustada à realidade de hoje.
Numa interessante “subversão” (como alguém classificou, não em sentido pejorativo, antes bem criativo), revisitou-se o Auto da Índia com a sua estrutura esquemática intacta (expectativa da Ama quanto à partida do Marido para a Índia e a predisposição, que não esconde, para o adultério, num primeiro tempo; a consumação da sua leviandade, com entrada em cena das personagens do Castelhano e o Lemos, num segundo e central momento; e, finalmente, aquando do retorno do marido, a manifestação da hipocrisia e o “reprimido” desagrado da ama pela chegada deste). Só que não estávamos em "Quinhentos", nos tempos da expansão ultramarina, mas sim no séc. XXI (mais de 500 anos sobre a representação do auto perante a Rainha D. Leonor – 1509), com figurinos e alusões às condições dos tempos que correm e com peripécias condizentes.
Estivemos perante uma sessão de teatro onde o humor e a comicidade das cenas pontuaram a representação, dando-lhe matizes algo surpreendentes no que concerne ao espaço/tempo, sobretudo para quem vinha na expectativa de assistir a uma peça mais próxima da ação clássica e assistiu a uma versão marcada pela contemporaneidade e a crítica a alguns dos seus tipos e costumes (não muito diferentes, afinal, dos de outrora).
Tal como Gil Vicente quereria, também nós nos divertimos.
[Aguçando a curiosidade: se queres aceder a uma sinopse desta farsa (o primeiro texto teatral de Gil Vicente, que foi escrito quase na totalidade em português) – e, por alguns estudiosos, considerada a primeira farsa da literatura portuguesa, nada como dar um salto até este sítio, aprofundar pormenores com os teus professores de Português ou consultar as obras sobre o assunto, que disponibilizamos na biblioteca.]

30 de novembro de 2011

Ler Mark Twain

 Ilustração: E. W. Kemble
A 30 de novembro de 1835 nascia, no Missouri (Estado norte-americano), Samuel Langhorne Clemens, que viria a celebrizar-se na história da literatura com o pseudónimo: Mark Twain.  Quem não conhece Mark Twain, um dos fundadores da literatura americana? Sim, aquele que povoou as nossas leituras de adolescência e continua a fascinar gerações de leitores através de uma escrita plena de aventuras marcadas pelo espírito livre, ricas em experiências de vida e um notável sentido de humor.
Ler as Aventuras de Tom Sawyer, ou de Huckleberry Finn, ou as páginas cheias de humor – Excertos dos Diários de Adão e Eva, Cartas da Terra, ou o delicioso A viagem dos inocentes, entre outros, é deveras uma experiência de leitura prazenteira, onde sagacidade, humor e inteligência se casam em pleno com as atribulações do quotidiano.
Um mestre a lembrar, que influenciou outros grandes mestres da literatura contemporânea, como Faulkner, Hemingway, Eliot ou Joyce, entre outros.
Transcrevemos o início de uma das suas obras primas (aliás, disponível na nossa biblioteca), As aventuras de Huckleberry Finn (p.13, edição da Relógio D`Água, 2009, com tradução de Sara Serras Pereira):

“Tu não sabes nada sobre mim se não tiveres lido um livro chamado As aventuras de Tom Sawyer, mas isso não interessa. Esse livro foi feito pelo Sr. Mark Twain, e ele disse quase sempre a verdade. Disse sobretudo a verdade, apesar de haver umas coisas que exagerou. Ora isso não é nada. Eu cá nunca vi gente que não mentisse uma vez por outra, tirando a Tia Polly, ou a Viúva, ou talvez Mary. Isso da Tia Polly – ou seja, a Tia Polly do Tom – e da Mary, e da Viúva Douglas, está tudo explicado nesse livro, que é um livro que diz quase sempre a verdade, se bem que às vezes exagere, como eu já disse antes.
Ora a maneira como o livro acaba é assim: eu e o Tom encontrámos o dinheiro que os ladrões tinham escondido na gruta e ficámos ricos.”


Livros deste autor disponíveis na biblioteca:
As aventuras de Tom Sawyer, edição do Público, 2004
As aventuras de Huckleberry Finn, edição do Público, 2004
As aventuras de Huckleberry Finn, Publicações Europa-América, 1976
As aventuras de Huckleberry Finn, ed. Relógio D`Água, 2009
Huckleberry Finn, (retold in very easy English), ed. Longman Picture Classics, 1995
Um Americano na corte do rei Artur, ed. Público, 2011